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domingo, 7 de maio de 2017
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Uma propriedade com um ambiente natural que emociona
Conheça as maravilhas que só a natureza preservada podem proporcionar.
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domingo, 17 de julho de 2016
Pronaf vai financiar instalação de energia solar no campo
Agricultores já podem obter financiamento para aquisição do sistema fotovoltaico
Por: Eder Calegari - rural@folhadonoroeste.com.br
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já é conhecido dos agricultores. Ele destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural.
A novidade é que o financiamento, que tem juros baixos e prazo esticado, pode agora ser usado para aquisição do sistema de energia solar fotovoltaico. O responsável técnico da empresa JS Soluções Elétricas, Jair da Silva, explica que em Frederico Westphalen, várias famílias já contam com esse serviço e que o financiamento pelo Pronaf trará incentivo para que moradores do campo façam a aquisição.
“Com a tecnologia, o produtor assume o controle da conta de luz. O sistema é simples e requer um investimento de aproximadamente R$ 20 mil. As placas que captam a luz solar são resistentes a granizo e duram pelo menos 25 anos. Esses painéis são instalados em cima do telhado ou em estruturas no solo. O conjunto fica ligado à rede da concessionária de luz. Em poucos anos é possível recuperar o valor investido. Agricultores que desejam elaborar o projeto conosco já podem procurar a agência bancária para obter o Pronaf para esse fim. Esse benefício deve ser contratado junto ao banco onde o agricultor possui conta”, destacou Silva.
Segundo a Secretária de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, o agricultor pagará uma parcela de financiamento fixa com até três anos de carência e com juros subsidiados.
Sistema solar fotovoltaico
Para funcionar, o raio solar é transformado em eletricidade quando entra em contato com os painéis fotovoltaicos. A energia produzida é diferente da usada na tomada de casa. É necessário um equipamento chamado inversor. A energia não utilizada é convertida em créditos junto à concessionária, que são abatidos da conta de luz. O uso de créditos de energia foi possível a partir da resolução 482 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e a revisão 687, em vigor desde março deste ano. Essa regulamentação permite que cada consumidor vire produtor de energia elétrica e use seus créditos junto à concessionária para abater na sua conta de luz.
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Por: Eder Calegari - rural@folhadonoroeste.com.br
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já é conhecido dos agricultores. Ele destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural.
A novidade é que o financiamento, que tem juros baixos e prazo esticado, pode agora ser usado para aquisição do sistema de energia solar fotovoltaico. O responsável técnico da empresa JS Soluções Elétricas, Jair da Silva, explica que em Frederico Westphalen, várias famílias já contam com esse serviço e que o financiamento pelo Pronaf trará incentivo para que moradores do campo façam a aquisição.
“Com a tecnologia, o produtor assume o controle da conta de luz. O sistema é simples e requer um investimento de aproximadamente R$ 20 mil. As placas que captam a luz solar são resistentes a granizo e duram pelo menos 25 anos. Esses painéis são instalados em cima do telhado ou em estruturas no solo. O conjunto fica ligado à rede da concessionária de luz. Em poucos anos é possível recuperar o valor investido. Agricultores que desejam elaborar o projeto conosco já podem procurar a agência bancária para obter o Pronaf para esse fim. Esse benefício deve ser contratado junto ao banco onde o agricultor possui conta”, destacou Silva.
Segundo a Secretária de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, o agricultor pagará uma parcela de financiamento fixa com até três anos de carência e com juros subsidiados.
Sistema solar fotovoltaico
Para funcionar, o raio solar é transformado em eletricidade quando entra em contato com os painéis fotovoltaicos. A energia produzida é diferente da usada na tomada de casa. É necessário um equipamento chamado inversor. A energia não utilizada é convertida em créditos junto à concessionária, que são abatidos da conta de luz. O uso de créditos de energia foi possível a partir da resolução 482 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e a revisão 687, em vigor desde março deste ano. Essa regulamentação permite que cada consumidor vire produtor de energia elétrica e use seus créditos junto à concessionária para abater na sua conta de luz.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
EXPORTAÇÃO DE SUCO CONCENTRADO VALORIZA PRODUÇÃO DE LARANJA EM LIBERATO SALZANO
Uma parceria com a Europa transformou a realidade dos produtores de laranja do município de Liberato Salzano. A oportunidade de exportar suco concentrado para um determinado mercado dobrou o preço pago e motivou a ampliação dos investimentos na fruta em 2013.
