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terça-feira, 15 de março de 2016

A Caçada ao Outubro Vermelho - Tom Clancy

Titulo: A Caçada ao Outubro Vermelho
Autor: Tom Clancy
Editora: Record
Paginas: 450
Ano: 1984
Resenha: Um submarino nuclear de última geração, incapaz de ser detectado pelos radares inimigos, é enviado para águas internacionais sob o comando do exemplar oficial Ramius pelo comando da União Soviética. O Kremlin, porém, não imagina que o nobre comandante pretende levar o submarino e entregá-lo de presente nas mãos do governo norte-americano. Para tanto, o oficial precisa convencer sua tripulação de que cada manobra faz parte da missão sem que descubram suas verdadeiras intenções.

A Caçada ao Outubro Vermelho é um thriller tecnológico, sendo o livro de estréia de Tom Clancy.Ele foi publicado originalmente em 1984, como parte da série de livros do Universo Jack Ryan. Ele foi o primeiro livro de Clancy a ser adaptado ao cinema nofilme homônimo de 1990.

O livro, que conta a história da deserção da tripulação de um submarino russo, fez parte da lista de best-sellers do New York Times depois que o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan elogiou o livro abertamente. A elaboração de cenários militares plausíveis no romance de Clancy foi tão realista que, quase imediatamente após seu lançamento, ele se tornou o autor favorito dos militares dos Estados Unidos. Alguns de seus livros até mesmo se tornaram leitura obrigatória em academias militares dos EUA.

Capa Original
Comentário de leitor anonimo:
Tom Clancy: Sobre Guerra Fria, costumes e militarismo
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, aconteceu algo curioso: o mundo se dividiu mais uma vez. Não mais entre países do Eixo e Aliados. Não. A nova divisão contava com nações do bloco socialista, liderado pela União das Repúblicas Socialistas Socialistas, em oposição ao bloco capitalista, cujo mandatário era os Estados Unidos da América. Muita coisa mudara; Hitler e seu poderio ideológico e militar nada eram frente à potencial ameaça nuclear, afinal, tanto EUA quanto URSS detinham tal poder. Os dois países se reforçaram, seja com equipamentos ou com armas variadas. Os EUA tinham medo da sedutora filosofia soviética, e os "vermelhos" temiam o imperialismo comercial e político dos "ianques". A guerra poderia começar por terra, no ar... ou talvez no mar.

"A mais importante embarcação soviética - um moderníssimo submarino equipado com mísseis poderosos e um sistema de camuflagem que torna sua localização quase impossível - está tentando fugir para os Estados Unidos. No comando, um dos mais conceituados oficiais, agora perseguido por toda a esquadra soviética do Atlântico, que tem ordens do Kremlin para destruir o desertor a qualquer preço."

Essa é a sinopse (retirada de uma edição promovida pela editora Record na década de 90) de "A Caçada ao Outubro Vermelho", do autor norte-americano Tom Clancy. Trata-se de um livrão de mais de 400 páginas - e isso independe da edição - de um escritor que ficou famoso de verdade ao ter seu nome associado às diversas adaptações de suas obras para o cinema - incluindo este 'A Caçada' - e para os videogames (as franquias "Rainbow Six" e "Splinter Cell" são criações dele).

Nesta produção, Clancy narra, num período de 20 dias, os percalços do Outubro Vermelho em sua jornada perigosa rumo aos Estados Unidos. Ainda que tendo como protagonista a sensacional personagem Jack Ryan, analista da CIA que vira espião por acaso, o romance ainda dá bastante espaço a Marko Ramius, o comandante do submarino fujão. Outros coadjuvantes são responsáveis por adicionar ritmo e fluidez à história. Entre eles, destacam-se James Greer, chefe de Ryan na CIA; Bart Mancuso e Ronald 'Jonesy' Jones, respectivamente comandante e operador de sonar do USS Dallas, um submarino de ataque estadunidense; e ainda um sarcástico, mordaz presidente dos EUA.

Ritmo, aliás, é algo que demora a aparecer na narrativa. 100 páginas se vão e o leitor poderá não encontrar toda a ação e suspense esperado, e isso talvez torne sacal o primeiro quarto do livro. O segredo é não desistir da leitura, pois logo a coisa fica interessante demais. Clancy estabelece um cenário de desconfiança mútua inteligentíssimo, emulando toda a tensão entre EUA e URSS usando como artifício as Marinhas de Guerra de ambos os Estados. É incrível o nível de detalhismo do romance, garantido pelos inúmeros contatos do autor e seus colaboradores nos diferentes setores do Governo. Ainda assim, esse detalhismo deixa uma dúvida que passará desapercebida ao leitor casual. Cada equipamento, cada armamento, cada classe de veículo, cada partezinha minúscula do modus operandi da logística dos países envolvidos é destrinchado - pelo até a parte que pode ser aberta ao público. No entanto, há uma questão: no livro, é dito que o Outubro Vermelho se trata de uma modificação dos submarinos da classe conhecida como "Typhoon" - ou "Akula", para os soviéticos. A classe Typhoon porém, teve seu primeiro lançamento datado de 1984, mesmo ano de publicação do romance. Se o Outubro Vermelho é uma modificação da classe, isso implicaria algum tempo entre o lançamento do navio e sua customização. A história, portanto, não poderia decorrer de modo algum no ano de 1984. O tempo deveria ser um futuro próximo. Um erro? Uma sacada de Clancy não muito bem explicada? Quem sabe...

O choque cultural também é intenso. Interessante notar como os russos se surpreendem com o desenvolvimento norte-americano, e como estes, por sua vez, se espantam com a gritante diferença de comportamento entre eles e o membros da Esquadra Soviética. Chega a virar uma análise sociológica observar tal enfrentamento, mais combativo que uma guerra nuclear...

Destaque negativo para o final - isto é, as últimas 15 páginas do livro -, que acaba soando um pouco corrido, destoando completamente do clima anteriormente apresentado, lento e gradual.

Tom Clancy entrega-nos personagens carismáticas, um bem desenvolvido e extremamente didático miolo e um intrigante ambiente, abusando de computadores - tecnologia tremenda, incrível (e ultrapassada, ao seu modo, é verdade) para nós, mas bastante utilizada pelos militares, mesmo no distante ano de 84 (ou num futuro próximo...). Isso tudo viria a se tornar, bem mais tarde, a tecnologia que cada um de nós detém em casa, mas vale frisar, naquela época era tudo segredo de Estado. Poucas são as falhas da obra, e quando elas se apresentam, mostram-se bobas e evitáveis, nada grosseiras e muito menos condenáveis.






Um comentário:

  1. Comecei a ler este fascinante Livro recomendo a quem puder faze-lo é sensacional a história.

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