RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERDADE FM AO VIVO

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sábado, 28 de maio de 2016

Cinco Dias Em Paris - Danielle Steel

Titulo: Cinco Dias Em Paris
Autora: Danielle Steel
Sinopse: Peter Haskell, diretor-presidente de um grande laboratório farmacêutico, e Olivia Thatcher, mulher marcada pela morte do filho, vítima de câncer aos dois anos de idade, encontram-se casualmente numa noite de junho na Place Vendôme. Enquanto compartilham seus dramas pessoais num café de Montmartre, descobrem a paixão, selada na noite segui nte num quarto de hotel. Ao final de cinco dias, Peter e Olivia percebem que suas vidas, antes tão diferentes, estão ligadas de forma definitiva, mas não podem prever o que acontecerá quando voltarem para casa.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O Rancho - Danielle Steel

Titulo: O Rancho
Autora: Danielle Steel
Sinopse: Mary, Tanya e Zoe eram amigas inseparáveis na faculdade. A vida, porém, cuidou de afastá-las. A primeira casou-se com um advogado e não conseguiu superar o drama da morte do filho. Tanya tornou-se uma cantora famosa, mas cheia de frustrações. Zoe, a mais liberal de todas, abraçou a medicina como um sacerdócio. Vinte anos depois, as três conseguiram algumas semanas livres da rotina. Era tudo de que precisavam para se reencontrar; em um rancho no Wyoming. Ao pé das montanhas Teton, as três mulheres vão relembrar o passado, curando feridas e revelando segredos que tornarão mais real o verdadeiro significado da palavra amizade.

O Machão - Harol Robbins

Titulo: O Machão
Autor: Harol Robbins
Sinopse: Para Badyr al Fay, a vida começou no deserto. Lá, por um estranho capricho do destino, foi encontrado pela rica e poderosa família al Fay, tomando o lugar de um de seus filhos natimorto. Inconsciente das circunstâncias de seu nascimento e de sua verdadeira ascendência, Badyr foi criado para aceitar todos os privilégios e obrigações do filho de um árabe poderoso. Para proteger a fortuna que ascende a vários milhões de dólares, Badyr percorre todos os continentes em seu jato particular e conhece novas e lindas mulheres.

John Banville

John Banville nasceu em Wexford, na Irlanda, em 1945. Na sua já vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico(James Tait Black Memorial Prize 1976), Kepler (The Guardian Fiction Prize 1981), Fantasmas, O Intocável e O Livro da Confissão (finalista do Booker Prize 1989). Em 2005, venceu finalmente o Man Booker Prize com O Mar, já publicado pela ASA, e considerado por Helena Vasconcelos, crítica do Público, como um dos melhores livros da última década. Os Infinitosfoi considerado um dos melhores livros de 2009 por diversas publicações, entre elas, o The Spectator, o The Times Literary Supplement, o The Observer e o The Sunday Telegraph. Do catálogo da ASA faz também parte a sua obra Imagens de Praga, editada na colecção “O Escritor e a Cidade”, e O Segredo de Christine, sob o pseudónimo Benjamin Black. Vive actualmente em Dublin.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Guitarra Azul - John Banville

Titulo: A Guitarra Azul
Autor: John Banville
Edição: Mai/2016
Páginas: 240
ISBN: 9789720048226
Editora: Porto Editora
Abandonado pelas musas, Oliver Orme pode já não ser um pintor, mas será sempre um ladrão. Orme não rouba por dinheiro, mas pela necessidade de reter e corrigir o mundo em seu redor e pelo prazer, quase erótico, de furtar algo aos outros; bens irresistíveis como Polly, a mulher do seu melhor amigo Marcus.

Quando o caso de ambos é descoberto, com consequências irreparáveis para Marcus, Polly, Orme e a sua mulher Gloria, o culpado refugia-se na sua casa de infância, enveredando por um caminho que irá forçá-lo a enfrentar-se a si próprio em busca de redenção.
Mordaz, espirituoso, emocional e devastador, A Guitarra Azul disseca a natureza do ciúme e dos relacionamentos e revela uma vida assombrada pelo desejo da posse, permanentemente consciente da fragilidade do coração dos homens.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Os Infinitos

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Os Infinitos - John Banville

Titulo: Os Infinitos
Autor: John Banville
Edição: Jun/2011
Páginas: 272
Editora: Edições Asa

Num lânguido dia de Verão, os Godley juntam-se na casa da família. O velho Adam – marido, pai e matemático – conquistou a sua reputação graças ao conceito de infinito. Mas a sua vida na Terra parece estar a chegar ao fim. A acompanhá-lo nos seus últimos dias estão a mulher e os filhos, cujas relações estão tensas como sempre.
Mas eles não estão sozinhos. Os deuses gregos, esses espíritos maliciosos, chegaram e observam em silêncio.

