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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Erechim - TRE-RS mantém cassação de registro do prefeito eleito


O Pleno do TRE-RS manteve, nesta quarta-feira (29), decisão de primeira instância que cassou os registros de candidatura dos integrantes da chapa majoritária eleita em Erechim. Paulo Alfredo Polis, candidato a prefeito, e Ana Lucia de Oliveira, candidata a vice-prefeita, pela coligação Sim Vamos Adiante (PRB-PDT-PT-PMDB-PSC-PSB-PCdoB), foram condenados por
abuso de poder econômico e de autoridade e uso indevido de meio de comunicação social.
O motivo da cassação foi a edição e distribuição de um anuário municipal que os magistrados entenderam que continha propaganda política para o candidato à reeleição. Foram aplicadas as penalidades de cassação dos registros dos candidatos, declaração de inelegibilidade deles e do responsável pelo edição da publicação, além de multa e exclusão dos partidos componentes da coligação da distribuição dos recursos do Fundo Partidário.
A decisão foi unânime. Polis (PT) havia sido eleito em outubro com 36.542 votos, contra 19.823 votos do outro concorrente, José Rodolfo Mantovani (PP). A relatora do processo foi a desembargadora  laine Macedo, vicepresidente do TRE-RS.
Fonte: NorteRS

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Madeireiros ilegais desafiam combate ao desmatamento na Amazônia


Pequenos assentamentos são alvo do desmatamento promovido por madeireiros ilegais
O desmatamento na Amazônia brasileira chegou a sua menor taxa desde 1988, em parte graças ao melhor monitoramento de atividades irregulares. No entanto, apesar da implementação de medidas mais duras, madeireiros ilegais ainda conseguem extrair madeira da selva e vendê-la como se fosse legal, apontam moradores locais.
O jovem fazendeiro Fábio Lourenço de Souza mora em um assentamento conhecido como PDS Esperança, no vale do Xingu, no Pará. Apesar de viver em uma região rica em madeira tropical, ele, bem como a maioria das 300 famílias do assentamento, tenta manter distância de madeireiros.
“Não faz sentido para nós começar a extrair a madeira de nosso assentamento”, diz Fábio, que interrompeu a construção de uma nova casa de madeira para conversar com a BBC. “As empresas madeireiras não nos pagariam o suficiente, e isso destruiria a floresta. E precisamos dela para o futuro de nossas crianças.”
Ele prefere dedicar-se ao plantio de cacau.

Subornos e ameaças

Durante anos, os moradores do PDS Esperança levantam preocupações quanto ao roubo de madeira de sua terra. Eles dizem que a prática é rotineira e que os madeireiros falsificam documentos para fazer parecer que a madeira foi extraída legalmente.
Para que a extração seja legal, é preciso que o dono da terra faça um inventário de suas espécies de madeira e peçam autorização do governo para explorá-las, dentro de um limite. A autorização prevê também que, após a retirada da madeira, a área seja reflorestada.
Mas madeireiros ilegais obtêm autorizações por meio de subornos e ameaças a donos de terras. Depois, os madeireiros usam essas autorizações para encobrir a extração ilegal feita em outras áreas.
Procurado pela BBC, o governo brasileiro se recusou a comentar a respeito dessa prática.

Assentamentos vigiados

Fábio Lourenço de Souza
Fábio Lourenço de Souza tenta não se envolver com os madeireiros
Anos atrás, preocupados com o extrativismo ilegal, os moradores do PDS Esperança bloquearam a entrada de seu assentamento, para evitar a entrada de madeireiros.
Após sete meses de tensões, conseguiram convencer o Incra, que distribui e organiza os assentamentos, a construir guaritas para que o PDS Esperança pudesse ser vigiado e a pagar por vigias privados.
A guarita ainda está de pé, e ajuda a explicar por que a vida é relativamente tranquila no PDS Esperança, apesar de alguns moradores ainda receberem ameaças de morte de madeireiros.
A tensão é maior em outro assentamento, o PDS Virola-Jatobá, onde a maioria das 180 famílias tenta impedir que extrativistas ilegais continuem a roubar sua madeira.
Eles fazem rodízio durante as 24 horas do dia para guardar a entrada do local.
No final de setembro, uma família descobriu que os madeireiros haviam construído em segredo uma trilha para os fundos de sua terra, para que pudessem escoar a madeira cortada por um afluente do rio Amazonas. No dia seguinte, um pequeno grupo de assentados, acompanhado por funcionários do Incra, acompanharam à distância o som das motosserras até flagrarem a atuação dos madeireiros.
Um dos assentados, que prefere não se identificar, admite ter sentido medo. “Não sabíamos o que esperar. Tínhamos medo de que houvesse guardas armados protegendo (os madeireiros).”
Mas não estavam, e aceitaram interromper a extração de madeira. Os dois lados acabaram jantando juntos.

