segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Chuva de granizo atinge Ibirubá RS

Tempo
Chuva de granizo arrazou o Interior de Ibirubá, lavouras foram destruídas, carros tiveram vidros quebrados mesmo parados. Os prejuízos foram grandes e ainda não foram calculados.
Imagens : Felipe Pasqueti
Reportagem : ROGERIO DOS REIS

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História do Cerco de Lisboa - José Saramago

Titulo: História do Cerco de Lisboa
Autor: José Saramago
Se fosse vivo, José Saramago, completaria no próximo dia 16 de Novembro 90 anos. É um autor que não precisa de apresentações mas, para aqueles que não conhecem a grandeza da sua obra, basta relembrar que continua a ser o único autor de língua portuguesa vencedor do Prémio Nobel da Literatura.
Na leitura deste livro não é só a historia do cerco de Lisboa que passamos a conhecer; também é contada a história da tomada de Santarém, assim como o milagre de Santo António, ou o milagre de Ourique, onde Cristo apareceu a D. Afonso Henriques, e claro a estória de como seria o cerco a Lisboa se os cruzados tivessem dito não ao Rei Português, mas esses factos não são os mais relevantes neste livro.
“Com a mão firme segura a esferográfica e acrescenta à palavra, uma palavra que o historiador não escreveu, que em nome da verdade histórica não poderia ter escrito nunca, a palavra Não, agora o que o livro passou a dizer é que os cruzados Não auxiliarão os portugueses a conquistar Lisboa, assim está escrito e portanto passa a ser verdade”
Raimundo Silva, no seu trabalho de revisor, acrescentou um não nesta história, e é esse não que tem mais importância neste livro, pois, na nova história do cerco de lisboa, também os soldados tiveram a coragem de dizer não:
“Saiba vossa alteza que não, ou me pagam pela tabela dos cruzados, ou não vou mais à guerra”(…)”pensai também que acto de justiça pagar o igual com o igual, e que este país em princípio de vida só começará mal se não começar justo”
Estas palavras do soldado Mogueime leva-nos a um raciocínio: como seria diferente a história da humanidade se mais pessoas tivessem a coragem de dizer não.
A história de amor entre Raimundo e Maria Sara, sua superior hierárquica, também tem bastante destaque ao longo do livro. Mas será que a história de amor de ambos é muito diferente da história de amor entre Mogueime e a prostituta Ouroana?
“Parece que estamos em guerra, e é guerra de sítio, cada um de nós cerca o outro e é cercado por ele, queremos deitar abaixo os muros do outro e continuar com os nossos, o amor será não haver mais barreiras, o amor é o fim do cerco.”
A Deus são feitas muitas críticas. Uma pergunta torna-se inevitável, se Deus ajudou tanto os portugueses nesta batalha, como consentiu que as tropas que lutavam em Seu nome fizessem o seguinte ato: “foi toda a população passada à espada homens, mulheres e meninos, sem diferença de idade e terem ou não terem arma na mão”. E qual será a maior e melhor divindade: Deus ou Alá?
Boa leitura…
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Belezas Naturais IV

Que tal este lindo nascer de sol desta manhã de segunda feira dia 17-10-2016.
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domingo, 16 de outubro de 2016

Ensaio sobre a Lucidez - José Saramago

Titulo: Ensaio sobre a Lucidez
Autor: José Saramago
Saramago disse muitas vezes que não escrevia para pessoas conformadas ou satisfeitas; escrevia para leitores desassossegados. A sua escrita pretendia desassossegar. Ensaio sobre a Lucidez é mais um exemplo disso. Decorria o ano de 2004, Saramago, vencedor do Prémio Nobel da Literatura de 1998 já era uma figura mundialmente aclamada, tinha 82 anos, quem pensava que o Nobel e a idade levariam o autor ao conformismo, enganou-se! Saramago publicava mais um livro que desagrada às tais pessoas conformadas e satisfeitas. Desta vez, políticos e cidadãos eram responsabilizados pelo estado a que a democracia chegou.
“Vi que eram quatro horas e disse para a família Vamos, é agora ou nunca.”
Na mesma cidade onde há uns anos uma estranha doença designada Cegueira Branca tinha-se instalado, decorria um ato eleitoral. A cidade era conhecida por ter uma democracia consolidada. Estranhamente, mesmo tento em conta as condições climatéricas adversas, eram muito poucos os votantes até às três da tarde. Sem uma razão aparente, a partir das quatro horas da tarde a população dirigiu-se massivamente as mesas de voto, já passava da meia-noite quando o ato eleitoral acabou.
“Os votos validos não chegavam a vinte e cinco porcento, distribuídos pelo partido de direita, treze por cento, pelo partido do meio, nove por cento, e pelo partido de esquerda, dois e meio porcento. Pouquíssimos votos nulos, pouquíssimas as abstenções. Todos os outros, mais de setenta por cento da totalidade, estavam em branco.”
O estado de sítio foi declarado; os políticos não percebiam o que estava acontecer e temiam que outras cidades se inspirarem no que ali se passava; a censura voltou a ser utilizada; houve quem propusesse a construção de um muro em torno da cidade. Governo, polícia e militares abandonaram a cidade, mas estranhamente nada de novo se passava, as pessoas continuavam com a sua vida, normalmente. Porquê? Como era possível? Simplesmente os habitantes tinham tido a lucidez e a consciência da sua responsabilidade.
“O único crime desta gente foi votar em branco, não teria importância de maior tivessem sido só os do costume, mas foram muitos, foram demasiados, foram quase todos.”
Não basta culparmos os banqueiros, os políticos, ou os economistas pelo atual estado da nação. Não tivemos consciência, não dissemos Não, vivemos sem a lucidez destes habitantes e chegámos há situação atual. Culpados, nós? Sim, pela inércia, pela falta de consciência, porque deixámos que tudo fizessem sem nada opormos.
Numa altura em que se comemora os noventa anos do nascimento de José Saramago, está é, pelas piores razões, uma obra mais atual do que há data da sua publicação.
Boa leitura….
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sábado, 15 de outubro de 2016

