terça-feira, 24 de maio de 2016

Heather Gudenkauf

Heather Gudenkauf é uma autora norte-americana, bestseller do New York Times e do USA Today, que já conta com cinco romances publicados.
Nascida no Dakota do Sul e criada no Iowa, desde muito pequena que se apaixonou pelos livros e encontrou na leitura o seu lugar de eleição, tornando-se uma leitora voraz e plantando, assim, a semente da escrita. Licenciou-se em Educação e tornou-se professora, ocupação que ainda exerce em paralelo com a sua atividade de escritora.
Saiba mais sobre a autora em www.heathergudenkauf.com
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Desafio do Brasil é pôr em prática plano de adaptação às mudanças climáticas

Foto: Jaime Gesisky
Adaptação às mudanças climáticas deve ser prioridade para o país. 
Por Bruna Mello de Cenço, WWF Brasil

O Brasil já tem um plano para se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. O documento, lançado na semana passada como um dos últimos atos da presidente afastada Dilma Roussef, contribuirá para que o Brasil reforce sua capacidade de adaptação e avaliação de riscos climáticos, integrando a gestão de vulnerabilidades e riscos climáticos às políticas e estratégias públicas. Deverá também conjugar ações de desenvolvimento nacional e locais às medidas de adaptação previstas no documento. A expectativa é que o plano comece a ser implementado pelo governo interino, pois trata-se de uma prioridade para o país.

O Plano Nacional de Adaptação (PNA) foi uma das promessas do Brasil na Convenção do Clima das Nações Unidas. O documento começou a ser elaborado em 2013 e teve como um dos pontos positivos a manutenção do diálogo com outros órgãos do governo e com a sociedade civil, incluindo reuniões com organizações sociais e uma consulta pública para o documento, para o qual o WWF-Brasil e o Observatório do Clima enviaram contribuições.

O documento inclui objetivos, princípios, diretrizes e estratégias para os seguintes setores e temas: Agricultura, Biodiversidade e Ecossistemas, Cidades, Desastres, Naturais, Indústria e Mineração, Infraestrutura (Energia, Transportes e Mobilidade Urbana), Povos e Populações Vulneráveis, Recursos Hídricos, Saúde, Segurança Alimentar e Nutricional e Zonas Costeiras.

A participação de diferentes atores na elaboração do documento fez com que o PNA tivesse um caráter abrangente e transversal, característica fundamental para um plano de adaptação. “É preciso definir como essas metas serão atingidas, fazendo o detalhamento por meio de planos de ações”, diz o coordenador o Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur.

Ele lembra que o Brasil é um dos países mais impactos pelas mudanças climáticas por causa das suas características regionais, enorme biodiversidade e questões econômicas. Um exemplo é a intensificação dos efeitos climáticos que devem trazer mais danos à agricultura.

“A mudanças climáticas já são uma realidade, o que precisamos é nos prevenir para que seus efeitos tragam o menor impacto possível, principalmente para as comunidades mais vulneráveis”, diz ele.

Além de trazer esforços para reduzir os impactos, o plano nacional de adaptação pode trazer soluções e oportunidades para a população brasileira, com empregos verdes e infraestrutura adequada, continua Nahur, acrescentando que o WWF-Brasil tem trabalhado também de forma subnacional, para desenvolver planos regionais de adaptação.

“A partir da publicação do PNA, abre-se caminho para que os estados desenvolvam e implementem os seus próprios planos, com as características próprias de cada região”. (Edição: Jaime Gesisky)



in EcoDebate, 23/05/2016
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cardeal-amarelo é visto no Rio Grande do Sul após 15 anos


Considerada extinta na região há mais de uma década, a ave Gubernatrix cristata, conhecida como cardeal-amarelo, foi fotografada no começo de maio na região da Serra Sudeste, no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai. É a primeira vez em 15 anos que um macho adulto da espécie é fotografado e filmado em seu ambiente natural.

A descoberta ocorreu durante expedição da Secretaria de Meio Ambiente do estado à região. Os pesquisadores capturaram o pássaro, coletaram amostras para análises genéticas e fizeram uma marcação que permite monitorá-lo.

O cardeal-amarelo é um dos pássaros mais ameaçados de extinção do Brasil. A única população conhecida e monitorada da ave vive no Parque Estadual do Espinilho e arredores, no extremo oeste do Rio Grande do Sul. A estimativa do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é que existam cerca de 50 aves da espécie em todo o território brasileiro.

De acordo com o Cemave, a captura e o comércio ilegal de cardeais-amarelos para criação em cativeiro são as principais ameaças à espécie e foram responsáveis pelo desaparecimento do pássaro nessa região nas últimas décadas. “Estas ameaças também ocorrem no restante de sua distribuição, que se estende ao território uruguaio e argentino.”