O início da operação de uma indústria de sucos no município, no segundo semestre de 2011, motivou a Associação dos Citricultores de Liberato Salzano, na época com 92 associados, a buscar uma certificação – conquistada em maio deste ano – que possibilita a venda do produto no mercado internacional. Com isso, a associação conquistou, em outubro, seu primeiro contrato de exportação.
A negociação foi realizada via Comércio Justo (Fair Trade), uma prática internacional que garante o pagamento de preço mínimo ao produtor. A associação exportará para a Suíça, até fevereiro de 2013, cem toneladas de suco concentrado. O primeiro carregamento foi no final de novembro. Na Europa, o Comércio Justo movimenta 7 mil toneladas de suco concentrado de laranja por ano.
– Foram exportadas 27 toneladas de suco, feitas com cerca de 300 toneladas de laranja. Isso pode mudar a vida dos citricultores, que são agricultores familiares – explica Leandro Rubini, tesoureiro da associação, que atualmente conta com 127 produtores.
O segundo carregamento, também de 27 toneladas, foi realizado nesta semana. Segundo Rubini, antes os produtores vendiam o quilo de laranja por cerca de R$ 0,12 no comércio local. Agora, quando comercializam para a indústria, ganham R$ 0,26 pelo quilo da fruta, um acréscimo de mais de 100%.
Para a próxima safra, com início em julho de 2013, a associação pretende criar uma cooperativa, com objetivo de vender cerca de 500 toneladas de suco concentrado, o que corresponde a cerca de 5 mil toneladas de laranja in natura. A expectativa é ampliar os negócios para outros países, principalmente para a Alemanha.
– A ideia é que a cooperativa seja regional, pois produtores de municípios vizinhos como Constantina, Planalto, Rodeio Bonito e Alpestre nos procuraram, com intenção de participar – afirma Rubini.
A boa fase da fruta motivou o agricultor Volnei Miotto, 30 anos, a planejar a ampliação do pomar, de seis hectares para sete hectares no próximo ano, o que corresponde a cerca de 500 novas árvores. Com isso, o produtor deve diminuir o cultivo de soja e de trigo na propriedade de 45 hectares que tem em Liberato Salzano:
– Com a venda garantida para a indústria, a laranja acaba sendo mais rentável do que os grãos.
De acordo com o técnico da Emater Valtemir Bazeggio, só os sócios da Associação dos Citricultores cultivam cerca de 130 hectares da fruta em Liberato Salzano. Em todo o município, 500 produtores cultivam 1,5 mil hectares de citros.
– A laranja é uma ótima alternativa para pequenos produtores, que cultivam poucos hectares. Outra vantagem é que estes pomares não sofrem com a estiagem – explica Bazeggio.
Cada agricultor do município produz, em média, 25 toneladas de laranja por hectare, conforme a entidade.
Receita concentrada
Como a produção de laranjas vai parar na caixinha, na forma de suco concentrado:
– Em média, de cada cem toneladas de laranja, são produzidas 10 toneladas de suco concentrado
– Para a produção do concentrado, toda a água da laranja é retirada, por meio de um rocesso de evaporação
– Na indústria, a transformação da laranja in natura em suco concentrado leva aproximadamente duas horas
– Para exportar à Suíça, o suco concentrado é armazenado em tambores de 250 quilos
– Antes de serem levados ao porto, os tambores ficam armazenados em uma câmara fria, com temperatura média de -14°C, para manter a qualidade
– Na Europa, o concentrado é usado pelas indústrias de suco. Cada quilo de concentrado pode ser misturado a até sete litros de água, produzindo cerca de oito litros de suco
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O início da operação de uma indústria de sucos no município, no segundo semestre de 2011, motivou a Associação dos Citricultores de Liberato Salzano, na época com 92 associados, a buscar uma certificação – conquistada em maio deste ano – que possibilita a venda do produto no mercado internacional. Com isso, a associação conquistou, em outubro, seu primeiro contrato de exportação.