Sem que consigam resistir a intervir na vida dos mortais, eles espiam, provocam e seduzem. Para se divertirem, são capazes de tudo. Até mesmo de alterar o Tempo a seu bel-prazer. Transbordante de humor e malícia, Os Infinitos é simultaneamente um festim dissoluto e uma exploração da assustadora e maravilhosa condição humana.

Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática - Thalita Rebouças

Titulo: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática
Autora: Thalita Rebouças
Juvenil • 272 págs.
Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela
perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.
O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Agências da ONU apresentam plano para reduzir danos causados por agrotóxicos perigosos

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram novas diretrizes com o objetivo de reduzir os danos causados pelos agrotóxicos, que representam um risco elevado para a saúde humana e o meio ambiente.
Jovem coloca pesticida em plantação. Foto: FAO

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram novas diretrizes com o objetivo de reduzir os danos causados pelos agrotóxicos, que representam um risco elevado para a saúde humana e o meio ambiente.

Os produtos com toxicidade aguda são os responsáveis por um elevado número de casos de intoxicação imediata, sobretudo nos países em desenvolvimento, enquanto os produtos com efeitos tóxicos crônicos podem provocar câncer ou transtornos de desenvolvimento em crianças em fase de crescimento.

Nos países industrializados, não se permite o uso dos chamados “agrotóxicos muito perigosos” ou sua utilização é restrita. No entanto, estes continuam sendo fáceis de conseguir nos países em desenvolvimento. Além disso, mesmo os produtos perigosos que ainda são permitidos nos países industrializados podem causar graves problemas no mundo em desenvolvimento, onde as circunstâncias em que são utilizados podem ser muito diferentes.

Particularmente, os pequenos agricultores nos países em desenvolvimento não utilizam equipamento de proteção necessário, e frequentemente usam pulverizadores de mochila que representam um alto risco à saúde. Limitar a utilização desses produtos muito perigosos acaba sendo difícil, sendo empregados de forma generalizada por pessoas não qualificadas. Entre as possíveis consequências, estão numerosos casos de intoxicação, contaminação de alimentos e danos ambientais.
Localizar os responsáveis

Um grupo relativamente pequeno de praguicidas muito perigosos costuma ser a causa da maior parte das intoxicações. Em muitos casos, esses agrotóxicos podem ser substituídos por produtos menos perigosos ou pelo manejo integrado de pragas, que tem como objetivo reduzir a dependência de produtos químicos.

As diretrizes oferecem um caminho para ajudar os países a identificar e gerir os praguicidas mais perigosos. Também auxiliam na realização de inventários, avaliação dos riscos e das necessidades reais, e na adoção de medidas para mitigar riscos.

Em muitos casos, será necessário retirar o produto de forma gradual, mas quando não existem boas alternativas, poderão ser consideradas outras medidas para mitigar riscos. As condições locais de uso e a viabilidade das medidas de controle devem ser um fator importante na tomada de decisões.

A FAO também lançou um conjunto de ferramentas para o Registro de Praguicidas para ajudar os governos a realizar avaliações de perigos e riscos, como parte de seu processo nacional de aprovação de praguicidas. Esse kit também pode ser utilizado para reavaliar produtos que foram aprovados no passado, mas que atualmente são considerados muito perigosos.
Ação global unificada

O impulso para melhorar a governança dos agrotóxicos intensificou-se no ano passado quando a Conferência Internacional sobre a Gestão de Produtos Químicos aprovou em nível internacional uma resolução pedindo uma ação unificada para fazer frente aos agrotóxicos muito perigosos. A FAO e a OMS deram assessoramento para avançar neste tema.

Foi feito um pedido para que governos utilizem as novas diretrizes e o conjunto de ferramentas para revisar suas atuais listas de agrotóxicos autorizados, com o objetivo de identificar aqueles que são muito perigosos e tomar as medidas necessárias para reduzir os riscos dos usuários, dos consumidores e do meio ambiente.

Da ONU Brasil, in EcoDebate, 23/05/2016

Heather Gudenkauf

Heather Gudenkauf é uma autora norte-americana, bestseller do New York Times e do USA Today, que já conta com cinco romances publicados.
Nascida no Dakota do Sul e criada no Iowa, desde muito pequena que se apaixonou pelos livros e encontrou na leitura o seu lugar de eleição, tornando-se uma leitora voraz e plantando, assim, a semente da escrita. Licenciou-se em Educação e tornou-se professora, ocupação que ainda exerce em paralelo com a sua atividade de escritora.
Saiba mais sobre a autora em www.heathergudenkauf.com

Desafio do Brasil é pôr em prática plano de adaptação às mudanças climáticas

Foto: Jaime Gesisky
Adaptação às mudanças climáticas deve ser prioridade para o país. 
Por Bruna Mello de Cenço, WWF Brasil

O Brasil já tem um plano para se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. O documento, lançado na semana passada como um dos últimos atos da presidente afastada Dilma Roussef, contribuirá para que o Brasil reforce sua capacidade de adaptação e avaliação de riscos climáticos, integrando a gestão de vulnerabilidades e riscos climáticos às políticas e estratégias públicas. Deverá também conjugar ações de desenvolvimento nacional e locais às medidas de adaptação previstas no documento. A expectativa é que o plano comece a ser implementado pelo governo interino, pois trata-se de uma prioridade para o país.

