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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Relatórios de Diagnóstico Ambiental, artigo de Roberto Naime

Diagnóstico Ambiental e Sistemas de Gestão Ambiental. Autor: Roberto Naime
Diagnóstico Ambiental e Sistemas de Gestão Ambiental. Autor: Roberto Naime. ISBN: 85-86661-81-3. Editora Feevale

[EcoDebate] É um instrumento que registra todo trabalho realizado e permite subsídios para a elaboração de uma política ambiental geral e institucionalizada na organização, ou de planos de ações corretivas e pontuais.
Mas sempre devemos lembrar que não é um instrumento acadêmico ou burocrático, tem que ser operacional, objetivo e claro para auxiliar na solução dos problemas identificados e na formulação de políticas sistemáticas que sejam eficazes e eficientes nos seus objetivos gerais e específicos.
O relatório de Diagnóstico Ambiental deve ser pragmático e conciso para que seja melhor aproveitado e mais fácil de operar como subsídio aos demais procedimentos subsequentes, agrupando as não-conformidades de forma prática e relacionada, permitindo uma base conveniente para gerar as opções de sistematização da política ambiental e as oportunidades de ações de melhoria futuras.
Cabe destacar a natureza da concepção que deve inspirar todo o trabalho da implantação e operação dos Sistemas de Gestão Ambiental, e por consequência de todos os textos e relatórios, em todas as fases geradas pelo processo.
Não se busca formalizações acadêmicas ou técnicas, e sim documentos práticos e operacionais, de fácil compreensão por todas as partes envolvidas e interessadas.
Os relatórios de diagnóstico e os próprios planos ambientais merecem ser comparados a pequenos RIMAS (Relatórios de Impacto Ambiental). Isto é, o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) fica a disposição dos técnicos dos órgãos ambientais e deve ser elaborado atendendo as mais rígidas normas técnicas. O RIMA fica a disposição do público para instrução da audiência pública quando necessário, sendo um documento simplificado e em linguagem acessível ao grande público.
Os colaboradores dos empreendimentos não são e não devem ser tratados como se fossem especialistas ambientais. Devem ser tratados como colaboradores muito interessados em participar de tudo, que percebem nas ações de gestão ambiental, ou sustentabilidade ou governança ambiental, instrumentos que favorecem a melhoria da qualidade ambiental e qualidade de vida de todos.
Além de evitar a formalização e burocratização dos processos, o tom da formulação deve ser cooperativo, capaz de estimular a participação de todos enaltecendo a importância de cada um. Precisa ser firme e responsável com as necessidades das ações de implementação, mas ao mesmo tempo humilde em reconhecer que as pessoas são o alvo principal das consequências benéficas do processo como também os únicos sujeitos capazes de levar a ação à execução satisfatória.
Os diagnósticos ambientais, sistemas de gestão ambiental ou programas de sustentabilidade devem ser percebidos como ferramentas, dentro dos limites institucionais da organização, que em sua responsabilidade social mais ampla, abrem a enorme perspectiva de gerar legados que deixarão para as gerações futuras.
Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
Nota do EcoDebate: sobre o mesmo tema sugerimos que leiam, também, os artigos anteriores desta série:

EcoDebate, 09/07/2013

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