quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adelsi Eloi Echer - O Menino Gritador Que Protegia a Floresta

O Menino Gritador Que Protegia a Floresta. Livro escrito Por Adelsi Eloi Echer, Agricultor de Laranjeiras do Sul- PR. Mostra mais uma vez que um sonho pode se tornar realidade, é necessário ter muita determinação e coragem para enfrentar os desafios e buscar as oportunidades.
Parabéns a esse fantastico Homem que fez real seu sonho!!!
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

FINAL DO CAMPEONATO DE FUTSAL EM TRÊS PALMEIRAS


Aconteceu no ultimo domingo em Três Palmeiras o final do campeonato municipal de futsal organizado pelo Conselho Municipal de Esportes(CMD)Secretária Municipal da Educação e Cultura(SMEC)e com o apoio da Prefeitura Municipal.A final dos veteranos e a final categoria livre foram transmitidos pela Rádio Comunitária Liberdade FM.
Os resultados dos jogos são:
Campeão do livre: rodoviária/boza veiculos
Vice; Supermercado Cremonini
placar 3 x 1
Goleiro menos vazado: Everton Corso
Goleador; Lucas Pulter
Disciplina: RODOVIÁRIA BOZA VEICULOS
Campeão do Veteranos: Chamego
Vice; Mercado Santos/Mercado Bernadelli
Goleiro menos vazado: Clovis Glinski
Goleador; Jandir Bueno
Troféu Disciplina: MER. SANTOS/MER. BERNADELLI
Campeão do Feminino: 1º de Maio de Engenho Velho
1º partida: FFTP 3 X 1 1º DE MAIO
2º partida 1º de Maio 5 x 2 FFTP
PENALIDADES: 1º DE MAIO 4 X 2 FFTP
Vice: FFTP
Goleadora: Julia Buffon
Campeão do Sub 17: Aloka
Vice: Xurupitas
placar: tempo normal 2 x 2
penalidades: Aloka 4 x 2 Xurupitas
Goleador: Casio Renan
Campeão do sub 15: ALOKA
Vice: Mercado Echer
placar : 5 x 2
Goleador: Patrck Echer
Campeão do sub 11: ALBERTO PASQUALINI
VICE: Futibas
PLACAR TEMPO NORMAL 2 X 2
Penalidades:Alb. pasqualini 4 x 2 futibas
Goleador: vinicius.
Toda equipe organizadora e todos que ajudaram de alguma maneira nesse evento e em todo o campeonato estão de parabéns.

POSTADO POR:ADRIANA FRIEDRICH
RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERDADE 104.9 FM
TRÊS PALMEIRAS-RS
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vice José Alencar teve infarto, diz boletim médico

Vice José Alencar teve infarto, diz boletim médico
O vice-presidente da República, José Alencar, teve um infarto nesta quinta-feira (11), informou o hospital Sírio-Libanês.

Ele foi internado no dia 25 de outubro com quadro de suboclusão intestinal.

Leia, a seguir, boletim médico divulgado por volta das 22h50:

"O vice-presidente da República, José Alencar, apresentou, na tarde de hoje, por volta das 18h, quadro de mal-estar, tendo sido diagnosticado infarto agudo do miocárdio.

Foi submetido a cineangiocoronariografia (cateterismo), que não mostrou obstruções arteriais importantes.

Encontra-se estável do ponto de vista cardíaco, internado na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que o acompanham são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Raul Cutait e Paulo Ayrosa Galvão.

Antonio Carlos Onofre de Livra, Diretor Técnico Hospitalar

Riad Younes, Diretor Clínico"

FONTE: G1

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ELOIDEMAR GUILHERME
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Avião com governador eleito do RS aborta viagem a Madri e retorna a SP

Agências de notícias informam que aeronave apresentou problema técnico.
Airbus A340 pousou em segurança em Cumbica.

Um Airbus A340 da Iberia com destino a Madri, com a comitiva do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a bordo, voltou a São Paulo quase duas horas após ter decolado do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana.

Agências de notícias informam que a aeronave apresentou um problema técnico no radar ao sobrevoar Minas Gerais. O voo 6820, que tinha partido às 22h13, pousou em segurança em Cumbica pouco antes meia-noite.