Ameaças

Foto de arquivo da Amazônia brasileira
Disputas por terras na região fazem com que moradores sofram ameaças de morte
Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras estão capacitando alguns assentados para que eles façam a extração de madeira dentro da lei, mas, por conta disso, passam a sofrer ameaças dos extrativistas ilegais.
Urará, uma cidade de 50 mil habitantes na região da Transamazônica, é uma típica cidade de fronteira, sem água corrente, esgoto ou aeroporto – exceto as pequenas pistas clandestinas, que muitos dizem ser usadas para o tráfico de drogas.
A cidade tem em abundância, porém, empresas madeireiras, principais motores de sua economia.
Quando escurece, caminhões sem placas chegam a áreas repletas de madeira que, segundo os moradores, são extraídas ilegalmente.
Na manhã seguinte, saem emplacados e carregados com madeiras identificadas, conforme a lei. Essa madeira poderá ser vendida no mercado doméstico ou exportada.

Conflitos de terra

Os assentamentos de Esperança e Virola-Jatobá foram criados pela freira americana Dorothy Stang (morta em 2005 por atiradores que agiam em nome de proprietários de terra da região) como uma forma de reagir à ocupação da floresta feita pelos madeireiros.
Os locais têm forte ênfase na conservação da Amazônia – os assentados podem cultivar suas terras, mas não vendê-las.
Tanto o Esperança quanto o Virola-Jatobá se mostraram bem-sucedidos, mas – considerando que eles não foram totalmente endossados pelo governo brasileiro – seu modelo são foi replicado na região, como queria Dorothy Stang.
As disputas de terra que resultaram em sua morte permanecem vivas.
Em 2009, uma placa de homenagem foi pregada a uma árvore próxima de onde a irmã Dorothy foi assassinada. Logo a placa foi cravada com balas de revólver. A mensagem é clara: fazendeiros que resistem à extração ilegal de madeira estão correndo riscos.
Matéria de Sue Branford, da BBC News / BBC Brasil, publicada pelo EcoDebate, 30/11/2012
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Muita terra para pouco fazendeiro, artigo de Márcio Santilli e Raul do Valle


Estrutura fundiária e índice de Gini – 1992, 1998 e 2003 - Tabela no Atlas da Questão Agrária Brasileira
Estrutura fundiária e índice de Gini – 1992, 1998 e 2003 – Tabela no Atlas da Questão Agrária Brasileira [clique na imagem para ampliar]

“A CNA sugere que “há muita terra para pouco índio”, já que 520 mil indígenas aldeados vivem em 113 milhões de hectares de terras indígenas. Ocorre que 98,5% dessa área está na Amazônia, onde vivem 60% dos indígenas do país. Os outros 40% dispõem de apenas 1,5% de todas as terras, em geral em áreas exíguas. O Mato Grosso do Sul é um caso emblemático”, escrevem Márcio Santilli, coordenador de política e direito socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), ex-deputado federal e ex-presidente da Funai e Raul do Valle, advogado e coordenador-adjunto de Política e Direito Socioambiental do ISA, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 29-11-2012.
Segundo eles, “muita terra têm os grandes produtores rurais, representados pela CNA. Segundo o IBGE, os 67 mil maiores proprietários possuem 195 milhões de hectares, 72% a mais que os índios. Além disso, as terras indígenas preservam 98% da sua vegetação nativa e prestam serviços ambientais a toda sociedade”.
Eis o artigo.
Ganhou espaço nesta Folha a divulgação de pesquisa encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a pretensão de traçar um perfil da população indígena do país.
Uma de suas conclusões deixa clara a tese que pretende comprovar: “A situação territorial também causa preocupação, mas não é o maior problema, como afirmado por ONGs, movimentos sociais e certas áreas de governo”.
A pesquisa foi feita entre junho e julho, mas só foi divulgada agora, quando voltam à mídia os conflitos territoriais entre fazendeiros e índios guarani-kaiowá (MS) e xavante (MT). Os bens de consumo usados pelos índios caracterizariam “urbanização”. A enquete aponta que a principal preocupação dos índios seria seu precário atendimento de saúde.
Sempre houve interesse dos índios por bens de consumo que não produzem, desde ferramentas, alimentos, remédios até televisão e celular, o que não implica serem eles menos índios ou necessitarem de menos terra. Os demais brasileiros, a começar pelos patrocinadores da pesquisa, têm interesse por bens importados e nem por isso deixam de ser brasileiros.
A própria enquete mostra que 94% dos indígenas entrevistados praticam agricultura, 85% caçam e 86% pescam frequentemente, atividades que dependem de áreas extensas e preservadas. Mostra ainda que 68% dos índios da região Sul, que têm apenas 0,18% das terras demarcadas, recebem cestas básicas, apesar de a maioria (52%) ter trabalho remunerado. No Norte, que abriga 81% das terras, só 7% dos índios depende de cestas básicas, embora poucos tenham emprego.
A tese de que a terra não é importante para os índios não é confirmada pela própria pesquisa, mas a CNA pretende deformar seus resultados para defender a aprovação de projetos no Congresso que buscam alterar a Constituição para inviabilizar a demarcação de novas terras, sobretudo quando ocupadas por grandes produtores.
A estratégia de propagar teses infundadas para justificar uma posição política já foi usada pela CNA para fragilizar o Código Florestal. Agora, pretende-se induzir a ideia de que os próprios índios não querem mais terra, embora 57% dos entrevistados na enquete tenham respondido que seus territórios são menores do que o necessário (o número chega a 92% no Sul).
A CNA sugere que “há muita terra para pouco índio”, já que 520 mil indígenas aldeados vivem em 113 milhões de hectares de terras indígenas. Ocorre que 98,5% dessa área está na Amazônia, onde vivem 60% dos indígenas do país. Os outros 40% dispõem de apenas 1,5% de todas as terras, em geral em áreas exíguas. O Mato Grosso do Sul é um caso emblemático.
Muita terra têm os grandes produtores rurais, representados pela CNA. Segundo o IBGE, os 67 mil maiores proprietários possuem 195 milhões de hectares, 72% a mais que os índios. Além disso, as terras indígenas preservam 98% da sua vegetação nativa e prestam serviços ambientais a toda sociedade.
Quem mais precisa de terra são os 45 mil guarani-caiová, alvo principal da CNA, confinados em 95 mil hectares oficialmente reconhecidos, mas ainda ocupados em grande medida por fazendeiros. Eles dispõem de área muito menor que os 700 mil hectares destinados a 28 mil famílias assentadas da reforma agrária no Estado.
Melhor faria a CNA se, em vez de insistir em impedir a demarcação de terras, trabalhasse para que os governos estaduais que, no passado, emitiram títulos de propriedade inválidos, porque incidentes sobre área indígena, sejam agora responsabilizados a indenizar aqueles que, de boa fé, hoje os detêm.
(Ecodebate, 30/11/2012) publicado pela IHU On-line, parceira estratégica do EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