O Plano Nacional de Adaptação (PNA) foi uma das promessas do Brasil na Convenção do Clima das Nações Unidas. O documento começou a ser elaborado em 2013 e teve como um dos pontos positivos a manutenção do diálogo com outros órgãos do governo e com a sociedade civil, incluindo reuniões com organizações sociais e uma consulta pública para o documento, para o qual o WWF-Brasil e o Observatório do Clima enviaram contribuições.

O documento inclui objetivos, princípios, diretrizes e estratégias para os seguintes setores e temas: Agricultura, Biodiversidade e Ecossistemas, Cidades, Desastres, Naturais, Indústria e Mineração, Infraestrutura (Energia, Transportes e Mobilidade Urbana), Povos e Populações Vulneráveis, Recursos Hídricos, Saúde, Segurança Alimentar e Nutricional e Zonas Costeiras.

A participação de diferentes atores na elaboração do documento fez com que o PNA tivesse um caráter abrangente e transversal, característica fundamental para um plano de adaptação. “É preciso definir como essas metas serão atingidas, fazendo o detalhamento por meio de planos de ações”, diz o coordenador o Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur.

Ele lembra que o Brasil é um dos países mais impactos pelas mudanças climáticas por causa das suas características regionais, enorme biodiversidade e questões econômicas. Um exemplo é a intensificação dos efeitos climáticos que devem trazer mais danos à agricultura.

“A mudanças climáticas já são uma realidade, o que precisamos é nos prevenir para que seus efeitos tragam o menor impacto possível, principalmente para as comunidades mais vulneráveis”, diz ele.

Além de trazer esforços para reduzir os impactos, o plano nacional de adaptação pode trazer soluções e oportunidades para a população brasileira, com empregos verdes e infraestrutura adequada, continua Nahur, acrescentando que o WWF-Brasil tem trabalhado também de forma subnacional, para desenvolver planos regionais de adaptação.

“A partir da publicação do PNA, abre-se caminho para que os estados desenvolvam e implementem os seus próprios planos, com as características próprias de cada região”. (Edição: Jaime Gesisky)



in EcoDebate, 23/05/2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cardeal-amarelo é visto no Rio Grande do Sul após 15 anos


Considerada extinta na região há mais de uma década, a ave Gubernatrix cristata, conhecida como cardeal-amarelo, foi fotografada no começo de maio na região da Serra Sudeste, no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai. É a primeira vez em 15 anos que um macho adulto da espécie é fotografado e filmado em seu ambiente natural.

A descoberta ocorreu durante expedição da Secretaria de Meio Ambiente do estado à região. Os pesquisadores capturaram o pássaro, coletaram amostras para análises genéticas e fizeram uma marcação que permite monitorá-lo.

O cardeal-amarelo é um dos pássaros mais ameaçados de extinção do Brasil. A única população conhecida e monitorada da ave vive no Parque Estadual do Espinilho e arredores, no extremo oeste do Rio Grande do Sul. A estimativa do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é que existam cerca de 50 aves da espécie em todo o território brasileiro.

De acordo com o Cemave, a captura e o comércio ilegal de cardeais-amarelos para criação em cativeiro são as principais ameaças à espécie e foram responsáveis pelo desaparecimento do pássaro nessa região nas últimas décadas. “Estas ameaças também ocorrem no restante de sua distribuição, que se estende ao território uruguaio e argentino.”

Participaram da expedição pesquisadores de instituições ligadas ao Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Passeriformes Ameaçados dos Campos Sulinos e Espinilho, entre elas o ICMBio.

Teia de Mentiras - Heather Gudenkauf

Titulo: Teia de Mentiras
Autor: Heather Gudenkauf
Edição: Mai/2016
Páginas: 320
Editora: TopSeller

Jack Quinlan viveu assombrado durante décadas pelo assassínio brutal da sua mãe, cujo corpo foi ele que encontrou, em adolescente, no celeiro da quinta da família. Na altura, o caso abalou a pequena cidade de Penny Gate, à qual Jack evitou regressar durante anos.
O passado nunca fica esquecido.
Quando a sua tia Julia sofre um acidente e acaba em coma no hospital, Jack e a mulher, Sarah, veem-se obrigados a enfrentar o passado de que Jack vinha a fugir.