FONTE: G1

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ELOIDEMAR GUILHERME
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Suposta pane em radar leva comitiva de Tarso de volta a Guarulhos

Problema técnico em Airbus da Iberia transfere os primeiros compromissos do governador eleito em Madri

Uma suposta pane no sistema de radar do Airbus A340 da companhia Iberia, que levava a comitiva do governador eleito Tarso Genro de Guarulhos a Madri, obrigou a tripulação a retornar à cidade paulista depois de uma hora de viagem. O incidente ocorreu por volta das 23h, quando o avião, que fazia o voo 6820, sobrevoava Minas Gerais. Os passageiros aterrissaram em segurança, às 23h53min, no aeroporto de Cumbica. Tarso e equipe dormiram em um hotel providenciado pela companhia aérea, em São Paulo.

De acordo com o futuro chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, que compõe a comitiva, ainda não há horário previsto para um novo embarque, nesta sexta-feira, mas é possível que a comitiva só consiga decolar no fim da tarde. Por volta da 1h30min, a assessoria de Tarso informou que todas as atividades marcadas para esta sexta na capital espanhola devem ser adiadas para terça-feira, com o auxílio da embaixada brasileira em Madri.

A Iberia foi procurada pela reportagem, mas até às 2h, nenhum dos telefones divulgados pela companhia à Infraero, em Cumbica, atendia. As primeiras informações sobre o incidente foram tuitadas pelo assessor de imprensa de Tarso, Vinicius Wu, perto da meia-noite.

O que previa a agenda de Tarso em Madri nesta sexta-feira

10h35min - Desembarque
15h - Almoço com empresários e investidores espanhóis organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Espanha e pelo Banco Santander.

Quem compõe a comitiva

Estilac Xavier (futuro secretário-geral de Governo), Carlos Pestana Neto (Casa Civil), Marcelo Danéris (Conselho de Desenvolvimento Economico e Social), Luis Augusto Lara (Trabalho), Caleb de Oliveira (presidente do PSB), Adalberto Frasson (presidente do PC do B), Vinicius Wu (assessor) e Luiz Fernando Mainardi (deputado estadual eleito/PT, cotado para a Pasta da Administração). Cada partido assume os custos da respectiva representação.

Segundo incidente em um ano

Em 28 de novembro de 2009, o voo que levava o então ministro da Justiça Tarso Genro da Suíça ao Brasil sofreu uma pane e teve de fazer um pouso de emergência no aeroporto de Zurique. O avião deu meia volta e começou a soltar combustível para poder pousar. Com o tanque cheio, sobrevoou os Alpes por mais duas horas antes de conseguir pousar de novo em Zurique, sem feridos. A assessoria de imprensa da Swiss Air informou que o problema foi identificado pelo piloto após a decolagem e se tratava da impossibilidade de recolher flaps (um dispositivo da asa que ajuda na decolagem), o que leva a aeronave a consumir combustível em excesso.


Fonte: Dico Reis e Ricardo Pont / Rádio Guaíba

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ELOIDEMAR GUILHERME

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

BRASILEIRO RECLAMA DE QUE?

" Tá " Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseana Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? E você?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são
pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.
31-Traem suas esposas e esposos, amigos e amigas com com a desculpa que está em serviço ou em viagem, ou qualquer outra baboseira (mentindo e enganando).

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma
mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os
nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores
(educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso
planeta, através dos nossos exemplos..."

POR ELOIDEMAR GUILHERME
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ESCOLA JOSÉ ANTONIO FERRONATO DE TRÊS PALMEIRAS COMPLETA 50 ANOS

A Escola Estadual de Ensino Médio José Antonio Ferronato em comemoração aos cinqüenta anos realiza diversas atividades, hoje pela parte da manhã foi realizado o ato da plantação de cinqüenta mudas de arvores no pátio da escola, iniciativa essa dos professores e dos alunos do segundo ano um do ensino médio, cada arvore representa um ano da escola.
Durante a próxima semana será realizado diversas atividades com os alunos professores e com toda a comunidade escolar, destacamos entre essas atividades o próximo dia 07 de novembro onde haverá entre outras atividades a missa em celebração aos cinqüentenários da escola e almoço no salão Paroquial. Com certeza é um trabalho de muito empenho e esforço de todos principalmente dos professores e alunos para que seja um evento de destaque e que fique na história de todos que passam e passaram pela escola.