A negociação foi realizada via Comércio Justo (Fair Trade), uma prática internacional que garante o pagamento de preço mínimo ao produtor. A associação exportará para a Suíça, até fevereiro de 2013, cem toneladas de suco concentrado. O primeiro carregamento foi no final de novembro. Na Europa, o Comércio Justo movimenta 7 mil toneladas de suco concentrado de laranja por ano.
– Foram exportadas 27 toneladas de suco, feitas com cerca de 300 toneladas de laranja. Isso pode mudar a vida dos citricultores, que são agricultores familiares – explica Leandro Rubini, tesoureiro da associação, que atualmente conta com 127 produtores.
O segundo carregamento, também de 27 toneladas, foi realizado nesta semana. Segundo Rubini, antes os produtores vendiam o quilo de laranja por cerca de R$ 0,12 no comércio local. Agora, quando comercializam para a indústria, ganham R$ 0,26 pelo quilo da fruta, um acréscimo de mais de 100%.
Para a próxima safra, com início em julho de 2013, a associação pretende criar uma cooperativa, com objetivo de vender cerca de 500 toneladas de suco concentrado, o que corresponde a cerca de 5 mil toneladas de laranja in natura. A expectativa é ampliar os negócios para outros países, principalmente para a Alemanha.
– A ideia é que a cooperativa seja regional, pois produtores de municípios vizinhos como Constantina, Planalto, Rodeio Bonito e Alpestre nos procuraram, com intenção de participar – afirma Rubini.
A boa fase da fruta motivou o agricultor Volnei Miotto, 30 anos, a planejar a ampliação do pomar, de seis hectares para sete hectares no próximo ano, o que corresponde a cerca de 500 novas árvores. Com isso, o produtor deve diminuir o cultivo de soja e de trigo na propriedade de 45 hectares que tem em Liberato Salzano:
– Com a venda garantida para a indústria, a laranja acaba sendo mais rentável do que os grãos.
De acordo com o técnico da Emater Valtemir Bazeggio, só os sócios da Associação dos Citricultores cultivam cerca de 130 hectares da fruta em Liberato Salzano. Em todo o município, 500 produtores cultivam 1,5 mil hectares de citros.
– A laranja é uma ótima alternativa para pequenos produtores, que cultivam poucos hectares. Outra vantagem é que estes pomares não sofrem com a estiagem – explica Bazeggio.
Cada agricultor do município produz, em média, 25 toneladas de laranja por hectare, conforme a entidade.
Receita concentrada
Como a produção de laranjas vai parar na caixinha, na forma de suco concentrado:
– Em média, de cada cem toneladas de laranja, são produzidas 10 toneladas de suco concentrado
– Para a produção do concentrado, toda a água da laranja é retirada, por meio de um rocesso de evaporação
– Na indústria, a transformação da laranja in natura em suco concentrado leva aproximadamente duas horas
– Para exportar à Suíça, o suco concentrado é armazenado em tambores de 250 quilos
– Antes de serem levados ao porto, os tambores ficam armazenados em uma câmara fria, com temperatura média de -14°C, para manter a qualidade
– Na Europa, o concentrado é usado pelas indústrias de suco. Cada quilo de concentrado pode ser misturado a até sete litros de água, produzindo cerca de oito litros de suco
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O Biodigestor
Biodigestor é mais uma chance de solução de geração de energia renovável (biogás) e ao mesmo tempo oportunidade de transformar dejetos orgânicos em adubo orgânico (biofertilizante).
É um processo destinado a produção de biogás, principalmente o metano, através do tratamento de esgoto sem utilizar produtos químicos. É uma câmara hermeticamente fechada onde matéria orgânica diluída em água sofre um processo de fermentação anaeróbia (sem presença de oxigênio), o que resulta na produção de um efluente líquido de grande poder fertilizador (biofertilizante) e gás metano (biogás).

A matéria orgânica contida nos dejetos é digerida por bactérias que realizam um processo de fermentação anaeróbica (ocorre na falta de oxigênio), acarretando em um gás de possível utilização para geração de energia.
