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domingo, 15 de março de 2020

Tonico e Tinoco. - Luar do Sertão

Tonico e Tinoco. - Luar do Sertão

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Oh! Que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Coisa mais bela nesse mundo não existe
Do que ouvir um galo triste no sertão que faz luar
Parece até que a alma da lua que descansa
Escondida na garganta desse galo a soluçar

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Ai quem me dera se eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra, e dormindo de uma vez
Ser enterrado numa cova pequenina onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Composição: João Pernambuco

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

A Mudança - Zezeti e Ademir

A Mudança
Zezeti e Ademir


Minha infância eu passei lá na roça
Ah, que vida gostosa que eu tinha
Meu pai era um homem forte
Minha mãe muito alegre e novinha
Os vizinhos da redondeza
Lá de casa então não saíam
Eu confesso que nunca me esqueço
Dos bailes, das festas, dos terços
Que papai quase sempre fazia

Quando eu completei quinze anos
Certo dia meu pai decidiu
Nós vamos mudar pra cidade
A notícia meu peito partiu
Deu quase de graça a nossa mudança
E o que não vendeu, ele repartiu
O nosso cavalo de estimação
No acerto de contas ficou pro patrão
Notei nos seus olhos a dor que sentiu

Nossa casa tinha oito quartos
Duas salas e uma despensa
Na cozinha um fogão de lenha
E pra fora uma varanda imensa
Hoje moramos amontoados
A casinha parece uma prensa
Lá no sítio era tanta fartura
Hoje a gente come sem mistura
Eu sinto da roça uma saudade imensa

Se você hoje me perguntar
Se de novo eu pudesse escolher
A cidade ou a velha fazenda
Que eu nasci e que me viu crescer
Com certeza eu voltava pra lá
E a primeira coisa que eu ia fazer
Cair de joelhos e beijar o chão
Arrancar a saudade do meu coração
E de lá sair só quando eu morrer

Composição: Genel / Genil / Preferido
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