POSTADO POR:ADRIANA FRIEDRICH
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aprovado

Mais uma vez o PT passou no teste de capacidade de mobilização e lotou o Centro de Porto Alegre para ato de campanha com Dilma. O partido está empenhado no desafio, tratado como questão pessoal pelo governador eleito Tarso Genro, de ampliar a votação da presidenciável no Estado, em relação ao primeiro turno, em pelo menos 400 mil votos, atingindo o desempenho do petista na eleição ao Piratini.
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DESEMPREGO É O MENOR EM NOVE ANOS

A taxa de desocupação brasileira em setembro, 6,2%, é a menor desde o início da série da pesquisa iniciada em março de 2002 pelo IBGE. Conforme o levantamento, a região Metropolitana de Porto Alegre tem o menor índice, com 4,1%. Em seguida, vem Belo Horizonte, com 4,9%, e Rio de Janeiro, com 5,3%. A taxa de desemprego do país caiu 0,5 ponto percentual ante agosto e 1,5 ponto percentual em relação a setembro de 2009 (7,7%).

A média da taxa de desocupação de janeiro a setembro foi estimada em 7,1%, com redução de 1,3 ponto percentual na comparação com período de 2009 (8,4%). A população ocupada em setembro (22,3 milhões de pessoas) cresceu 0,7% ante agosto.



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O tucanato rebaixou a agenda da disputa política- entrevista com TARSO GENRO sobre a conjuntura politica nacional‏

* Flavia Bemfica

Direto de Porto Alegre

Eleito em 3 de outubro governador do Rio Grande do Sul com 54,35% dos votos válidos, o petista Tarso Genro conquistou uma vitória histórica: foi a primeira vez desde a Constituição de 1988 que um governador elegeu-se em primeiro turno no Estado. A vitória não foi obra do acaso. Após ter governado o Rio Grande do Sul de 1999 a 2003 e de ter se debatido com disputas internas que o enfraqueceram, o PT gaúcho conseguiu afinal colocar seus interesses acima daqueles de suas "estrelas" para construir com uma candidatura competitiva.

Tarso, que no passado havia protagonizado algumas das disputas dentro do PT gaúcho, encontrou várias "pedras" no caminho da eleição de 3 de outubro. Afastou-as uma a uma, e cada qual a seu tempo. O PT começou a pavimentar a candidatura ao governo em 2008, mas o então ministro não era o único pré-candidato. De quebra, existiam os interesses do diretório nacional, que, como forma de garantir a coligação nacional, chegou a cogitar - e a começar a negociar - uma aliança estadual semelhante à que foi derrotada em Minas Gerais, na qual o PT se uniria ao PMDB e não ficaria com a cabeça de chapa.

Os petistas gaúchos - e Tarso em especial - reagiram e as negociações naufragaram. Em seguida, tiveram início os debates dentro da sigla para definir o processo de escolha do candidato. Três postulantes se apresentaram, mas, contrariando uma prática histórica, o partido chegou a um nome de consenso ao invés de realizar prévias.

Na metade de 2009, com uma antecedência que acelerou o processo eleitoral e contou muitos pontos durante a campanha, o PT foi o primeiro partido a apresentar oficialmente seu pré-candidato ao governo: Tarso. Candidatura definida, o PT gaúcho, sempre acusado de não ceder espaço a aliados, tentou convencer antigos e possíveis novos parceiros de que havia mudado.

O sucesso da estratégia, às vezes, veio por vias indiretas. O PDT, um dos cortejados, acabou optando por aliar-se no papel com o PMDB. Mas durante todo o ano de 2008 o então presidente estadual petista, Olívio Dutra, e o pedetista, Romildo Bolzan Júnior, percorreram o Estado anunciando uma aliança, o que pesou para que, na prática, os trabalhistas continuassem divididos. E Tarso divulgou à exaustão que, se eleito, convidaria o PDT para integrar o governo. O que, diga-se de passagem, já fez.

O PT também tentou atrair o PTB, sem sucesso, e insistiu junto aos antigos companheiros do PSB e do PCdoB, que pareciam dispostos a lançar uma candidatura própria. De novo, o partido parecia fadado a um isolamento que já era comemorado pelos adversários. Mas, em mais um exercício de paciência e muita conversa, a negociação com o PSB e o PCdoB deu resultado.