NOVO BARREIRO - O TRADICIONALISTA OLIVIO TONELLO RECEBE TÍTULO "JOÃO DE BARRO"


Aconteceu no dia 15 de novembro de 2012, em comemoração dos 46 anos de MTG, Movimento Tradicionalista Gaúcho em Santa Cruz do Sul  a diplomação  a personalidades que  de uma forma ou outra defenderam as nossa tradições.
Da nossa Região o Tradicionalista  e Radialistas Olivio Tonello  de Novo Barreiro  recebeu o título “João de Barro,A coordenadoria da  17 RT Região Tradicionalista ,os CTGs, Querencia da Palmeira e Cancela da Palmeira de Novo Barreiro sentem-se honrados em contar com mais um título em defesa de nossas tradições que foi concedido ao Ex Coordenador  Olivio Tonello, com o diploma de reconhecimento ‘João de Barro” pelos relevantes serviços prestados aos tradicionalismo, fruto de seu exemplar amor ao Rio Grande do Sul, traduzidos em atos concretos na  defesa ,manutenção e promoção da identidade cultural do Gaúcho.
Na oportunidade foi acompanhado pela Esposa a Sra Nelsi,Patrão do CTG Cancela da Palmeira Sergio L.Morgenstein e Arlei dos Santos.
FONTE: DIARIO RS
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Soledade - Receita Federal apreende dois ônibus com contrabando


Em uma operação rotineira de repressão ao contrabando e descaminho, agentes do Núcleo de  repressão ao Contrabando e Descaminho – Nurep, da Delegacia da Receita Federal de Santa Maria, com apoio da Brigada Militar e da Polícia Rodoviária Federal, retiveram, neste final de semana, na BR 386, em Soledade, dois ônibus provenientes de Ciudad Del Este, Paraguai, carregados com mercadorias de origem estrangeira sem comprovação de regular importação.
Ao serem abordados, junto ao posto da PRF, foi constatado, no interior dos veículos, uma grande quantidade de medicamentos, além de uma pequena quantidade de maconha.
Os veículos foram lacrados e conduzidos a um depósito da Receita Federal para posterior procedimento de fiscalização. Os motoristas e passageiros foram liberados após serem identificados.
Estima-se que o valor da apreensão possa atingir a cifra de R$ 230 mil reais. Esta ação faz parte da operação fronteira blindada.
Fonte: Receita Federal/ NorteRS

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Sagrada Família - Cassado registro de candidatura do Prefeito reeleito de Sagrada Família


A Justiça julgou procedente a Representação Eleitoral por Conduta Vedada proposta pelo Ministério Público Eleitoral e determinou a cassação do registro de candidatura do atual Prefeito Municipal de Sagrada Família e vencedor do pleito à reeleição, Alcides Cê da Silva (PT), e do candidato a Vice-prefeito, Euclides Quequi (PSB). Cada um deles também deverá pagar multas de, respectivamente, R$ 15,9 mil e R$ 5,3 mil. Dez candidatos a Vereador e a Coligação Frente Popular também foram alvos da Representação do MP e deverão pagar, cada um, multa de R$ 5,3 mil.
De acordo com o Promotor Eleitoral Marcos Rauber, em 18 de junho deste ano, o Prefeito e candidato à reeleição de Sagrada Família, Alcides Cê da Silva, fez promoção de sua Administração com conotação evidentemente pessoal durante programa informativo da Prefeitura Municipal transmitido pela rádio da Associação Comunitária Desenvolver Sagradense, FM 104.9, custeado com verbas do erário municipal. Na oportunidade, o demandado também anunciou e promoveu a sua candidatura à reeleição ao cargo de Prefeito Municipal, do candidato a Vice e de candidatos a Vereador vinculados aos partidos políticos integrantes da Coligação Frente Popular.
Na avaliação do MP Eleitoral, a transmissão radiofônica em questão, como publicidade institucional que era, deveria orientar-se pelo caráter eminentemente educativo, informativo ou de orientação social, sem referência caracterizadora de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Segundo Marcos Rauber, o programa desbordou claramente desses limites, sendo convertido num poderoso veículo para apregoar e pôr em evidência supostas qualidades dos representados, buscando influenciar a população local a angariar apoio eleitoral às candidaturas nas Eleições Municipais 2012. Ele ressalta estar configurada a prática de condutas vedadas a agentes públicos em campanhas eleitorais.
Fonte: NorteRS