À medida que a verdade sobre o acidente de Julia começa a revelar-se e este se transforma num caso de polícia, Sarah apercebe-se de que nada sobre a família do marido é o que aparentava ser.
Onde está a verdade?
Apanhada numa teia de mentiras e de perguntas sem resposta, Sarah mergulha no confuso passado de Jack à procura da verdade. No entanto, quanto mais se vê envolvida, mais difícil se torna para ela escapar de uma realidade para a qual poderá não estar preparada.
Num crescendo de ritmo e ação, este é um thriller de conspiração internacional com um final alucinante, que os amantes do género não podem perder.

domingo, 22 de maio de 2016

Acervo defasado diminui interesse por bibliotecas, diz pesquisa

Pesquisa foi feita pelo Ibope, sob encomenda do Instituto Pró-Livro. Levantamento mostra evolução do total de leitores no Brasil.

Locais de estudo e pesquisa, frequentados eventualmente por estudantes e com acervos defasados. Esse é um panorama que os números da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2016 traçam sobre as bibliotecas no Brasil. Os três pontos aparecem no levantamento feito pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro. Os dados foram divulgados na quarta-feira (18).

A pesquisa apontou que o número de leitores no Brasil cresceu 6% entre 2011 e 2015 , e que o total de livros lidos nos três meses anteriores à pesquisa foi de 2,54 obras.

De acordo com a pesquisa, 37% do público que frequenta as bibliotecas do Brasil não é estudante. E do seu público frequentador, 73% as consideram espaço para estudo e pesquisa. As bibliotecas escolares ou universitárias são as mais citadas. Quando questionado sobre o tipo de biblioteca que frequentava, 55% citaram esses espaços, enquanto 51% disseram frequentar bibliotecas públicas.

Apenas 19% dos leitores costumam ler livros em bibliotecas.

"Outros usos e associações que esse espaço poderia ter, o que concorreria para a ampliação de seu público frequentador, tiveram percentuais baixos de menções", aponta a análise dos especialistas que avaliaram os dados da pesquisa.

Quando questionados sobre a avaliação das bibliotecas que frequentam, 41% dos leitores disseram não encontrar os livros que gostariam. Para os entrevistados, o interesse aumentaria com a renovação das prateleiras: 32% afirmaram que teriam maior interesse pelas bibliotecas se elas tivessem mais livros ou título novos, e 22% disseram esperar títulos mais interessantes.

Considerando os dados nacionais, mais da metade (55%) dos entrevistados disse que havia biblioteca pública no bairro, outros 33% disseram que não e 9% não souberam responder.

Quarenta por cento dos entrevistados disseram não ir a bibliotecas por falta de tempo. Apenas 5% dos entrevistados disse ir sempre a uma biblioteca. Outros 66% responderam que não frequentavam, 14% disseram que visitavam raramente, 15% costumavam ir às vezes.

Metodologia
A edição 2016 é a quarta edição da pesquisa, que teve também outras publicações referentes a dados coletados nos anos de 2000, 2007, 2011. A pesquisa teve abrangência nacional, com 5012 entrevistas pessoais, feitas nos domicílios dos entrevistados entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 2015. Foram ouvidos brasileiros a partir de 5 anos, alfabetizados ou não.

Perfil da amostra
Entre os ouvidos pela pesquisa em 2015, 8% se declarou "não alfabetizado" ou que "não frequentou escola formal". Outros 21% disseram ter ensino fundamental I (1º ao 5º ano), 25% declararam ter o fundamental II (6º ao 9º ano), 33% o ensino médio e 13% o ensino superior.

Responsável pela pesquisa, o Instituto Pró-Livro (IPL) foi criado em 2006 pelas entidades do setor do livro – Associação Brasileira de Livros Escolares (Abrelivros), Câmara Brasileira de Livros (CBL) e Sindicato dos Editores de Livros (SNEL). É mantido por contribuições dessas entidades e de editoras, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro.

Desde a segunda edição o Instituto adotou metodologia que considera as orientações do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc), da Unesco, e pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). O objetivo foi buscar um padrão internacional de medição que permita eventuais comparações e estudos sobre a questão da leitura nos países da região.


sábado, 21 de maio de 2016

Geração fotovoltaica ganha força com nova regulamentação, por Marcos Rodrigues da Silva

[EcoDebate] A microgeração e minigeração de energia solar vêm ganhando força após o aumento significativo nas tarifas de energia elétrica e as facilidades promovidas pela nova Resolução Normativa nº 687/2015 da Aneel, que entrou em vigor em março e melhorou a relação entre quem gera energia solar e as distribuidoras. Outras iniciativas prometem aquecer ainda mais esse mercado. Alguns estados, como Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Goiás, já não cobram ICMS em cima da geração solar e o BNDES sinaliza apoiar investimentos na modalidade.