Mesmo depois de firmada a aliança, eram poucos os que acreditavam que o PT conseguiria ultrapassar no primeiro turno seu índice histórico de votação - na faixa dos 35%. Tarso percorreu o Estado inteiro e estava entre "os poucos". Eleito, ele não deu tempo para que dissessem que seu governo de coalizão ficaria na promessa. De imediato começou a construir uma base de sustentação forte. Já procurou o PDT e o PTB. Ao mesmo tempo, assumiu a coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Estado e está na linha de frente dos que respondem ao bombardeio adversário.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista que o governador eleito concedeu ao Terra:

Terra: Havia uma expectativa de vitória no primeiro turno na eleição presidencial e uma dúvida sobre se haveria ou não segundo turno no Rio Grande do Sul. E aconteceu o contrário. O senhor venceu no primeiro turno e a candidata Dilma Rousseff vai disputar o segundo da eleição presidencial. O que houve?
Tarso: Tudo começou com a unidade interna do nosso partido. O adiantamento da escolha do candidato feito através de um debate político forte dentro do partido que levou não a um dissenso, mas à unidade. Depois, a implementação das 15 caravanas pelo interior, onde discutimos nosso programa, que é este que está aí, que foi apresentado, com todas as forças sociais e econômicas do Estado. Em terceiro lugar, nossa paciência e nosso desejo sempre público de respeitar o tempo do PCdoB e do PSB para compor a frente e depois o sucesso de formação da frente. Essa vitória no primeiro turno não seria possível sem a presença do PCdoB e do PSB. E também, obviamente, embora secundariamente, mas também importante, o apoio do PR e do PPL, que nos aumentaram o tempo de televisão. E, finalmente, o fato de que não nos deixamos envolver em querelas menores aqui no Estado. Sempre apresentamos uma visão programática, que podia ser apresentada com coerência tanto junto ao MST como junto aos sindicatos, como junto à academia, como junto ao empresariado. Nunca falseamos nosso programa para agradar plateia. Inclusive em relação a questões polêmicas aqui no Estado, como privatizações, pedágios e respeito aos movimentos sociais. Isso nos deu credibilidade e nossa mensagem foi compreendida profundamente pela sociedade gaúcha.

Terra: E na eleição nacional, o que aconteceu?
Tarso: Acho que houve um equívoco de avaliação, que não levou em consideração que o próprio Lula, que é o Lula, não ganhou no primeiro turno. Havia um otimismo exagerado em relação à credibilidade do governo Lula, que hoje bate recordes de mais de 80% (de aprovação), e que isso daria sustentabilidade imediata para uma vitória no primeiro turno. É um equívoco. Foi um equívoco. Foi isso que, eu diria, criou uma atmosfera de vitória no primeiro turno. Acho que não é um erro de direção da campanha como dizem alguns, mas é uma sensação que afetou todo o nosso campo. E refletiu de uma maneira negativa nos últimos 15 dias de campanha, quando devíamos ter reagido duramente aos ataques do Serra e colocado temas fundamentais como estão sendo colocados agora, como a questão de quem é o Serra como gestor. Que, na verdade, ele é um gestor muito mais modesto e muito inferior à Dilma, e qual a sua posição real sobre a questão do modelo neoliberal aqui no Brasil, que se refletiu na sua conduta perante as privatizações.

Terra: Então, agora, a resposta está correta?
Tarso: Na minha opinião, está. O que me impressiona é uma espécie de cinismo da candidatura Serra quando se diz atacada pela candidatura Dilma. Quando, na verdade, o que a Dilma está fazendo é simplesmente responder com elegância aos ataques brutais que foram feitos e, inclusive, às versões distorcidas que o PSDB deu sobre as questões relacionadas com a corrupção. Vou dar um exemplo concreto: nunca o Estado brasileiro combateu tão duramente a corrupção como nos últimos anos aqui no Brasil. Isso é um estudo da Universidade de São Paulo. Não é uma bazófia do governo federal. Com a utilização do caso Erenice, o PSDB só fez obscurecer este fato. A corrupção só é tema de debate no Brasil porque nunca foi tão combatida. Pelo governo do presidente Lula.

Terra: Segundo turno é mais difícil do que primeiro?
Tarso: Não. Todo candidato quer ganhar no primeiro turno porque isso aí lhe dá uma força política para constituir o governo, bastante significativa. Agora, no caso do presidente Lula, foi o contrário. E nós queremos que aconteça a mesma coisa com a Dilma. E acho que nós vamos ganhar a eleição. O fato de que o Serra parou de crescer e a Dilma parou de cair e que os debates, no mínimo, têm sido parelhos até agora, nos autorizam a dizer que nós vamos obter uma vitória no segundo turno com uma boa margem de votos.