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ULBRA oferta 35 bolsas de estudos integrais para pessoas com deficiência


A ULBRA está realizando a seleção de 35 pessoas com deficiência para bolsas de estudos para os cursos de graduação à distância nas Unidades de Canoas e Carazinho.
Para participar da seleção para as bolsas de estudos integrais para os diferentes cursos EAD da ULBRA é necessário estar inscrito no vestibular 2013 e ser aprovado, não ter cursado nenhum curso de
graduação e requerer a bolsa integral através dos formulários próprios disponibilizados pela instituição no dia do vestibular.
Em caso de empate, será atribuída a vaga ao candidato com maior nota no processo seletivo entre as pessoas com deficiência e a menor renda per capita familiar. Informações pelo telefone (54)3329.1111.
Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação ULBRA
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Brasileiros preocupam-se mais com questões sociais, do que com meio ambiente


As questões sociais preocupam bem mais o brasileiro do que as questões ambientais, aponta pesquisa do Programa Água Brasil, apresentada ontem (28) durante a Reviravolta Expocatadores 2012, na capital paulista. Temas como aquecimento global, acúmulo e descarte inapropriado de resíduos e contaminação de rio e mananciais são apontados como principais problemas por apenas 7% dos entrevistados. O estudo sobre o nível de consciência da população sobre práticas sustentáveis foi encomendado ao Ibope.
Quando questionados sobre os três principais problemas que afetam o país atualmente, os temas mais recorrentes aos entrevistados foram saúde (70%), desemprego (53%), fome (50%), corrupção (42%) e educação pública (39%). Temas relacionados ao meio ambiente ficaram em penúltimo lugar, perdendo apenas para o item economia global, que foi citado por 2% dos entrevistados. Participaram do estudo 2.002 pessoas em todas as capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.
Para o coordenador de Programa Educação para Cidades Sustentáveis da organização WWF Brasil, Fábio Cidrin Gama, os resultados indicam que será necessária uma grande sensibilização para mudar a atitude do brasileiro em relação ao tema, especialmente no momento em que o país se organiza para implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A pesquisa mostra que há esperança, mas para essa mudança. A gente vai ter que sensibilizar muito toda a sociedade para que as pessoas assumam [a destinação correta do lixo] como um hábito e um dever de cidadão”, destacou.
Gama aponta que um dos aspectos mais positivos da pesquisa é a disposição do brasileiro em participar da coleta seletiva. Por outro lado, ele lamenta que ainda haja muito desconhecimento sobre a destinação correta do lixo e sobre o papel que cada um deveria cumprir nesse processo. “Em relação ao símbolo da reciclagem, os brasileiros acham simplesmente que tendo aquele símbolo o material vai ser reciclado”, declarou. O coordenador destaca que para haver o reaproveitamento do resíduo ainda são necessárias muitas etapas, como a própria separação a ser feita pelo consumidor.
A pesquisa mostra também que o brasileiro está disposto a assumir outras atitudes sustentáveis, além da coleta seletiva. Cerca de 34% dos entrevistados declararam que abririam mão de determinados produtos mesmo que interferisse na sua comodidade. Percentual semelhante (33%) passaria a exigir aos fabricantes soluções com intuito de que o produto tivesse menor impacto no meio ambiente. Ainda é baixo, no entanto, a quantidade de pessoas (23%) que não comprariam materiais que não fossem recicláveis ou reutilizáveis.
Para Severino Lima Júnior, membro do Movimento Nacional de Catadores de Rua (MNCR), a pesquisa destaca o papel do catador de rua na cadeia de reciclagem no Brasil, já que 26% dos entrevistados apontam que eles são os responsáveis pela coleta seletiva. Para metade (50%), ela é feita pelas prefeituras e 12% apontam as cooperativas. “Isso mostra que o modelo adotado no país tem potencial para ser mais exitoso do que outros formatos faraônicos, defendidos por alguns, como a participação de grandes empresas de reciclagem”, defende.
Reportagem de Camila Maciel, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 29/11/2012
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Quase metade das crianças vive em domicílios onde falta pelo menos um serviço de saneamento