Participaram da expedição pesquisadores de instituições ligadas ao Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Passeriformes Ameaçados dos Campos Sulinos e Espinilho, entre elas o ICMBio.
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Teia de Mentiras - Heather Gudenkauf

Titulo: Teia de Mentiras
Autor: Heather Gudenkauf
Edição: Mai/2016
Páginas: 320
Editora: TopSeller

Jack Quinlan viveu assombrado durante décadas pelo assassínio brutal da sua mãe, cujo corpo foi ele que encontrou, em adolescente, no celeiro da quinta da família. Na altura, o caso abalou a pequena cidade de Penny Gate, à qual Jack evitou regressar durante anos.
O passado nunca fica esquecido.
Quando a sua tia Julia sofre um acidente e acaba em coma no hospital, Jack e a mulher, Sarah, veem-se obrigados a enfrentar o passado de que Jack vinha a fugir.

À medida que a verdade sobre o acidente de Julia começa a revelar-se e este se transforma num caso de polícia, Sarah apercebe-se de que nada sobre a família do marido é o que aparentava ser.
Onde está a verdade?
Apanhada numa teia de mentiras e de perguntas sem resposta, Sarah mergulha no confuso passado de Jack à procura da verdade. No entanto, quanto mais se vê envolvida, mais difícil se torna para ela escapar de uma realidade para a qual poderá não estar preparada.
Num crescendo de ritmo e ação, este é um thriller de conspiração internacional com um final alucinante, que os amantes do género não podem perder.
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domingo, 22 de maio de 2016

Acervo defasado diminui interesse por bibliotecas, diz pesquisa

Pesquisa foi feita pelo Ibope, sob encomenda do Instituto Pró-Livro. Levantamento mostra evolução do total de leitores no Brasil.

Locais de estudo e pesquisa, frequentados eventualmente por estudantes e com acervos defasados. Esse é um panorama que os números da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2016 traçam sobre as bibliotecas no Brasil. Os três pontos aparecem no levantamento feito pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro. Os dados foram divulgados na quarta-feira (18).

A pesquisa apontou que o número de leitores no Brasil cresceu 6% entre 2011 e 2015 , e que o total de livros lidos nos três meses anteriores à pesquisa foi de 2,54 obras.

De acordo com a pesquisa, 37% do público que frequenta as bibliotecas do Brasil não é estudante. E do seu público frequentador, 73% as consideram espaço para estudo e pesquisa. As bibliotecas escolares ou universitárias são as mais citadas. Quando questionado sobre o tipo de biblioteca que frequentava, 55% citaram esses espaços, enquanto 51% disseram frequentar bibliotecas públicas.

Apenas 19% dos leitores costumam ler livros em bibliotecas.

"Outros usos e associações que esse espaço poderia ter, o que concorreria para a ampliação de seu público frequentador, tiveram percentuais baixos de menções", aponta a análise dos especialistas que avaliaram os dados da pesquisa.

Quando questionados sobre a avaliação das bibliotecas que frequentam, 41% dos leitores disseram não encontrar os livros que gostariam. Para os entrevistados, o interesse aumentaria com a renovação das prateleiras: 32% afirmaram que teriam maior interesse pelas bibliotecas se elas tivessem mais livros ou título novos, e 22% disseram esperar títulos mais interessantes.

Considerando os dados nacionais, mais da metade (55%) dos entrevistados disse que havia biblioteca pública no bairro, outros 33% disseram que não e 9% não souberam responder.

Quarenta por cento dos entrevistados disseram não ir a bibliotecas por falta de tempo. Apenas 5% dos entrevistados disse ir sempre a uma biblioteca. Outros 66% responderam que não frequentavam, 14% disseram que visitavam raramente, 15% costumavam ir às vezes.

Metodologia
A edição 2016 é a quarta edição da pesquisa, que teve também outras publicações referentes a dados coletados nos anos de 2000, 2007, 2011. A pesquisa teve abrangência nacional, com 5012 entrevistas pessoais, feitas nos domicílios dos entrevistados entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 2015. Foram ouvidos brasileiros a partir de 5 anos, alfabetizados ou não.

Perfil da amostra
Entre os ouvidos pela pesquisa em 2015, 8% se declarou "não alfabetizado" ou que "não frequentou escola formal". Outros 21% disseram ter ensino fundamental I (1º ao 5º ano), 25% declararam ter o fundamental II (6º ao 9º ano), 33% o ensino médio e 13% o ensino superior.