Terra: O senhor concorda com os que dizem que a campanha deste segundo turno tem muitos ataques de ambas as partes e pouco debate de propostas?
Tarso: O tucanato rebaixou a agenda da disputa política com a questão da religião, com a questão do aborto e com a utilização rançosa, udenista, do caso Erenice. Esse rebaixamento no começo surtiu efeito, mas, a medida em que a nossa campanha e a Dilma começaram a responder, isso tende a perder efeito.

Terra: A decisão nacional do PV, de independência em relação a eleição presidencial neste segundo turno, frustrou o PT?
Tarso: Na conjuntura, foi uma decisão positiva. Eu disse logo depois da eleição que, no mínimo, a Marina jamais apoiaria o Serra. Pela trajetória e pela história dela, que conheço há 30 anos. Uma pessoa com quem eu militei nos momentos mais duros do golpe militar. Conheço a sua formação e conheço a sua história, a sua grandeza moral e política. É óbvio que o meu pensamento é que ela perdeu uma oportunidade de se colocar como uma grande liderança, equivalente a do Lula e da Dilma, se apoiasse a Dilma. Mas esse é um raciocínio de um amigo e de um companheiro da Marina, que não foi o dela, que eu respeito profundamente.

Terra: O senhor, como governador eleito no primeiro turno, assumiu a coordenação de campanha de Dilma no Rio Grande do Sul. Dilma teve uma vantagem de 400 mil votos sobre Serra no primeiro turno no Estado, mas as pesquisas apontam o ex-governador na frente na região Sul no início do segundo turno. Qual é a estratégia para manter a dianteira nas urnas entre os gaúchos?
Tarso: Nós vamos fazer uma diferença maior da Dilma em relação ao Serra aqui no segundo turno. A Dilma vai chegar, no mínimo, à minha votação, o que pode fazer uma diferença fundamental para ela ganhar a eleição. E a amplitude da nossa campanha pode ser sintetizada pela mesa do Plaza São Rafael (na semana passada, durante plenária de arrancada da campanha de Dilma no segundo turno no Estado, no Centro de Eventos do Hotel Plaza, estavam na mesa principal, entre outros, o senador Sérgio Zambiasi, do PTB; o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, do PMDB, que coordenou a campanha do candidato derrotado do partido ao governo, José Fogaça; o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do PDT; e ainda o deputado federal Pompeo de Mattos, do PDT, que concorreu a vice de Fogaça; e o presidente do PDT gaúcho, Romildo Bolzan Júnior.) Aquela mesa composta ali ela só ocorreu aqui no Rio Grande do Sul em 1961 quando o Estado se opôs massivamente ao primeiro movimento golpista. O fato de o PMDB ter escolhido o Serra no Rio Grande do Sul não me surpreendeu. O que me surpreendeu positivamente foi ele ter permitido formalmente que os setores do PMDB mais progressistas transitassem em direção a candidatura da Dilma. Portanto, o ambiente aqui no Sul é altamente positivo.

Terra: Eleito, o senhor já procura construir com vários partidos no Rio Grande do Sul um governo de coalizão. O senhor acredita que vai contar com o PDT e o PTB na base de sustentação?
Tarso: Estamos procurando os partidos a partir de uma afinidade mínima programática e também considerando a base social destes partidos. O caso do PP, por exemplo: eles têm uma base muito forte na agricultura familiar, que é respeitável, e que é um lugar onde nós também, do PT, somos muito fortes. O PDT e o PTB são partidos que aqui têm origem no velho trabalhismo. Com um vínculo muito grande com essas bases mais populares, onde também o PT tem uma base muito forte. Então, queremos contar sim com o PDT e o PTB no governo, para compor um governo de coalizão.

Terra: O que o senhor imagina encontrar no governo. Como o senhor avalia que está a situação do Estado?
Tarso: O primeiro ano de governo é sempre muito difícil. O orçamento que se apresenta é sempre o orçamento do governo anterior e ele reflete a visão do governo anterior sobre desenvolvimento, sobre direitos sociais, sobre políticas públicas. Então, temos que trabalhar minimamente para que o primeiro ano seja um ano de recomposição de equilíbrio orçamentário, e também de continuidade daquelas políticas do governo anterior que sejam políticas legais, em primeiro lugar, e positivas, em segundo lugar. Além disso, no primeiro ano, fazer um grande pacto político no Estado por dentro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para traçar políticas públicas estratégicas para o período seguinte. Com a consciência de que nosso último ano vai refletir também no governo que vai nos suceder.
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