falta de saneamento
Em 2011, 48,5% das pessoas até 14 anos de idade (21,9 milhões) residiam em domicílios em que pelo menos um serviço de saneamento (água, esgoto ou lixo) era inadequado. O dado faz parte da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem (28).
Cerca de 4,8 milhões de crianças (10,7%) viviam em casas em que mais de um desses serviços eram inadequados, sendo que 17,2% delas eram da Região Nordeste e 3,7%, da Sudeste. Segundo o IBGE, a maior parte da população até 14 anos de idade faz parte de famílias com menor poder aquisitivo: 60,8% vivem com rendas até meio salário mínimo.
A pesquisa chama a atenção ainda para o déficit de creches no país, sobretudo, para as crianças da camada mais pobre e as mães que precisam trabalhar e/ou estudar, mas não têm com quem deixar os filhos. Entre as mulheres com filhos até 3 anos de idade cujos filhos frequentam creche, 71,7% estavam ocupadas em 2011. No mesmo período, apenas 21% das crianças até 3 anos tinham acesso à creche.
De acordo com o conselheiro do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, a primeira etapa da educação básica é determinante para o desenvolvimento dessas crianças. Ele informou que o custo per capita da fase pré-escolar é o mais alto entre todas as etapas da educação, mas que o retorno compensa.
“A meta número 1 do Plano Nacional de Educação é ampliar o acesso às creches, mas o Brasil evoluiu muito pouco em relação à demanda. A meta estabelecida era chegar a 50% em 2010 e o desafio é tão grande que a meta foi mantida para 2020.”
O estudo ressalta ainda que a fecundidade costuma atrasar e, em muitos casos, interromper o processo de escolarização da mulher e que deve haver políticas públicas para dar suporte às mães que não desejam parar de frequentar a escola ou que pretendem estudar ou trabalhar.
Entre as crianças brasileiras de 4 e 5 anos de idade, a taxa de escolarização é melhor do que entre as crianças mais novas. Em 2011, quase 77,4% das crianças nessa faixa etária frequentavam a escola, enquanto em 2001 esse percentual era 55,4%. Entretanto, a média brasileira ainda está baixo da dos países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 90%.
Reportagem de Flávia Villela, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 29/11/2012
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Cerca de 85% dos brasileiros separariam o lixo caso serviço de coleta seletiva estivesse disponível

coleta seletiva
A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada ontem (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.
Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o percentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.
Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínios ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.
Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.
O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relaciona ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.
Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.
Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto percentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.
O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade.
Reportagem de Camila Maciel, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 29/11/2012
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NONOAI RECEBE CRUZ PEREGRINA, SÍMBOLO DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE


A Cruz chegou em Nonoai na manhã desta quarta-feira (28) e foi acolhida pela comunidade católica às 7h no trevo de acesso de Nonoai. Após foi levada em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros até o Santuário Nossa Senhora da Luz Beatos Manuel e Adílio, onde às 8h30min foi celebrada a Santa Missa. Uma carreata se formou no trajeto até o Santuário, onde centena de pessoas aguardavam.
A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984).
No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ocorre a 28 anos, seu advento se deu no Vaticano em 1984 quando o Papa João Paulo, também símbolo da JMJ entregou aos jovens a Cruz, símbolo mundial.
Mais de 100 jovens da Diocese estão envolvidos diretamente para receber a Cruz Peregrina e para que todos possam estar próximos dela e sentir a sua força.
Após a missa, a Cruz será levada para a cidade de Erechim.
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AGRODANIELI EM TRINDADE DO SUL TEM PREVISÃO DE FUNCIONAMENTO PARA FEVEREIRO DE 2013.


O Frigorífico Agrodanieli unidade de Trindade do Sul-RS, está com previsões de estocagem de frangos já para o mês de fevereiro de 2013, período que estará pronta as câmaras frias.
A prioridade da conclusão das câmaras frias, segundo gerente da Unidade Rodinei Rabelo, se dá pelo fato da Agrodanieli assumir os aviários da Diplomata na Região.Já estão sendo atendidos os municípios de Erval Grande, Faxinalzinho, Planalto, Alpestre, Nonoai, Trindade do Sul, Três Palmeiras, Campinas do Sul e Cruzaltense.
A Agrodanieli já está a mais de 14 dias alojando os frangos, em torno de 120 mil aves por semana, nesta primeira etapa. Conforme a empresa vai organizando logística e estocagem vai aumentando a quantidade de aves alojadas.Hoje a Agrodanieli está levando os frangos para serem abatidos em Tapejara. Assim que as câmaras frias ficarem prontas, os frangos vivos serão levados à Tapejara para abate e a estocagem passa a ser em Trindade do Sul.
No dia 29 de novembro, estará sendo alojado os primeiros pintos em aviários novos, na propriedade do Sr. Fábio Ioriatti na comunidade de Linha Encruzilhada Bela Vista, município de Rio dos Índios. Neste aviário serão alojados 32 mil aves.
A meta inicial da empresa é ter 200 aviários na região até o inicio das atividades do Frigorífico em Trindade do Sul.
A renovação da Licença de Instalação (LI) do Frigorífico de Trindade do Sul saiu semana passada, o que proporciona a montagem dos equipamentos do complexo frigorífico.Os primeiros testes de funcionamento do Frigorífico estão previstos para Junho de 2013. “Cerca de 80% dos equipamentos do frigorífico já estão pronto” destaca Rabelo.
No que se refere a Fabrica de Ração e Recebimento de Cereais da Agrodanieli, também instaladas em Trindade do Sul, Gilmar Moura, gerente do setor, enfatiza que dia 10 de dezembro de 2012 está previsto o início da montagem da Fábrica de Ração.O inicio das atividades da fábrica de ração está previsto para agosto de 2013.
O recebimento de cereais trabalha-se com o prazo de inicio das atividades para janeiro de 2014. O recebimento de cereais terá capacidade de estocagem de 600 mil sacos entre milho e soja. 
O gerente Rodinei Rabelo do Frigorifico e Gilmar Moura gerente de Obra Civil, Cereais e Fabrica de Ração, destacam que os agricultores que tem interesse de instalar seu aviário na sua propriedade podem procurar a Secretaria da Agricultura do seu município ou ainda entrar em contato direto com a Agrodanieli na unidade de Trindade do Sul ou ainda ligar no telefone: (54) 3541 1439.

