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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Não que seja novidade mas ninguém liga pra Smart TVs

smartona

Uma das realidades da televisão é que os espectadores são essencialmente passivos (e não só os do Queer Eye). Convenhamos, uma tela a alguns metros de distância, sem teclado, mouse ou Kinect ou Siri não é algo adequado para interação.
Mesmo assim a indústria, desesperada para recuperar um mercado estagnado resolveu ignorar essa realidade e inventar as Smart TVs, em parte acreditando nas palavras do público, que dizia querer toda aquela tecnologia. Só que como Steve Jobs bem disse, o consumidor não tem idéia do que quer. No máximo ACHAM que sabem.

Mais ainda: Fabricantes de TV não entendem BICAS (estou com nariz entupido) de interface. Duvida? Veja esta abominação:
sony-google-tv-remoteEu sei, o público não colabora, e é o mesmo que deixava os videocassetes piscando 12:00, mas, repetindo uma discussão que sempre tenho com o pessoal do Linux, não dá pra forçar as pessoas a frequentarem cursos de programação de TV.
O resultado são aparelhos com toneladas de funções, Apps, joguinhos, recursos sociais, browsers e usabilidade nula. Sério, nem Hitler merece acessar Internet via navegador de televisão.
A experiência televisiva só funciona se não for interrompida. Imagine uma TV cheia de notificações de Facebook, ou que abra uma janela para você ver… emails e twits. Quem diabos envia (ou recebe) twits na tv?
Isso não quer dizer que TODA experiência com smart TVs é ruim. Uma pesquisa recente mostrou que 60% dos consumidores com Smart TVs as utilizam para acessar vídeo online. Aí entra Hulu, Netflix, YouTube. É um número que alguns anos atrás equivaleria aos usuários de desktop acessando tais vídeos.
Só que saiu disso, a coisa fica feia. Menos de 20% usam as TVs para acessar músicas, 10% para acessar web e Twitter, coitado, fica na rabeira com uns 2%.
Sério, há TVs com App do Linkedin. Quem diabos acessa Linkedin na televisão?
Segundo seu biógrafo, Steve Jobs teria “quebrado o código” das TVs. Eu pessoalmente duvido. A televisão ainda é algo preso DEMAIS a canais, emissoras e operadoras, sem nenhuma integração ou uniformidade entre eles.
Na Sky por exemplo alguns canais passam filmes com legendas fixas, outros sem som original, só dublado. Essa inconsistência torna os recursos de alteração de áudio e legendas fonte de frustração.
Entre outras atividades negligenciadas está o upload de vídeos para YouTube, compras e.. consulta de mapas. Quem em sã consciência consulta mapas na televisão?
A televisão tem potencial de se tornar uma ferramenta incrível de consumo de conteúdo online, mas ela não é, nunca foi e no modelo atual nunca será interativa. Claro, os fabricantes jamais aceitarão isso. Para eles TVs “burras” os tornariam agentes passivos, o mesmo medo das operadoras de telefonia, que temem virar meros fornecedores de encanamento.
Má notícia, rapazes: Já são, a enxurrada de media players Android não ajuda em nada e por mais que seus departamentos de marketing digam, a quantidade de gente jogando Angry Birds na televisão é menor do que a de pessoas que escaneiam QR Codes na rua.
FONTE: MEIOBIT

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