Esse processo que as bactérias realizam é dividido em três fases: Hidrólise, Ácida e Metanogênica.
Esse processo que as bactérias realizam é dividido em três fases: Hidrólise, Ácida e Metanogênica.
Fase Hidrólise: nesta fase as bactérias liberam para o meio enzimas extracelulares com função de hidrolizar partículas, quer dizer, quebram as macromoléculas de polissacarídeos (moléculas grandes) em ácidos orgânicos (ácido butílico e láctico), alcoóis, H2 e CO2. Realizam também a fermentação de proteínas e lipídios.
Fase Ácida: as bactérias produzem ácidos transformando as moléculas de gorduras, proteínas e carboidratos em moléculas de ácidos orgânicos, etanol, hidrogênio, dióxido de carbono, amônia, dentre outras.
Fase Ácida: as bactérias produzem ácidos transformando as moléculas de gorduras, proteínas e carboidratos em moléculas de ácidos orgânicos, etanol, hidrogênio, dióxido de carbono, amônia, dentre outras.
Principais vantagens do Biodigestor:
- Produção de energia elétrica ligada diretamente na rede;
- Utilização em geradores e aquecedores;
- Queima do biogás excedente com eliminação do mau cheiro emitido pelos dejetos;
- Reduz a emissão de poluição, pela diminuição da emissão de metano e óxido nitroso para a atmosfera, diminuindo o efeito estufa.
- Melhoria da qualidade do meio ambiente
- Utilização do composto orgânico como adubo.
Fontes: http://www.cerpch.unifei; http://www.suapesquisa; http://www.ecofocus.com.br; http://biodigestor.zzl.org.
Biodigestor é um tanque protegido do contato com o ar atmosférico, onde a matéria orgânica contida nos efluentes é metabolizada por bactérias anaeróbias (que se desenvolvem em ambiente sem oxigênio). Neste processo, os subprodutos obtidos são o gás (Biogás), uma parte sólida que decanta no fundo do tanque (Biofertilizante), e uma parte líquida que corresponde ao efluente mineralizado (tratado).
Este efluente pode ser utilizado para produção de microalgas que podem servir de insumo para piscicultura em sistemas de policultivo. Este processo de tratamento de efluentes por biodigestor e produção de subprodutos com valor agregado é um exemplo de Biossistema Integrado.
O Biofertilizante apresenta alta qualidade para uso como fertilizante agrícola, devido principalmente:
O biogás, substituindo o gás de petróleo no meio rural, elimina também os custos do transporte de bujão de gás dos estoques do litoral ao interior.
O uso do biogás na cozinha é higiênico, não desprende fumaça e não deixa resíduos nas panelas. O desenvolvimento de um programa de biogás também representa um recurso eficiente para tratar os excrementos e melhorar a higiene e o padrão sanitário do meio rural. O lançamento de dejetos humanos e animais num digestor de biogás soluciona os problemas de dar fins aos ovos dos esquistossomos e ancilóstomos, bem como de bactérias, bacilos desintéricos e paratíficos e de outros parasitas.
A tecnologia de biodigestores já tem pelo menos duas décadas no Brasil. Iniciou-se com modelos provenientes da China e Índia. No entanto, o Brasil teve algumas dificuldades na sua implementação, fazendo com que esta tecnologia caísse no descrédito no meio rural.
Nestas duas décadas houveram avanços tecnológicos significativos que possibilitaram a solução de várias dificuldades. Assim, o modelo de biodigestor adotado para o Biossistema Integrado agrega avanços, além de levar em conta a simplicidade de manejo e baixo custo de construção.
Os objetivos dos biodigestores podem variar de localidade para localidade, podem ser empregados na obtenção de combustível de alta qualidade para as áreas rurais, sendo, ao mesmo tempo, preservado o valor do efluente como adubo; podem visar atender ao duplo objetivo de produção de energia e de tratamento de dejetos, principalmente de animais em fazendas, o que possibilita o manuseio de um material sem odores.
O Brasil dispõem de condições climáticas favoráveis (localidade de clima tropical onde a temperatura é praticamente constante, com média acima de 20°C, os digestores dispensam sistemas adicionais para aquecimento) para explorar a imensa energia derivada dos dejetos animais e restos de cultura e liberar o gás de bujão e o combustível líquido (querosene, gasolina, óleo diesel) para o homem urbano aliviando com isso o país de uma significativa parcela de importação de derivados do petróleo.