A geração pelo sistema fotovoltaico pode ser utilizada para complementar a energia elétrica convencional em residências, comércios ou indústrias. Pode ser conectada à rede pública de forma simplificada, atendendo o consumo local e devolvendo o excedente à rede. Essa diferença retorna ao consumidor sob a forma de créditos em energia. Isso significa que é possível zerar a conta de luz, pagando apenas uma taxa mínima pelo serviço da distribuidora.

O investimento em energia solar passou a ser interessante depois que as placas tiveram redução no preço ao alcançar novos mercados. Além disso, o aumento de quase de 50% da energia convencional, fez o retorno do investimento (pay back) da geração por fotovoltaicas cair para seis anos. O sistema conectado à rede, on grid, é bastante vantajoso: a placa tem 15 anos de garantia e uma expectativa de vida útil de mais de 25 anos. Além disso, antes havia morosidade no processo, mas agora a concessionária tem o prazo de 30 dias para fazer a conexão, a partir da solicitação de acesso. A distribuidora também passa a ser a responsável pela troca do medidor, sem custos para o gerador.

O projeto para instalação do sistema fotovoltaico conectado é elaborado com base no consumo de energia, que pode ser observado na conta de luz, o tipo de telhado e a orientação, que deve ser preferencialmente voltada para o norte para haver melhor aproveitamento da radiação. Esse tipo de geração vem sendo usado plenamente na CasaE, Casa Ecoeficiente da BASF, desde o início de sua operação em 2013, e tem sido importante para promover sua eficiência energética e sustentabilidade. Segundo o estudo de ecoeficiência realizado pela Fundação Espaço ECO, a geração solar contribuiu para que fosse apurada a economia de 17% de energia da CasaE, em relação a uma edificação convencional. Além disso, foi importante para garantir que a construção, que fica em exposição na zona Sul de São Paulo, conquistasse a certificação LEED-NC Gold para novas construções. Nesta construção foram instaladas oito placas que garantem a geração de 300 kW em média por mês. No momento de elaborar o projeto, é possível dimensionar o sistema para produzir toda a demanda de energia ou parte dela, sendo o restante automaticamente fornecido pela rede de distribuição local.

Outra novidade da nova regulação está na possibilidade de utilização dos créditos de energia por outra unidade consumidora, em até oito imóveis, desde que estejam dentro da área de uma mesma distribuidora. Isso vai permitir, inclusive, a criação de cooperativas ou consórcios para a geração compartilhada. Antes os créditos só poderiam ser utilizados por um mesmo CPF ou CNPJ. Houve também a ampliação da possibilidade de utilização do crédito de energia de 36 para 60 meses.

Há também o sistema off grid, em que a energia captada é armazenada em baterias. Esse modelo foi instalado pela Redimax na Casa Econômica, proposta de construção aberta ao público, também desenvolvida pela BASF. É normalmente utilizado em regiões que não são atendidas por concessionárias de energia e o projeto contempla a armazenagem de um excedente para ser utilizado nos momentos sem radiação. Mais oneroso, o retorno financeiro desse modelo se dá numa média de 12 anos. Além disso, a bateria possibilita apenas o uso de equipamentos de menor consumo, como iluminação, televisão, computador, não oferecendo autonomia para aparelhos de alto consumo, como ar condicionado.

Marcos Rodrigues da Silva, diretor da Redimax Sistema de Energia Solar
"Geração fotovoltaica ganha força com nova regulamentação, por Marcos Rodrigues da Silva," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/05/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/05/18/geracao-fotovoltaica-ganha-forca-com-nova-regulamentacao-por-marcos-rodrigues-da-silva/.

in EcoDebate, 18/05/2016

Mini Sistema de Hidroponia em Garrafas pet

Esta é uma maneira muito simples e divertida de entrar para o mundo da hidroponia.
Nesse artigo você vai aprender como fazer hidroponia com garrafas pet de uma forma simples e barata. Com apenas duas garrafas pet é possível fazer um excelente sistema de cultivo de alface hidropônica.
As características desse sistema são:
Barato
Baixa manutenção
Simples de construir
Facilidade em encontrar materiais
Alto rendimento

Como fazer hidroponia em garrafas pet
Primeiramente corte duas garrafas pela metade. Você pode pintar as garrafas para evitar que a luz entre em contato com a solução nutritiva e raízes. Muitas pessoas acreditam que isso melhore o rendimento do sistema de hidroponia. Mas conforme a foto abaixo, não da para ver muita diferença.


Diferença entre garrafa pintada e não pintada

Esse método de hidroponia em garrafas pet funciona muito bem para plantas de pequeno porte como manjericão, salsinha, coentro, alface, rúcula e qualquer outra planta folhosa.

