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terça-feira, 12 de junho de 2012

Rio+20 deve propor soluções integradas para áreas econômica, social e ambiental


Rio+20
Em dois dias, quando a Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) começar no Rio de Janeiro, representantes de governos, da sociedade civil e do setor privado de vários países começam a avaliar o que o mundo fez até hoje para assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável e buscar soluções integradas que inclua as dimensões econômica, social e ambiental .
A meta de assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável foi adotada por vários países que se comprometeram a reverter um processo de degradação ambiental que já se desenhava em 1992, quando a capital fluminense sediou a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio92).
Agora, vinte anos depois da Rio92, que teve a participação de mais de 110 governantes de países, a expectativa é que com a Rio+20, os governos de pelo menos 115 nações confirmadas renovem o comprometimento com essa meta, tanto olhando o que avançou quanto o que ainda existe de lacuna.
A importância da conferência, que será realizado entre os dias 13 e 22 de junho, tem várias justificativas. Uma delas é a projeção feita pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), de que, em 2050, o planeta terá quase 3 bilhões de habitantes a mais do que hoje, chegando a 9 bilhões de pessoas, o que significa mais áreas ocupadas, mais energia utilizada, mais água e alimentos consumidos. O que se pretende na Rio+20 é definir o que cada nação precisa fazer para garantir todos esses recursos e serviços para mais gente.
“O que as nações buscam é uma solução para as crises nas três dimensões – econômica, social e ambiental- com soluções integradas. Não vale mais encontrar uma solução que resolva os problemas da economia, mas não protege o planeta. Nem a que protege o planeta, mas não garante alimento para as pessoas. Esse é o ponto fundamental”, explicou Cláudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva e superintendente de conservação da organização não-governamental, WWF-Brasil.
Maretti disse que, diferente da convenção de 20 anos atrás, que tinha um caráter deliberativo, a Rio+20 “é uma conferência para a tomada de decisões que são recomendações. O que for decididos não é obrigatório, mas torna consenso de que é o correto”. A Rio92 resultou na assinatura de importantes documentos, como as Convenções sobre Mudança do Clima e Biodiversidade e a Agenda 21, com propostas e ações para um novo modelo de desenvolvimento, que pudesse reduzir os danos ambientais e atender as necessidades básicas da humanidade.
“Outra diferença importante é que, durante a Rio92, acreditava-se que o governo faria tudo sozinho e seria a força dirigente da sociedade. Agora, o governo continua sendo uma força importante, mas setores da sociedade, principalmente o setor privado, já são considerados fundamentais para a mudança”, disse. Para Maretti, os agentes econômicos, tanto do governo, quanto das empresas, estão atrasados na busca por resultados concretos de um desenvolvimento sustentável.
Reportagem de Carolina Gonçalves, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 12/06/2012

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