Responsável pela pesquisa, o Instituto Pró-Livro (IPL) foi criado em 2006 pelas entidades do setor do livro – Associação Brasileira de Livros Escolares (Abrelivros), Câmara Brasileira de Livros (CBL) e Sindicato dos Editores de Livros (SNEL). É mantido por contribuições dessas entidades e de editoras, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro.

Desde a segunda edição o Instituto adotou metodologia que considera as orientações do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc), da Unesco, e pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). O objetivo foi buscar um padrão internacional de medição que permita eventuais comparações e estudos sobre a questão da leitura nos países da região.


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sábado, 21 de maio de 2016

Geração fotovoltaica ganha força com nova regulamentação, por Marcos Rodrigues da Silva

[EcoDebate] A microgeração e minigeração de energia solar vêm ganhando força após o aumento significativo nas tarifas de energia elétrica e as facilidades promovidas pela nova Resolução Normativa nº 687/2015 da Aneel, que entrou em vigor em março e melhorou a relação entre quem gera energia solar e as distribuidoras. Outras iniciativas prometem aquecer ainda mais esse mercado. Alguns estados, como Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Goiás, já não cobram ICMS em cima da geração solar e o BNDES sinaliza apoiar investimentos na modalidade.

A geração pelo sistema fotovoltaico pode ser utilizada para complementar a energia elétrica convencional em residências, comércios ou indústrias. Pode ser conectada à rede pública de forma simplificada, atendendo o consumo local e devolvendo o excedente à rede. Essa diferença retorna ao consumidor sob a forma de créditos em energia. Isso significa que é possível zerar a conta de luz, pagando apenas uma taxa mínima pelo serviço da distribuidora.

O investimento em energia solar passou a ser interessante depois que as placas tiveram redução no preço ao alcançar novos mercados. Além disso, o aumento de quase de 50% da energia convencional, fez o retorno do investimento (pay back) da geração por fotovoltaicas cair para seis anos. O sistema conectado à rede, on grid, é bastante vantajoso: a placa tem 15 anos de garantia e uma expectativa de vida útil de mais de 25 anos. Além disso, antes havia morosidade no processo, mas agora a concessionária tem o prazo de 30 dias para fazer a conexão, a partir da solicitação de acesso. A distribuidora também passa a ser a responsável pela troca do medidor, sem custos para o gerador.

O projeto para instalação do sistema fotovoltaico conectado é elaborado com base no consumo de energia, que pode ser observado na conta de luz, o tipo de telhado e a orientação, que deve ser preferencialmente voltada para o norte para haver melhor aproveitamento da radiação. Esse tipo de geração vem sendo usado plenamente na CasaE, Casa Ecoeficiente da BASF, desde o início de sua operação em 2013, e tem sido importante para promover sua eficiência energética e sustentabilidade. Segundo o estudo de ecoeficiência realizado pela Fundação Espaço ECO, a geração solar contribuiu para que fosse apurada a economia de 17% de energia da CasaE, em relação a uma edificação convencional. Além disso, foi importante para garantir que a construção, que fica em exposição na zona Sul de São Paulo, conquistasse a certificação LEED-NC Gold para novas construções. Nesta construção foram instaladas oito placas que garantem a geração de 300 kW em média por mês. No momento de elaborar o projeto, é possível dimensionar o sistema para produzir toda a demanda de energia ou parte dela, sendo o restante automaticamente fornecido pela rede de distribuição local.

Outra novidade da nova regulação está na possibilidade de utilização dos créditos de energia por outra unidade consumidora, em até oito imóveis, desde que estejam dentro da área de uma mesma distribuidora. Isso vai permitir, inclusive, a criação de cooperativas ou consórcios para a geração compartilhada. Antes os créditos só poderiam ser utilizados por um mesmo CPF ou CNPJ. Houve também a ampliação da possibilidade de utilização do crédito de energia de 36 para 60 meses.

Há também o sistema off grid, em que a energia captada é armazenada em baterias. Esse modelo foi instalado pela Redimax na Casa Econômica, proposta de construção aberta ao público, também desenvolvida pela BASF. É normalmente utilizado em regiões que não são atendidas por concessionárias de energia e o projeto contempla a armazenagem de um excedente para ser utilizado nos momentos sem radiação. Mais oneroso, o retorno financeiro desse modelo se dá numa média de 12 anos. Além disso, a bateria possibilita apenas o uso de equipamentos de menor consumo, como iluminação, televisão, computador, não oferecendo autonomia para aparelhos de alto consumo, como ar condicionado.