Deve se colocar um pedaço de pano de algodão no pescoço da garrafa. Esse pedaço de pano irá agir como um pavio e vai fazer o transporte da solução nutritiva até as raízes.

O pavio vai puxar a solução nutritiva a partir do reservatório abaixo dele, e manter o meio de cultura úmido.


Hidroponia caseira com garrafas pet

Mudas para hidroponia em garrafas pet

Nesse sistema de hidroponia em garrafas pet você pode compras as mudas em uma agropecuária, pode comprar sementes e plantar no solo e depois transplantar para as garrafas ou plantar as sementes diretamente no substrato das garrafas pet. Se optar por plantar as sementes em suas garrafas pet cubra com filme plástico até germinar.

Veja mais sobre mudas para em hidroponia em Como produzir mudas para hidropônica.
Solução nutritiva para hidroponia em garrafas pet

A solução nutritiva deve ser comprada em uma agropecuária e fazer as misturas em casa.

É muito simples, e geralmente para pequenos volumes come esse já vem pronta.

A solução nutritiva deve ser adicionada na parte inferior da garrafa pet e tem de estar em contato com o pano que fará o transporte até o substrato e as raízes.

Substrato para hidroponia em garrafas pet

O substrato é o meio onde as raízes vão se desenvolver e absorver os nutrientes. Ele deve ser colocado na parte superior da garrafa pet onde será plantada a muda.

Nesse pequeno e simples sistema de cultivo hidropônico pode ser utilizado praticamente qualquer tipo de substrato. Dentre eles podemos citar fibra de coco, perlita, casca de arroz carbonizada etc. Eles são baratos e facilmente encontrados em agropecuárias.

Esse é um excelente método para iniciantes em hidroponia.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Autora - Dolores Redondo

Dolores Redondo nasceu em 1969, em San Sebastian, Espanha. Estudou Direito e Restauração Gastronómica. Começou por escrever histórias curtas e contos infantis. Em 2009, publicou o seu primeiro romance, Los Privilegios del Ángel.
Vive na Ribeira de Navarra.

O que fazer com combustíveis fósseis, artigo de Laís Vitória Cunha de Aguiar

[EcoDebate] Há uma crise econômica e crise política, mas enquanto isso eu escrevo sobre meio-ambiente? Por que ler esse texto?

A verdade é simples: não haveria crise nenhuma se não houvesse um ambiente.

Não estou dizendo que falar sobre esses assuntos não é importante, porém não podemos deixar de lado o local em que vivemos, afinal, o que somos nós sem ele?

Isso sem contar que há conexão entre política, economia e ambiente, desde as questões da reforma agrária até Petrobrás.

Nós não podemos ignorar a poluição que fere a nossa água, o nosso ar, tendo por consequência doenças que se tornam cada vez mais comuns no dia-a-dia, como bronquite e câncer.
Parte dessa poluição é causada pelos combustíveis fósseis, ou seja, petróleo, carvão mineral, gás mineral.

Todos os combustíveis fósseis são utilizados no dia-a-dia, seja no transporte ou não. A questão é que um futuro sem esses combustíveis não é apenas possível como é melhor: teremos desde cidades mais limpas até oceanos, pois boa parte do petróleo é encontrada nos oceanos, inclusive aqui no Brasil (Pré -Sal).

O que utilizaremos no lugar desses combustíveis?

Energia eólica, solar, da biomassa (lixo orgânico produzindo energia), e até mesmo do hidrogênio.

As possibilidades são muitas, mas para que consigamos realmente alterar os alicerces da energia brasileira é necessário, primeiramente, mudar as concepções que regem nossas mentes.

Assim como para retirar o germe da corrupção (que vem desde o berço- colar na prova, roubar um lápis), existe a necessidade de mudar a cultura, para diminuirmos o consumo dos
combustíveis fósseis também.

Como cada um de nós pode ajudar nessa mudança?

Trocando o carro pela bicicleta (nem que seja uma vez por semana, qualquer esforço conta), plantando e preservando árvores (afinal elas transformam o CO2 em oxigênio), participando de movimentos que reforcem a necessidade de mudança perante políticos, como no caso do Break Free e até do evento que tivemos aqui em São João, o Instameet cujo tema será a Terra e sustentabilidade.

Qual será o resultado?

Caso tenhamos força de vontade e cometimento, acredito que em alguns anos a possibilidade de uma sociedade sustentável será uma realidade. As principais metrópoles mundiais já estão aderindo conceitos de sustentabilidade em seu âmago, como Amsterdã, que tem 8000 domicílios com energia sustentável, estações de abastecimento para carros elétricos por toda cidade, projetos como Escola Inteligente e Rua do Clima, que incluem tanto os jovens quanto adultos.

