quarta-feira, 6 de junho de 2018

Apaixonado por #LULA???

“Meus amigos, vou contar uma coisa pra vocês: fico sorrindo que nem homem bobo apaixonado quando escuto o Presidente Lula falar, meio irritado, com aquela linguinha presa:
"Ganhei dinheiro com palestra sim, e ainda digo mais: cobrava o preço do Bill Clinton. Ele não é melhor que eu em nada."
Lula é o símbolo desse novo Brasil, entendem?
De um país onde o pobre não é coitado, não fala manso, não depende da caridade do senhor de engenho.
No Brasil de Lula, o pobre tem auto-estima, chega pisando forte, falando de igual pra igual com os leite com pêra.
Lembram da Jéssica do filme? É aquela parada mesmo, daquele jeito:
- Mas Jéssica, você é muito topeduda, se acha melhor que os outros.
- Não me acho melhor não; só não sou pior.
Tão acompanhando?
No Brasil de Lula, o Bolsa Família chega na forma de cartão, com depósito em conta bancária. É impessoal.
Tudo é impessoal, sem depender da caridade de filho da puta nenhum.
É como se Lula tivesse falando pra Casa Grande: "enfiem a caridade cristã no bumbum, pois é o Estado quem deve amparar essas pessoas".
O Bolsa Família não é caridade. O Bolsa Família é política pública, é o Estado cumprindo seu papel civilizatório.
O Bolsa Família é libertação, é continuidade da lei áurea.
O Bolsa Família transforma o miserável em pobre, traz o indigente pra luta de classes.
O Bolsa Família dá ao pobre o direito do veto, de dizer "não, não vou roçar o teu lote por vinte reais, não vou limpar a tua privada por comida e teto".
O pobre vai falar "não", sabem por que, amigos?
Porque o básico o Estado dá, e tem que dar mesmo. Ninguém pode depender de outro alguém pra comer.
Que porra é essa? Que merda de mundo é esse?
No Brasil de Lula, o pobre faz curso técnico, entra na universidade, é beneficiado por cota.
No Brasil de Lula, o pobre faz mestrado e doutorado, vira exemplo pros irmãos, pros primos, pros vizinhos.
Geral passa a querer estudar na universidade também.
Entendem?
Basta um para que os outros começem a desejar.
É isso: o direito de desejar.
A revolução de Lula é ampliação dos horizontes, é invenção de desejo.
Desejo de conforto material, desejo de ascensão social, desejo de consumo.
É isso mesmo: CON-SU-MO.
Consumo, desejo, fetiche, conforto.
Só quem pôde consumir desde sempre acha que isso não é importante.
O esquerdinha leite com pêra fica lá, assistindo guerra nas estrelas, ouvindo banda de rock irlandês no smartphone, no quartinho na casa dos pais, com trinta anos e sem ter registro no PIS, dizendo "Lula inseriu pelo consumo, isso é pouco".
Te enxerga, playboy! Te situa no mundo, vacilão!
No Brasil de Lula, a senzala estuda medicina, e com direito a cabelo black, todo trabalhado nos arrepio.
O Brasil de Lula é bonito demais.
Lula é muito bonito. Eu acho.
Não se enganem, meus amigos, o golpe quer ver Lula morto não pelos seus erros.  Os erros de Lula todos nós conhecemos e só o povo brasileiro, nas urnas, pode julgá-lo.
O golpe quer ver Lula morto pelos seus acertos.”

___ Rodrigo Perez, professor de história da UFBA.

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