Lista dos livros publicados na coleção Vaga-Lume (105 títulos) da editora Ática:
Clique sobre o nome do livro e tenha acesso para ler o livro na integra.
1978 - Tonico (José Rezende Filho)
1979 - Spharion (Lúcia Machado de Almeida)
1984 - Deus me Livre! (Luiz Puntel)
1985 - O mistério dos Morros Dourados (Francisco Marins)
1985 - Dinheiro do céu (Marcos Rey)
1985 - Perigos no mar (Aristides Fraga Lima)
1994 - O brinquedo misterioso (Luiz Galdino)
1996 - O primeiro amor e outros perigos (Marçal Aquino)
1996 - O super tênis (Ivan Jaf)
1996 - Terror na festa (Janaína Amado)
1997 - Jogo sujo (Marcelo Duarte)
1997 - O preço da coragem (Raul Drewnick)
1998 - Segura, peão! (Luiz Galdino)
1999 - A grande virada (Raul Drewnick)
1999 - O robô que virou gente (Ivan Jaf)
2000 - Nas ondas do surfe (Edith Modesto)
2000 - Operação Nova York (Luiz Antonio Aguiar)
2001 - Correndo contra o destino (Raul Drewnick)
2001 - Deu a louca no tempo (Marcelo Duarte)
2001 - Tem lagartixa no computador (Marcelo Duarte)
2002 - Crescer é uma aventura (Rosana Bond)
2002 - S.O.S. ararinha-azul (Edith Modesto)
2003 - Manobra radical (Edith Modesto)
2003 - Na ilha do Dragão (Maristel Alves dos Santos)
2004 - O ouro do fantasma (Manuel Filho)
2005 - A noite dos quatro furacões (Raul Drewnick)
2005 - O segredo dos índios (Edith Modesto)
2006 - O senhor da água (Rosana Bond)
2007 - A chave do corsário (Eliana Martins)
2007 - Morte no colégio (Luis Eduardo Matta)
2007 - Salvando a pele (Mário Teixeira)
2008 - O mestre dos games (Afonso Machado)
Sobre a coleção Vaga-Lume:
No final do ano de 1972, José Adolfo Granville Ponce, na época editor da coleção Ensaios,
propôs ao proprietário da editora Ática, Anderson Fernando Dias, a
ideia de criar uma coleção para o público jovem, visando o
aproveitamento dos livros para a leitura nas escolas, numa proposta
paradidática. Surgia assim, com a direção de Jiro Tahahashi, a
consagrada Série Vaga-Lume.
A proposta da série, conforme descrita, em algumas das contracapas dos livros era: "Para
despertar e criar o gosto pela leitura. Histórias emocionantes, cheias
de ação, uma linguagem simples e direta. Fartamente ilustradas. Todos os
títulos com um Suplemento de Trabalho especial."
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| modelo de contracapa usado na década de 1970 |
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| contracapa no final da década de 1970 |
Os dois primeiros livros, A ilha perdida e Cabras das Rocas, foram publicados no começo de 1973. No mesmo ano, dois outros livros que haviam sidos publicados no ano anterior na Série Bom Livro, passaram a integrar o catálogo da coleção: Coração de Onça e Éramos seis.
A partir
daí, durante o resto da década de 1970, a coleção passou a selecionar
livros brasileiros já consagrados e direcionados ao público juvenil, e
que haviam sidos publicados em anos anteriores, principalmente na década
de 1950, por outras editoras para compor o catálogo da coleção.
Em 1981, o
editor Jiro Takahashi decidiu inovar, e solicitou a um conhecido autor
de livros para adultos, mas que nunca tinha escrito nenhum livro para o
público juvenil (com exceção do infantil Não era uma vez...), que escrevesse um livro para coleção. Esse autor era Marcos Rey e o livro entregue em março de 1981 para publicação foi O mistério do Cinco Estrelas,
que foi um estrondoso sucesso de vendas e conduziu a coleção para o
estrelato entre os jovens brasileiros na década de 1980 e 1990,
conduzindo muitos desses jovens ao hábito da leitura pelos anos
posteriores de sua vida.
Do primeiro livro publicado em 1973 até o último título inédito lançado em 2008, O mestre dos games
(de Afonso Machado), foram 104 títulos de muita emoção, com histórias
de ação, aventura e suspense! A coleção é publicada pela Ática até os
dias de hoje (2014), apesar de muitos dos livros lançados na história da
coleção já estarem fora de catálogo ou estão sendo lançados por outra
editora (como é o caso dos 15 livros de Marcos Rey na coleção que
pertence ao catálogo da editora Global). No site da editora consta atualmente, em maio de 2014, 68 títulos na coleção.
Apesar da
editora não divulgar números, deduz que a coleção vendeu mais de 5
milhões de exemplares, com o auge nas décadas de 1980 e 1990. Foram
também nessas décadas o maior número de títulos publicados na coleção:
na década de 1970 foram 11 títulos; na década de 1980, 33; na década de
1990, 42; e na década de 2000, 18 títulos, conforme pode ser confirmado
na lista acima.
A coleção trouxe grandes inovações. Foi a coleção pioneira, junto com a Bom Livro,
a trazer o livro do professor e o livro do aluno. Trazia também um
folheto chamado Suplemento de Trabalho, que usava as mais variadas
formas (como charadas, palavras cruzadas e legendagem de histórias em
quadrinhos) para proporcionar aos leitores atividades didáticas ligadas
ao livro.