MATÉRIA E FOTO: EQUIPE PORTAL NONOHAY
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VEÍCULOS COM MERCADORIAS DO PARAGUAI SÃO PRESOS EM TRINDADE DO SUL


Na madrugada desta terça-feira (27), os integrantes do Pelotão de Operações Especiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar, juntamente com policiais do 1º Batalhão Rodoviário, realizaram uma grandiosa operação contra o contrabando e descaminho.
 Foram realizadas diversas abordagens no Km 72 da ERS 324, no município de Trindade do Sul.
Seis automóveis e um ônibus foram apreendidos e conduzidos até o depósito da
Delegacia da Receita Federal em Passo Fundo. Mercadorias sem comprovação de procedência foram retidas.
E os responsáveis irão responder pelo crime de contrabando e descaminho na
Justiça Federal.
Fonte/foto: Rádio Planalto
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Lagoa Vermelha - Granizo cobre estrada e lavoura


Flagrante foi registrado na tarde de terça-feira por policiais civis que atendiam ocorrênciaUma chuva de granizo na tarde desta terça-feira fez com que pedras de gelo cobrissem gramados e lavouras em um trecho da rodovia Barracão-Lagoa Vermelha
(BR-470), no trajeto entre os dois municípios do norte do Estado.
O flagrante foi registrado por policiais civis que se deslocavam para atender uma ocorrência. As imagens mostram pedras de gelo na estrada, bem como espalhadas pelas propriedades rurais da região.
No km 70, segundo o inspetor Rafael Keche da Rosa, da Polícia Civil de Barracão, os motoristas enfrentavam dificuldade para dirigir, uma vez que o gelo tornava a pista escorregadia.
O meteorologista da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Flavio Varone, explica que foi constatada uma formação de nebulosidade maior em uma faixa entre a Serra e o Planalto Médio, próximo aos municípios. Segundo ele, chuvas de granizo isoladas são comuns nos períodos de verão devido, principalmente, às altas temperaturas.
— A tendência é de que essas chuvas aconteçam mais regularmente, pois têm característica diferente de uma frente fria, que cobre uma área maior _ explica Varone.
Ele também observa que pancadas de chuva de granizo em áreas específicas dependem de cada região e reitera que é normal chover em uma faixa determinada e, a poucos metros dali, não haver nenhum sinal da precipitação.
— Se não houver uma frente fria ou grande área de instabilidade, naturalmente essa condição regional predomina e forma uma instabilidade muito localizada. Isso pode, inclusive, voltar a acontecer em outras áreas na Metade Norte — afirma o meteorologista
Fonte: Rádio Nativa/NORTERS


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Derretimento do permafrost (solo congelado) pode liberar dobro de carbono na atmosfera

Pesquisador diante de permafrost descongelado, na região costeira de Herschel Island, Yukon, no extremo noroeste do Canadá (Foto: Michael Fritz / UNEP)

Pesquisador diante de permafrost descongelado, na região costeira de Herschel Island, Yukon, no extremo noroeste do Canadá (Foto: Michael Fritz / UNEP)

Permafrost tem 1.700 Gt de carbono na forma de matéria orgânica congelada, mostra estudo
O permafrost, solo permanentemente congelado que cobre quase um quarto do Hemisfério Norte, está derretendo por conta do aquecimento global e seu desaparecimento pode piorar ainda mais a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. É o que mostra um relatório [Policy Implications of Warming Permafrost] divulgado nesta terça-feira, 27, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Matéria de Giovana Girardi*, em O Estado de S. Paulo.
De acordo com o trabalho, todo o permafrost, que se estende por países como Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, contém, na forma de matéria orgânica congelada, 1.700 gigatoneladas (Gt) de carbono, duas vezes mais do que existe atualmente na atmosfera. Sua liberação pode amplificar significativamente o aquecimento global já esperado.
De acordo com Kevin Schaefer, da Universidade do Colorado, e coordenador do estudo, o que pode ocorrer é um movimento que ele chamou de “permafrost carbon feedback”. “E uma vez que ele seja iniciado, será irreversível. É impossível colocar a matéria orgânica de volta ao permafrost.”
Atualmente, a camada de gelo, que chega a ter mais de dois metros de espessura, já vem apresentando uma diminuição de tamanho. O derretimento, além do impacto à atmosfera, pode afetar os ecossistemas assim como a infraestrutura construída sobre o gelo permanente.
O anúncio foi feito em meio à realização da 18ª Conferência do Clima da ONU, no Catar (Doha), onde mais de 190 países discutem como vão lidar com as mudanças climáticas. Schaefer lembrou que as previsões de aumento da concentração de gases e de temperatura até o final do século apresentadas no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2007, e levadas em conta nas negociações da ONU, ainda não consideram as estimativas do carbono que pode ser liberado pelo permafrost.
“Pedimos aqui para que isso seja considerado porque qualquer meta de redução de emissões pode ser muito baixa”, afirmou o pesquisador. Segundo ele, até 2100, 39% das emissões podem vir do derretimento do permafrost. Presente ao evento, Jean-Pascal Van Ypersele, do IPCC, disse que essas emissões já estarão contabilizados nos cenários futuros no relatório que começa a ser divulgado em setembro do ano que vem.
  • A repórter viaja a convite da Convenção do Clima (UNFCCC)
Para acessar o relatório “Policy Implications of Warming Permafrost“, no formato PDF e na íntegra’ clique aqui.

