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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poluição do ar eleva risco de recém-nascidos com menor peso, indica estudo internacional

recém nascido

Pesquisadores investigaram impacto da poluição do ar em mulheres grávidas

Mulheres grávidas que residem em áreas expostas a níveis significativos de poluição atmosférica têm mais chance de dar à luz a bebês abaixo do peso, indica um novo estudo [Maternal Exposure to Particulate Air Pollution and Term Birth Weight: A Multi-Country Evaluation of Effect and Heterogeneity] realizado por uma rede internacional de cientistas.
Bebês que nascem com menos de 2,5 kg, considerados de baixo peso, correm maior risco de morrer porque são mais suscetíveis a desenvolverem doenças como diabetes ou cardiopatias quando adultos, dizem os especialistas.
A pesquisa, a maior do tipo já realizada, considerou dados de mais de 3 milhões de nascimentos em nove países.
As conclusões indicam que, ainda que o impacto da poluição sobre o peso de um bebê isoladamente seja pequeno, em relação ao conjunto da população a influência é significativa.
Partículas
O estudo, divulgado na publicação científica Environmental Health Perspectives, se concentrou nos efeitos de dois tipos de pequenas partículas com carbono chamadas PM10 e PM2,5, que são associadas pelos cientistas a problemas nos pulmões e no coração, além de morte prematura.
Os pesquisadores analisaram o impacto sobre gestantes de um aumento de dez microgramas por metro cúbico em exposição média a partículas de poluição no decorrer da gravidez.
A conclusão foi que, com o aumento da concentração das partículas PM10, houve um aumento na possibilidade do recém-nascido ter peso abaixo do normal em 0,03%. No caso das PM 2,5, menores que as PM10, foi constatado um aumento de 10% nessa possibilidade.
As descobertas indicam ainda que a relação entre o peso do bebê e o nível de poluição é inversamente proporcional. Ou seja, quanto maior a poluição, menor é o peso médio do bebê.
“O que é significativo é que todo mundo está exposto a tais níveis de poluição atmosférica”, disse Tracey Woodruff, pesquisadora da Universidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, e uma das responsáveis pelo estudo.
Para Tony Fletcher, professor de Epidemiologia Ambiental da London School of Hygiene and Tropical Medicine, “o estudo é de excelente qualidade, e as conclusão são claras”.
“Ainda que o efeito médio (da poluição) sobre cada bebê seja pequeno e não seja algo que deva preocupar futuros pais, se considerarmos a população como um todo, esse pequeno risco se multiplica por milhares de pessoas.”
Dadvand P, Parker P, Bell ML, Bonzini M, Brauer M, Darrow L, Gehring U, Glinianaia SV, Gouveia N, Ha EH, Leem JH, van den Hooven EH, Jalaludin B, Jesdale BM, Lepeule J, Morello-Frosch R, Morgan GG, Pesatori AC, Pierik FH, Pless-Mulloli T, Rich DQ, Sathyanarayana S, Seo J, Slama R, Strickland M, Tamburic L, Wartenberg D, Nieuwenhuijsen MJ, Woodruff TJ. Environ Health Perspect (): .doi:10.1289/ehp.1205575

Matéria da BBC Brasil, reproduzida, com informações adicionais, pelo EcoDebate, 07/02/2013

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