Marcos Rodrigues da Silva, diretor da Redimax Sistema de Energia Solar
"Geração fotovoltaica ganha força com nova regulamentação, por Marcos Rodrigues da Silva," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/05/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/05/18/geracao-fotovoltaica-ganha-forca-com-nova-regulamentacao-por-marcos-rodrigues-da-silva/.

in EcoDebate, 18/05/2016
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Mini Sistema de Hidroponia em Garrafas pet

Esta é uma maneira muito simples e divertida de entrar para o mundo da hidroponia.
Nesse artigo você vai aprender como fazer hidroponia com garrafas pet de uma forma simples e barata. Com apenas duas garrafas pet é possível fazer um excelente sistema de cultivo de alface hidropônica.
As características desse sistema são:
Barato
Baixa manutenção
Simples de construir
Facilidade em encontrar materiais
Alto rendimento

Como fazer hidroponia em garrafas pet
Primeiramente corte duas garrafas pela metade. Você pode pintar as garrafas para evitar que a luz entre em contato com a solução nutritiva e raízes. Muitas pessoas acreditam que isso melhore o rendimento do sistema de hidroponia. Mas conforme a foto abaixo, não da para ver muita diferença.


Diferença entre garrafa pintada e não pintada

Esse método de hidroponia em garrafas pet funciona muito bem para plantas de pequeno porte como manjericão, salsinha, coentro, alface, rúcula e qualquer outra planta folhosa.

Deve se colocar um pedaço de pano de algodão no pescoço da garrafa. Esse pedaço de pano irá agir como um pavio e vai fazer o transporte da solução nutritiva até as raízes.

O pavio vai puxar a solução nutritiva a partir do reservatório abaixo dele, e manter o meio de cultura úmido.


Hidroponia caseira com garrafas pet

Mudas para hidroponia em garrafas pet

Nesse sistema de hidroponia em garrafas pet você pode compras as mudas em uma agropecuária, pode comprar sementes e plantar no solo e depois transplantar para as garrafas ou plantar as sementes diretamente no substrato das garrafas pet. Se optar por plantar as sementes em suas garrafas pet cubra com filme plástico até germinar.

Veja mais sobre mudas para em hidroponia em Como produzir mudas para hidropônica.
Solução nutritiva para hidroponia em garrafas pet

A solução nutritiva deve ser comprada em uma agropecuária e fazer as misturas em casa.

É muito simples, e geralmente para pequenos volumes come esse já vem pronta.

A solução nutritiva deve ser adicionada na parte inferior da garrafa pet e tem de estar em contato com o pano que fará o transporte até o substrato e as raízes.

Substrato para hidroponia em garrafas pet

O substrato é o meio onde as raízes vão se desenvolver e absorver os nutrientes. Ele deve ser colocado na parte superior da garrafa pet onde será plantada a muda.

Nesse pequeno e simples sistema de cultivo hidropônico pode ser utilizado praticamente qualquer tipo de substrato. Dentre eles podemos citar fibra de coco, perlita, casca de arroz carbonizada etc. Eles são baratos e facilmente encontrados em agropecuárias.

Esse é um excelente método para iniciantes em hidroponia.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Autora - Dolores Redondo

Dolores Redondo nasceu em 1969, em San Sebastian, Espanha. Estudou Direito e Restauração Gastronómica. Começou por escrever histórias curtas e contos infantis. Em 2009, publicou o seu primeiro romance, Los Privilegios del Ángel.
Vive na Ribeira de Navarra.
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O que fazer com combustíveis fósseis, artigo de Laís Vitória Cunha de Aguiar

[EcoDebate] Há uma crise econômica e crise política, mas enquanto isso eu escrevo sobre meio-ambiente? Por que ler esse texto?

A verdade é simples: não haveria crise nenhuma se não houvesse um ambiente.

Não estou dizendo que falar sobre esses assuntos não é importante, porém não podemos deixar de lado o local em que vivemos, afinal, o que somos nós sem ele?

Isso sem contar que há conexão entre política, economia e ambiente, desde as questões da reforma agrária até Petrobrás.

Nós não podemos ignorar a poluição que fere a nossa água, o nosso ar, tendo por consequência doenças que se tornam cada vez mais comuns no dia-a-dia, como bronquite e câncer.
Parte dessa poluição é causada pelos combustíveis fósseis, ou seja, petróleo, carvão mineral, gás mineral.

Todos os combustíveis fósseis são utilizados no dia-a-dia, seja no transporte ou não. A questão é que um futuro sem esses combustíveis não é apenas possível como é melhor: teremos desde cidades mais limpas até oceanos, pois boa parte do petróleo é encontrada nos oceanos, inclusive aqui no Brasil (Pré -Sal).

O que utilizaremos no lugar desses combustíveis?