Nota do EcoDebate: em relação ao descongelamento do permafrost e suas consequências recomendamos que leiam, ainda, as matérias abaixo:
Publicado em janeiro 18, 2010
Publicado em março 7, 2010
Publicado em março 8, 2010
Publicado em dezembro 1, 2011
Publicado em dezembro 30, 2011
Publicado em março 28, 2012
Publicado em maio 22, 2012
Publicado em maio 22, 2012
EcoDebate, 28/11/2012
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Prática agroflorestal fortalece assentamentos de Reforma Agrária

Prática agroflorestal fortalece assentamentos de Reforma Agrária
Projeto de proteção e recuperação ambiental aliado ao resgate da dignidade de vida de famílias agricultoras nos assentamentos está sendo viabilizado pela prática agroflorestal em diversas localidades do país.
Famílias agricultoras de assentamentos de Reforma Agrária, em diversos municípios do Brasil, estão sendo beneficiadas pela adoção dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) com apoio da Cooperafloresta – Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis/PR.
Trata-se de mais uma ação do Projeto Agroflorestar, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, que busca o equilíbrio entre o desenvolvimento humano e o meio ambiente.
Atualmente, cerca de 180 famílias agriculturas assentadas, distribuídas nos municípios de Morretes, Antonina, Paranaguá, Serra Negra (Litoral do Paraná), Lapa (grande Curitiba/PR), Ribeirão Preto e Apiaí (ambos em São Paulo) estão tornando seus lotes em um modelo viável de produção alternativa à monocultura e um exemplo de reforma agrária bem-sucedida.
Cada localidade com suas peculiaridades climáticas e comunidades diversas, estão se integrando em torno de um só objetivo: proteção e recuperação ambiental aliadas ao resgate da dignidade de vida das famílias. “Para tanto, o trabalho é detalhado, moroso, mas satisfatório”, diz Nelson Correia Neto, engenheiro agrônomo, técnico da Cooperafloresta.
“Apesar dos assentados já terem conhecimento sobre o respeito ao meio ambiente em razão do engajamento na causa da Reforma Agrária, na maioria dos lotes, a exemplo dos de Ribeirão Preto, as terras estão desgastadas pelo uso de agrotóxicos, heranças deixadas pelo cultivo da cana de açúcar”, explica Nelson Correia Neto.
“Diante disso, continua o técnico da Cooperafloresta, como em toda implantação do Sistema Agroflorestal da Associação, o processo, na sua íntegra, necessita do nosso apoio – do modelo de manejo, assessoramento técnico nos processos de organização, formação e, principalmente, na capacitação das famílias agricultoras”, enfatiza.
Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, 90 famílias agricultoras do assentamento Mário Lago estão engajadas e a satisfação é evidente nas palavras de Zaquel Miguel de Carvalho, assentado oficialmente no município desde 2008. “Desde que estivemos em Barra do Turvo e pudemos ver o quanto nossa terra pode trazer felicidade, comprei a ideia. É disso que precisamos aqui no Mário Lago. Nossas terras foram destruídas e precisamos desfazer o mal que fizeram por aqui. Nossa água está contaminada pelo agrotóxico que aqui colocaram. Mas aprendi: agora estamos plantando água e terra”, comemora Zaquel Miguel de Carvalho.
“Percebemos que o êxito da agrofloresta em Ribeirão Preto será fundamental para o êxito do próprio assentamento, potencializando sua proposta de reunir recuperação ambiental e produção. O que nos deixa exultante é perceber que as lideranças e famílias locais estão se apropriando, cada vez mais, do Projeto Agroflorestar e sua proposta”, comemora o engenheiro Nelson.
Sistemas Agroflorestais no Litoral do Paraná
Em Antonina e Morretes, Litoral do Paraná, a fase é de consolidação regional da agrofloresta, sob a liderança do Grupo Gralha Azul, do Assentamento Pantanal, oficializado desde 2007. Na região, o trabalho de desenvolvimento dos sistemas agroflorestais também contempla os municípios de Serra Negra (comunidade Rio Bananal) e Paranaguá (colônia Maria Luiza), somando 25 famílias, que já estão com áreas implantadas ou em processo de implantação e engajamento.
“A Cooperafloresta trouxe uma nova vida para todos nós. Está sendo uma experiência marcante, pois vemos, dia após dia, maior diversidade de alimentos nas nossas mesas, nossos filhos dedicados a estudar para dar continuidade às atividades no campo, as mulheres envolvidas na transformação dos alimentos e nós desejando replicar nossos conhecimentos”, relata Ademir Fernandes, membro do Grupo Agroflorestal Gralha Azul /MST e articulador regional do Projeto em Morretes.
O agricultor agloflorestal lembra que as terras dos lotes dos assentamentos produziam pouca diversidade de alimentos e com pequena produtividade, o que não permitia que as famílias sobrevivessem da própria produção. Além disso, as terras precisavam ser fortalecidas e a prática agrícola ser harmonizada com a Natureza. “Depois que a Cooperafloresta chegou, temos consciência de que podemos viver das nossas terras, produzir, colher, vender e replicar os ensinamentos da Associação”, completa Ademir Fernandes, que há quatro anos se tornou um agricultor agloflorestal e deixou de trabalhar com outras atividades para se dedicar integralmente aos sistemas agroflorestais.
