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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Brasil adere à colheita de uva feita por máquina


Foto: Duda Pinto
Equipamento importado da França tem sete braços metálicos de cada lado que sacodem as ramas e fazem com que cachos de uva caiam em um recipiente. Foto: Duda Pinto
A exemplo de países como França e Chile, tradicionais na fabricação de vinhos, a Almadén, empresa do grupo Miolo, de Bento Gonçalves, iniciou esta temporada com colheita mecânica em 150 dos 600 hectares de vinhedos que possui em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. A técnica garante maior agilidade e eficiência na colheita. A vinícola é a primeira a adotar a técnica no país.
Com 4,3 metros de comprimento, a máquina, da marca francesa Pellenc, corre por cima da plantação com sete braços metálicos de cada lado. O vinhedo fica no meio, entre as rodas da engenhoca. À medida que vai passando sobre o vinhedo, sacode as ramas, fazendo com que os cachos de uvas caiam em um recipiente. A máquina realiza entre 480 a 500 sacudidas por minuto e se desloca numa velocidade de 3,5 quilômetros por hora. O engenheiro agrônomo da Almadén, Fabrício Domingues, explica que a máquina é totalmente adaptável, permitindo regular a força e a regularidade da sacudida. A fruta não é danificada pela ação da máquina.
— Esse é um ano de testes, mas estamos muito satisfeitos com os resultados. O principal benefício é poder escolher a hora da colheita, o que altera o sabor da uva. Com colheita humana, não podíamos colher à noite, por exemplo — explica Domingues.
Ainda que o desempenho seja satisfatório, a colheita mecânica não foi aplicada em todo o parreiral porque é necessária uma adaptação dos vinhedos à máquina, como levantar mais a planta, mudar o tipo de poda e os arames que a sustentam. Cerca de 200 hectares já estão adaptados para receber a máquina. Até o final do ano, a vinícola pretende adaptar mais 100 hectares. Entre a aquisição do equipamento e os ajustes nos vinhedos, a empresa investiu R$ 500 mil.
O número de pessoas contratadas para a colheita segue o mesmo, o que deve se repetir na próxima safra.
— Só deveremos ter economia de mão de obra a longo prazo — acredita o agrônomo.
Com conteúdo de Marina Lopes

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