Ambiente Brasil
Este efluente pode ser utilizado para produção de microalgas que podem servir de insumo para piscicultura em sistemas de policultivo. Este processo de tratamento de efluentes por biodigestor e produção de subprodutos com valor agregado é um exemplo de Biossistema Integrado.
O Biofertilizante apresenta alta qualidade para uso como fertilizante agrícola, devido principalmente:
- A diminuição no teor de carbono do material, pois a matéria orgânica ao ser digerida perde exclusivamente carbono na forma de CH4 e CO2;
- Ao aumento no teor de nitrogênio e demais nutrientes, em conseqüência da perda do carbono;
- A diminuição na relação C/N da matéria orgânica, o que melhora as condições do material para fins agrícola;
- As maiores facilidades de imobilização do biofertilizante pelos microorganismos do solo, devido ao material já se encontrar em grau avançado de decomposição o que vem aumentar a eficiência do biofertilizante;
- A solubilização parcial de alguns nutrientes.
O Biogás é um gás inflamável produzido por microorganismos, quando matérias orgânicas são fermentadas dentro de determinados limites de temperatura, teor de umidade e acidez, em um ambiente impermeável ao ar.
O metano, principal componente do biogás, não tem cheiro, cor ou sabor, mas os outros gases presentes conferem-lhe um ligeiro odor de alho ou de ovo podre.
O biogás por ser extremamente inflamável, oferece condições para:
O metano, principal componente do biogás, não tem cheiro, cor ou sabor, mas os outros gases presentes conferem-lhe um ligeiro odor de alho ou de ovo podre.
O biogás por ser extremamente inflamável, oferece condições para:
- Uso em fogão doméstico;
- Uso em lampião;
- Uso como combustível para motores de combustão interna;
- Uso em geladeiras;
- Uso em chocadeiras;
- Uso em secadores de grãos ou secadores diversos;
- Uso na geração de energia elétrica;
- Aquecimento e balanço calorífico.
O biogás, substituindo o gás de petróleo no meio rural, elimina também os custos do transporte de bujão de gás dos estoques do litoral ao interior.
O uso do biogás na cozinha é higiênico, não desprende fumaça e não deixa resíduos nas panelas. O desenvolvimento de um programa de biogás também representa um recurso eficiente para tratar os excrementos e melhorar a higiene e o padrão sanitário do meio rural. O lançamento de dejetos humanos e animais num digestor de biogás soluciona os problemas de dar fins aos ovos dos esquistossomos e ancilóstomos, bem como de bactérias, bacilos desintéricos e paratíficos e de outros parasitas.
A tecnologia de biodigestores já tem pelo menos duas décadas no Brasil. Iniciou-se com modelos provenientes da China e Índia. No entanto, o Brasil teve algumas dificuldades na sua implementação, fazendo com que esta tecnologia caísse no descrédito no meio rural.
Nestas duas décadas houveram avanços tecnológicos significativos que possibilitaram a solução de várias dificuldades. Assim, o modelo de biodigestor adotado para o Biossistema Integrado agrega avanços, além de levar em conta a simplicidade de manejo e baixo custo de construção.
Os objetivos dos biodigestores podem variar de localidade para localidade, podem ser empregados na obtenção de combustível de alta qualidade para as áreas rurais, sendo, ao mesmo tempo, preservado o valor do efluente como adubo; podem visar atender ao duplo objetivo de produção de energia e de tratamento de dejetos, principalmente de animais em fazendas, o que possibilita o manuseio de um material sem odores.
O Brasil dispõem de condições climáticas favoráveis (localidade de clima tropical onde a temperatura é praticamente constante, com média acima de 20°C, os digestores dispensam sistemas adicionais para aquecimento) para explorar a imensa energia derivada dos dejetos animais e restos de cultura e liberar o gás de bujão e o combustível líquido (querosene, gasolina, óleo diesel) para o homem urbano aliviando com isso o país de uma significativa parcela de importação de derivados do petróleo.
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