No Brasil estamos começando a apresentar propostas, a realizar mudanças concretas. O programa Cidades Sustentáveis ‘reúne uma série de ferramentas que vão contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros.’

O programa promove prêmios para as cidades que apresentam maiores mudanças, políticas públicas melhores. Atualmente são 283 cidades participantes.

Retirar os combustíveis fósseis da jogada é uma necessidade. Se não agora, então quando?

Laís Vitória Cunha de Aguiar, 19, é ativista ambiental, estudante de Ecologia da UFPB e comunicadora popular pela Adopt a Negotiator, uma organização mundial que engloba jovens de diversos países com objetivo de divulgar o que ocorre nas negociações climáticas.

in EcoDebate, 19/05/2016

MPF divulga nota de repúdio a projeto de lei que altera nomenclatura de agrotóxicos para produtos fitossanitários



A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal divulgou nesta quarta-feira, 18 de maio, nota de repúdio ao projeto de lei da Câmara dos Deputados nº 3200/2015. De autoria do deputado federal Luis Antônio Franciscatto Covatti, o PL institui a Política Nacional de Defensivos Fitossanitários e de Produtos de Controle Ambiental. Entre outras propostas, o projeto pretende alterar a nomenclatura de “agrotóxicos” para “produtos defensivos fitossanitários”. O projeto de lei está sendo discutido em comissão especial destinada a debater o assunto.

A nota de repúdio da Câmara de Meio Ambiente pontua que o termo “agrotóxicos” expressa a nocividade dos produtos e é amplamente difundida e conhecida da população, “sendo a substituição por termo novo, na prática, ofensa aos princípios da transparência e da informação”. A alteração também confundirá a distinção entre as substâncias utilizadas nas culturas orgânicas e não orgânicas.
Nota ainda critica criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito) proposta pelo projeto
 A prática “é um verdadeiro greenwashing, ou seja, modificação da imagem mediante métodos que levam a pensar tratar-se de produto ecologicamente responsável”, observa o documento.

A nova denominação não exigirá o registro de herbicidas, como o 2,4D, o paraquat e o glifosato, os mais consumidos no Brasil, já que estes não pertencem ao conceito de defensivos fitossanitários previsto no projeto de lei. No entanto, pesquisas já apontaram a relação entre esses agrotóxicos e a incidência de câncer.

Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários – A nota divulgada pelo MPF é contrária, também, à criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito) proposta pelo projeto de Lei. Criada no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a comissão ficará responsável pela apresentação de “pareceres técnicos conclusivos aos pedidos de avaliação de novos produtos defensivos fitossanitários, de controle ambiental, seus produtos técnicos e afins” (art. 6º).

A Comissão será constituída majoritariamente por membros indicados e de confiança do Mapa, “o que trará desequilíbrio na defesa e contraposição dos diversos interesses nas decisões desse Colegiado (afinal, as decisões são realizadas pela maioria absoluta dos membros – art. 19 caput –, com desempate pelo Presidente da Comissão – art. 19, §2º), evidentemente prejudicando o Meio Ambiente (MMA) e a Saúde (MS)”.

Confira a íntegra da nota com os argumentos do MPF contra o PL.
Fonte: Procuradoria-Geral da República
in EcoDebate, 19/05/2016

A estagnação da taxa de atividade feminina no mundo, artigo de José Eustáquio Diniz Alves



[EcoDebate] O ano de 2015 marcou o septuagésimo aniversário da criação da Organização da Nações Unidas (ONU) e foi marcado por três grandes atividades: 1) a Terceira Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento (FpD3), em Addis Abeba, capital da Etiópia, de 13 a 16 de julho; 2) a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável da ONU, em Nova Iorque, de 25 a 27 de setembro, para aprovação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); e 3) a 21ª Conferência do Clima (Conferência das Partes, COP-21), em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro, que aprovou o Acordo de Paris visando reduzir o ritmo de aumento do aquecimento global (ALVES, 2015).

Em outra atividade importante, a ONU Mulheres e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa) da Secretaria da ONU, divulgou no final de 2015 o relatório “El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las economias para realizar los derechos”, em comemoração aos 20 anos da 4ª Conferência Mundial de Mulheres, ocorrida em Beijing, em 1995.

O mundo tem passado por grandes transformações e, sem dúvida, o empoderamento das mulheres e a redução das desigualdades de gênero representam um passo essencial do avanço civilizatório. Os 70 anos da ONU coincidiram com um período de grande crescimento demoeconômico que foi acompanhado de um aumento da renda per capita, redução das taxas brutas de mortalidade, elevação dos níveis de escolaridade, melhoria nas condições de habitação, ampliação e diversificação do consumo de bens e serviços, além do processo de descolonização e consolidação de regimes democráticos.