Projeto Plantando Liberdade II - Trabalhos dos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Joaquim Nabuco

RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERDADE FM: Projeto Plantando Liberdade II - Trabalhos dos alu...: Confira os Trabalhos produzidos pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Joaquim Nabuco da Vila Progresso Três Palmeiras,


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Belezas Naturais III

Horto Florestal em Entre Rios do Sul.
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Negrinha - Monteiro Lobato

Titulo: Negrinha
Autor: Monteiro Lobato
Uma das grandes vantagens dos blogs é podermos partilhar opiniões. A deise do blog meneleubiblioteca falo-me sobre Negrinha de Monteiro Lobato (1882-1948), grande escritor brasileiro que eu não conhecia. Segunda ela, o autor está a ser acusado da sua obra ser racista. Pois bem, este foi o único trabalho que li de Monteiro Lobato, por isso o meu comentário é apenas deste conto e não de toda a obra do escritor, mas na minha modesta opinião quem escreve um conto como este é tudo menos racista.
Parti do pressuposto que esta obra era recente – um livro com 20 anos é recente – por isso, vi neste conto um género de alegoria, pois acredito que casos destes já devem ser raros, para não dizer nulos. Bom estava enganado, a obra foi publicada em 1920. Nessa altura os maus tratos a crianças não deviam ser assim tão raros, se fossem negras o caso ainda seria pior. Dizem que Monteiro Lobato era racista? Alguém que o afirma, além de não ter lido bem a obra, também não pode conhecer o contexto histórico da altura. Então vejam:
Encontramos um escritor preocupado com os maus tratos às crianças (Veio o ovo. Dona Inácia mesmo pô-lo na agua a ferva…Seus olhos contentes envolviam a miséria da criança que, encolhida a um canto, aguardava trêmula alguma coisa de nunca visto. Quando o ovo chegou ao ponto a boa senhora chamou: - Venha cá – Negrinha aproximou-se – Abra a boca – Negrinha abriu a boca, como o cuco, e fechou os olhos. A patroa, então, com uma colher, tirou da água “pulando” o ovo a zás! Na boca da pequena) preocupado com o racismo (“essa indecência de negro igual a branco”), preocupado com a “caridadezinha” de muitos (“Não se pode ser boa nesta vida…Estou criando aquela pobre órfã, filha de Cesário, mas que trabalheira me dá!”), preocupado com uma Igreja que no purgatório tudo perdoa aos ricos (“Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos pobres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu”), também é destacado a capacidade que os mais oprimidos têm em perdoar.
Tal como outros grandes escritores como Doris Lessing ou Hertha Muller, a história é levado ao extremo e consequentemente os efeitos também. O leitor conhecera outras histórias, talvez menos graves, menos chocantes, mas também elas capazes de provocar o sofrimento, a dor ou a angústia. Um conto dura, muito duro, onde crueldade humana é demonstrada mas também fica provado que existe seres humanos preocupados com essas atrocidades.
Boa leitura....
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Belezas Naturais II

Arroio Lambari Linha Alto da Serra Três Palmeiras.
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Vítimas de Salazar - Irene Pimentel

Titulo: Vítimas de Salazar
Autor: Irene Pimentel
Aos sessenta e dois anos Irene Flunser Pimentel, é considerada por muitos como a pessoas que mais conhecimentos tem sobre o regime salazarista em Portugal. Em 2007, viu o seu trabalho ser reconhecido ao vencer o maior galardão para um autor de língua portuguesa, o Prémio Camões.
“Ao erguer, a partir de 1932, o Estado Novo corporativo, autoritário e nacionalista, António de Salazar declarou que estava feita a «revolução legal», mas que faltava realizar a «revolução mental» ” para isso, utilizou meios como a censura, o lápis azul tornou-se numa das marcas do regime, mandou construir prisões politicas, o Campo de Concentração do Tarrafal era a prisão mais temidas pelos presos políticos, apelidado de campo da morte, dificilmente alguém saia da “aldeia farpada” com vida, nos julgamentos “os advogados de defesa passavam para o banco dos réus”, era violada a correspondência e os telefones eram postos sob escuta, com isto Salazar pretendia “por um lado, dar aos portugueses uma única e determinada imagem de um País e de um regime, pretensamente sem conflitos, problemas, miséria e dificuldades, segundo a norma de «o que parece, é», tão do agrado de Salazar... por outro lado, um propósito de despolitização e desmobilização cívica dos portugueses, ao tentar impedir a tomada de conhecimento de alternativas sociais, culturais, políticas e ideológicas ao Estado Novo”.
Abordando estes temas entre outros “Vitimas de Salazar” conta histórias reais de homens e mulheres que não gostando do regime vigente no País foram mortos ou torturados quase até a morte, mas felizmente algumas resistiram e com isso contribuíram para a revolta e o fim do regime.
Um livro histórico, onde nada é romanceado, fatos duros mas reais. Saber da nossa histórica é imperativo, para que certas atrocidades não possam voltar a acontecer!
Um bom livro para quem gosta de história ou para quem quer ficar a conhecer melhor o regime que governou portugal de 1933 até 1974.
Boa leitura...
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Belezas Naturais I - Orquideas na Linha Alto da Serra Três Palmeiras

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