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| imagem que mostra como eram os Suplementos de Trabalho da coleção |
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| Luminoso na década de 1970 |
A série tinha um mascote, uma vaga-lume
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| Luminoso na década de 1980 |
chamado Luminoso. O personagem apresentava o enredo do livro para os
leitores na orelha do próprio livro, em forma de histórias em quadrinhos
criadas pelo ilustrador Edu. Na década de 1970, Luminoso se vestia no
estilo hippie e apresentava a história do livro em apenas um balão de
diálogo e na contracapa os outros livros da coleção. Na década de 1980,
ele passou a apresentar a narrativa do livro no formato das histórias em
quadrinhos e nas contracapas a coleção trazia todas as capas dos livros
da coleção publicados até então. Nessa época, Luminoso passou a se
vestir como um adolescente da época, ou seja, calça jeans e tênis.
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| modelo de orelha com as histórias em quadrinhos com o Luminoso |
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| layout da capa na década de 70 e 80 |
O formato clássico das capas eram uma
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| contracapa típica da década de 80 |
ilustração dentro de um quadrado, sendo que partes de objetos ou pessoas
ficavam fora do quadro. Na parte superior da capa vinha o nome do autor
e em letras grandes o título do livro. Na parte inferior, era possível
ver um pequeno logo da editora e um desenho do Luminoso. Cada capa vinha
com uma cor diferente predominando no entorno do quadro da ilustração e
no título. Esse formato criado por Ary Normanha Almeida, sofreu
pequenas alterações de layout, mas continua sendo usado atualmente,
apesar do novo layout dar uma aparência mais moderna para a coleção. Com
esse layout, a coleção passou pela década de 1980 com as histórias do
Luminoso na orelha e as imagens das capas dos livros na contracapa.
A primeira
alteração do layout começou a ocorrer por volta de 1988, quando as
quadrados da capa ganharam tons mais neutros e escuros (como marrom).
Nesse novo formato, os quadrinhos do Luminoso foram abandonados e a
contracapa passou a trazer uma sinopse do livro junto com uma relação
dos livros do autor (a) na coleção, além de um pequeno prefácio que
apresentava a história do livro. Pode-se ver essa mudança no exemplo
mostrado abaixo.
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| modelo de capa e contracapa típico da década de 1990 |
Por volta
de 1999, o layout da capa passou a mudar novamente. O nome do autor
aparecia na parte mais superior da capa em letras itálicas, desvinculado
do título, o que não ocorria nos formatos anteriores. O quadro em que
se encontra a ilustração voltou a ser produzido novamente em cores mais
animadas, mas ele não se fechava na parte superior. O nome da coleção e o
desenho do Luminoso passou a ser exposto de maneira vertical num
pequeno retângulo de cor diferente da predominante na capa, na parte
superior esquerda. O pequeno prefácio continuava o mesmo nessas edições,
e o texto da sinopse das contracapas foram alterados, trazendo pequenas
ilustrações dos principais personagens da narrativa. Pode-se ver essas
mudanças, no exemplo mostrado abaixo.
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| modelo de capa e contracapa usado na coleção a partir de 1999 |
Novamente,
em 2008, algumas poucas capas de alguns livros da coleção, sofreram uma
nova alteração no layout, em comemoração dos 35 anos da coleção. Nesse
novo formato, o título do livros passou a ser escrito em tamanho maior e
cores mais chamativas e a contracapa trouxe uma pequena biografia do
autor com foto.
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| layout da capas e contracapas comemorativas de 2008 |
Os livros
continha ilustrações em preto e branco de grandes ilustradores
brasileiros. O mesmo ilustrador que desenhava as imagens do miolo em
preto e branco, disponibilizava uma dessas ilustrações colorizadas para a
capa. As capas não tiveram suas ilustrações mudadas com o decorrer da
publicação dos livros nos mais de 40 anos de existência da coleção, com
exceção apenas de dois livros: O escaravelho do diabo (que foi publicado inicialmente em 1974 e teve todas suas ilustrações internas e a da capa mudada em 1982) e O feijão e o sonho (publicado em 1981 e alterado em 1985). Veja as capas alteradas nos links abaixo:
Capa de O escaravelho do diabo 1974.
Capa de O escaravelho do diabo 1982.
Capa de O feijão e o sonho 1981.
Capa de O feijão e o sonho 1985.
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| box comemorativo 35 anos |
Em 2008, em
comemoração dos 35 anos da coleção, a editora Ática lançou um box
contendo 10 livros da coleção: A ilha perdida, O escaravelho do diabo,
Açúcar amargo, Éramos seis, Os barcos de papel, Menino de asas, O caso
da borboleta Atíria, Um cadáver ouve rádio, A turma da rua quinze, e A
árvore que dava dinheiro.
Por volta de 1999, a coleção Vaga-Lume ganhou um irmãozinho: a série Vaga-Lume Júnior,
direcionada para um público mais infantil do que os leitores da
Vaga-Lume. Essa nova série conta com mais de 20 títulos no catálogo,
inclusive dois que pertenceram a série Vaga-Lume durante muitos anos: A ilha perdida e Na mira dos vampiros.
Que tal
agora seguir os links contidos nos títulos dos livros na lista acima e
conhecer um pouco mais desses livros tão especiais para tantas pessoas
pelo Brasil afora?