Energia eólica, solar, da biomassa (lixo orgânico produzindo energia), e até mesmo do hidrogênio.

As possibilidades são muitas, mas para que consigamos realmente alterar os alicerces da energia brasileira é necessário, primeiramente, mudar as concepções que regem nossas mentes.

Assim como para retirar o germe da corrupção (que vem desde o berço- colar na prova, roubar um lápis), existe a necessidade de mudar a cultura, para diminuirmos o consumo dos
combustíveis fósseis também.

Como cada um de nós pode ajudar nessa mudança?

Trocando o carro pela bicicleta (nem que seja uma vez por semana, qualquer esforço conta), plantando e preservando árvores (afinal elas transformam o CO2 em oxigênio), participando de movimentos que reforcem a necessidade de mudança perante políticos, como no caso do Break Free e até do evento que tivemos aqui em São João, o Instameet cujo tema será a Terra e sustentabilidade.

Qual será o resultado?

Caso tenhamos força de vontade e cometimento, acredito que em alguns anos a possibilidade de uma sociedade sustentável será uma realidade. As principais metrópoles mundiais já estão aderindo conceitos de sustentabilidade em seu âmago, como Amsterdã, que tem 8000 domicílios com energia sustentável, estações de abastecimento para carros elétricos por toda cidade, projetos como Escola Inteligente e Rua do Clima, que incluem tanto os jovens quanto adultos.

No Brasil estamos começando a apresentar propostas, a realizar mudanças concretas. O programa Cidades Sustentáveis ‘reúne uma série de ferramentas que vão contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros.’

O programa promove prêmios para as cidades que apresentam maiores mudanças, políticas públicas melhores. Atualmente são 283 cidades participantes.

Retirar os combustíveis fósseis da jogada é uma necessidade. Se não agora, então quando?

Laís Vitória Cunha de Aguiar, 19, é ativista ambiental, estudante de Ecologia da UFPB e comunicadora popular pela Adopt a Negotiator, uma organização mundial que engloba jovens de diversos países com objetivo de divulgar o que ocorre nas negociações climáticas.

in EcoDebate, 19/05/2016
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MPF divulga nota de repúdio a projeto de lei que altera nomenclatura de agrotóxicos para produtos fitossanitários



A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal divulgou nesta quarta-feira, 18 de maio, nota de repúdio ao projeto de lei da Câmara dos Deputados nº 3200/2015. De autoria do deputado federal Luis Antônio Franciscatto Covatti, o PL institui a Política Nacional de Defensivos Fitossanitários e de Produtos de Controle Ambiental. Entre outras propostas, o projeto pretende alterar a nomenclatura de “agrotóxicos” para “produtos defensivos fitossanitários”. O projeto de lei está sendo discutido em comissão especial destinada a debater o assunto.

A nota de repúdio da Câmara de Meio Ambiente pontua que o termo “agrotóxicos” expressa a nocividade dos produtos e é amplamente difundida e conhecida da população, “sendo a substituição por termo novo, na prática, ofensa aos princípios da transparência e da informação”. A alteração também confundirá a distinção entre as substâncias utilizadas nas culturas orgânicas e não orgânicas.
Nota ainda critica criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito) proposta pelo projeto
 A prática “é um verdadeiro greenwashing, ou seja, modificação da imagem mediante métodos que levam a pensar tratar-se de produto ecologicamente responsável”, observa o documento.

A nova denominação não exigirá o registro de herbicidas, como o 2,4D, o paraquat e o glifosato, os mais consumidos no Brasil, já que estes não pertencem ao conceito de defensivos fitossanitários previsto no projeto de lei. No entanto, pesquisas já apontaram a relação entre esses agrotóxicos e a incidência de câncer.

Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários – A nota divulgada pelo MPF é contrária, também, à criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito) proposta pelo projeto de Lei. Criada no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a comissão ficará responsável pela apresentação de “pareceres técnicos conclusivos aos pedidos de avaliação de novos produtos defensivos fitossanitários, de controle ambiental, seus produtos técnicos e afins” (art. 6º).

A Comissão será constituída majoritariamente por membros indicados e de confiança do Mapa, “o que trará desequilíbrio na defesa e contraposição dos diversos interesses nas decisões desse Colegiado (afinal, as decisões são realizadas pela maioria absoluta dos membros – art. 19 caput –, com desempate pelo Presidente da Comissão – art. 19, §2º), evidentemente prejudicando o Meio Ambiente (MMA) e a Saúde (MS)”.

Confira a íntegra da nota com os argumentos do MPF contra o PL.
Fonte: Procuradoria-Geral da República
in EcoDebate, 19/05/2016
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