O documento “El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las Economías para Realizar los Derechos” deixa claro que houve melhoria das condições de vida das mulheres, embora isso tenha ocorrido de forma diferenciada nas distintas áreas de atividade humana e não foi uniforme em termos nacionais e regionais. Não resta dúvidas de que, no geral, as desigualdades de gênero se reduziram desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, em especial, depois da 4ª Conferência Mundial de Mulheres. O relatório mostra que desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, passando pelas quatro Conferências da ONU sobre a situação das Mulheres, os diversos governos do mundo assumiram compromissos juridicamente vinculantes no sentido de respeitar, proteger e garantir os direitos humanos das mulheres, reconhecendo o vínculo entre o empoderamento feminino e a prosperidade econômica. Houve inclusive a reversão de desigualdades como no caso da esperança de vida e da educação em que as mulheres superaram os homens (ALVES; CORREA, 2009).

Porém, um dado preocupante se refere à redução das taxas de atividade de homens e mulheres e uma estagnação do hiato de gênero no mercado de trabalho. Segundo o relatório, as taxas de atividade masculinas caíram de 81% em 1990 para 77% em 2013 e as taxas femininas diminuíram de 52% para 50% no mesmo período. A diferença entre as duas taxas era de 29 pontos em 1990 e caiu ligeiramente para 27 pontos em 2013.

Há ainda grandes diferenças regionais. As menores taxas de atividade das mulheres (em torno de 20%) e as maiores desigualdades estavam na região conhecida como MENA, onde havia um hiato de gênero acima de 50 pontos. Em seguida, os piores indicadores de atividade feminina e de desigualdade de gênero encontravam-se no Sul da Ásia – especialmente na Índia. Já as maiores taxas de atividade feminina (acima de 60%) e os menores diferenças de gênero (em torno de 16 pontos) estavam no Leste Asiático e na África Subsaariana. A América Latina tinha taxas de atividades de 82% para os homens e 40% para as mulheres em 1990, passando para 80% para os homens e 54% para as mulheres em 2013. Ou seja, as mulheres latino-americanas foram as que mais reduziram o hiato de gênero (de 42 pontos para 26 pontos de diferença) no período, embora estando aquém do Leste Asiático e da África Subsaariana.

No Brasil, as mulheres apresentaram inserção crescente no mercado laboral entre 1950 e 2012. Entretanto, as taxas de atividade começaram a cair a partir de 2013, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego. A crise de emprego se acentuou em 2015 e está chegando a um ponto crítico em 2016. A queda das taxas de ocupação feminina pode gerar o efeito indesejado do desempoderamento das mulheres e até o des-desenvolvimento do país com o fim do bônus demográfico feminino (ALVES, 2016).

Parece que a estagnação do mercado de trabalho feminino é um fenômeno global. Mas no caso brasileiro ele está acontecendo de forma precoce e acentuada. É urgente que a deterioração das condições de trabalho seja interrompida e revertida.

Nesse momento em que o Brasil tem uma presidenta afastada e um presidente interino, é lamentável a instalação de um ministério misógino. Não há uma mulher no topo da hierarquia da Esplanada dos Ministérios em Brasília. Isso é um grande retrocesso. Dilma fez pouco para avançar na equidade de gênero (como mostra artigo do IPS) e tentou instrumentalizar as questões de gênero se fazendo de vítima. Temer simplesmente ignorou as questões de gênero e fez um “ministério das cuecas brancas”. Mesmo a colocação de uma mulher, depois das críticas, não muda a situação fundamental, pois é bom lembrar que “uma andorinha só não faz verão”. Falta um ministério com a diversidade suficiente para representar minimamente a sociedade brasileira.



Porém, o empoderamento feminino é fundamental para o bem-estar social. O emprego feminino deveria ocorrer em todas as áreas e em todos os setores, especialmente no topo da hierarquia dos espaços de poder. Não resta dúvida de que a equidade de gênero e a emancipação feminina é uma condição para a emancipação do país e para a prevalência da justiça social.

Referências:
ONU Mujeres. El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las economías para realizar los derechos, New York, 2015
ALVES, José Eustáquio Diniz. “Os 70 anos da ONU e a agenda global para o segundo quindênio (2015-2030) do século XXI”. Rev. Bras. Estud. Popul., São Paulo, vol. 32, n. 3, p. 587-598, 2015. Disponível em
______; CORREA, Sônia. “Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo”. In: ABEP, Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo, ABEP/UNFPA, Campinas, 2009, p. 121-223. Disponível em: http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/cairo15/Cairo15_3alvescorrea.pdf
Mario Osava, El género y el proceso de destitución de la presidenta brasileña, IPS, RJ, 22/04/2016
_______; Desafios da equidade de gênero no século XXI. Estudos Feministas, Florianópolis, 24(2): 292, maio-agosto/2016 p. 629-638
José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br
in EcoDebate, 18/05/2016