Intercâmbio é fundamental
No assentamento Contestado, com 108 famílias do MST, na Lapa (Paraná) há outro exemplo da importante atuação da simbiose entre todos os envolvidos no processo dos SAFs. “Os intercâmbios de troca de conhecimento com as famílias agricultoras agroflorestais de Barra do Turvo, cidade sede da Cooperafloresta, são de fundamental importância no processo, socializando suas experiências com agloflorestas com a propriedade de atuação de mais de 15 anos da nossa Associação, como os assentamentos com modelos de reforma agrária com agroflorestas”, friza o engenheiro agrônomo Nelson.
Na Lapa, 40 famílias implantaram áreas piloto de 750 m², em caráter experimental e demonstrativo. No município já havia um espaço consolidado de formação agroflorestal junto à Escola Latino-Americana de Agroecologia, que se localiza no Assentamento, “mas, conta o engenheiro Nelson, proporcionar uma maior integração entre as famílias assentadas da Lapa e as do litoral com potenciais reflexos positivos, até mesmo para a estratégia de comercialização, com intercâmbio de produtos de maior potencial de produção no clima mais tropical no litoral e com produtos de maior potencial de produção no clima mais frio da Lapa é fundamental no processo”, esclarece o técnico da Cooperafloresta.
Desafios
Para o sucesso da implantação dos SAFs, estudos e pesquisas diárias são realizados. Para citar apenas um exemplo, o engenheiro Nelson fala sobre as intempéries climáticas e solos diversos, em cada região. “Geramos, na Cooperafloresta, um planejamento diferenciado para pelo menos quatro situações de clima e exposição solar. Além disso, são fundamentais os planejamentos específicos para a seleção e locação das espécies componentes dos diversos estratos, de acordo com as condições climáticas específicas em cada município”, esclarece.
Para tanto, o engenheiro agrônomo Nelson Correia é apenas um entre dezenas de pessoas envolvidas no processo para a concretização das SAF’s, já que o resultado satisfatório é decorrente de um processo continuado de organização, formação e assessoria técnica para o desenvolvimento das agroflorestas, certificação participativa e comercialização coletiva.
“Em alguns lotes já houve anteriormente experiências diversas em busca de resultados positivos, mas, diante do fracasso, muitos nos ouvem com receio. Mas, após as visitas à Barra do Turvo; vivências com famílias agricultoras que mudaram seus destinos graças aos sistemas agroflorestais da Associação, a esperança toma conta de todos novamente”, relata Nelson.
Na prática
Na prática, permitem um ganho de diversidade em relação à monocultura, uma vez que nos mesmos lotes menores passam a gerar vários tipos de produtos e se tornam fontes de renda sustentáveis. Outra vantagem é que os SAFs não exigem o uso de insumos químicos e nem desmatamento, já que podem aproveitar a cobertura vegetal já existente.
Cultivos em equilíbrio não se exaurem
O sistema agroflorestal mistura espécies agrícolas e florestais em uma mesma área. Com isso, o uso da terra combinado é capaz de otimizar a captação de nutrientes do solo, bem como de promover a reciclagem de nutrientes do material vegetal (troncos, galhos e folhas) que são constantemente podados. No sistema convencional, de monocultivo, o solo geralmente chega a um ponto em que fica completamente degradado e sem nutrientes para produzir e manter as reservas naturais. Os cultivos em equilíbrio não se exaurem, mas colaboram entre si, mutuamente.
“Mas se trata de um modelo de manejo que necessita de apoio, assessoramento técnico nos processos de organização, formação e, principalmente, na capacitação das famílias agricultoras. Além disso, o planejamento dos sistemas agroflorestais, do beneficiamento, agroindustrialização, certificação e comercialização da produção. Esse tem sido o papel da Cooperafloresta, desde que iniciamos nesta empreeitada”, completa Nelson Correia Neto.
Sobre o Agroflorestar
O Projeto Agroflorestar adota a ferramenta de cultivo e produção agrícola sustentável, já que não permite monoculturas, pesticidas, transgenia e garante o trabalho sustentável dos produtores rurais agroflorestais. Consiste na elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.
http://agroflorestar.org.br
Sobre a Cooperafloresta
A Cooperafloresta fundada em 2003 atua diretamente com 110 famílias agricultoras e quilombolas. Promove o fortalecimento da agricultura familiar assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização da produção.
http://cooperafloresta.org.br/
Colaboração de Josi Basso, jornalista, para o EcoDebate, 28/11/2012
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