sexta-feira, 20 de maio de 2016

A estagnação da taxa de atividade feminina no mundo, artigo de José Eustáquio Diniz Alves



[EcoDebate] O ano de 2015 marcou o septuagésimo aniversário da criação da Organização da Nações Unidas (ONU) e foi marcado por três grandes atividades: 1) a Terceira Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento (FpD3), em Addis Abeba, capital da Etiópia, de 13 a 16 de julho; 2) a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável da ONU, em Nova Iorque, de 25 a 27 de setembro, para aprovação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); e 3) a 21ª Conferência do Clima (Conferência das Partes, COP-21), em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro, que aprovou o Acordo de Paris visando reduzir o ritmo de aumento do aquecimento global (ALVES, 2015).

Em outra atividade importante, a ONU Mulheres e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa) da Secretaria da ONU, divulgou no final de 2015 o relatório “El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las economias para realizar los derechos”, em comemoração aos 20 anos da 4ª Conferência Mundial de Mulheres, ocorrida em Beijing, em 1995.

O mundo tem passado por grandes transformações e, sem dúvida, o empoderamento das mulheres e a redução das desigualdades de gênero representam um passo essencial do avanço civilizatório. Os 70 anos da ONU coincidiram com um período de grande crescimento demoeconômico que foi acompanhado de um aumento da renda per capita, redução das taxas brutas de mortalidade, elevação dos níveis de escolaridade, melhoria nas condições de habitação, ampliação e diversificação do consumo de bens e serviços, além do processo de descolonização e consolidação de regimes democráticos.

O documento “El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las Economías para Realizar los Derechos” deixa claro que houve melhoria das condições de vida das mulheres, embora isso tenha ocorrido de forma diferenciada nas distintas áreas de atividade humana e não foi uniforme em termos nacionais e regionais. Não resta dúvidas de que, no geral, as desigualdades de gênero se reduziram desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, em especial, depois da 4ª Conferência Mundial de Mulheres. O relatório mostra que desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, passando pelas quatro Conferências da ONU sobre a situação das Mulheres, os diversos governos do mundo assumiram compromissos juridicamente vinculantes no sentido de respeitar, proteger e garantir os direitos humanos das mulheres, reconhecendo o vínculo entre o empoderamento feminino e a prosperidade econômica. Houve inclusive a reversão de desigualdades como no caso da esperança de vida e da educação em que as mulheres superaram os homens (ALVES; CORREA, 2009).

Porém, um dado preocupante se refere à redução das taxas de atividade de homens e mulheres e uma estagnação do hiato de gênero no mercado de trabalho. Segundo o relatório, as taxas de atividade masculinas caíram de 81% em 1990 para 77% em 2013 e as taxas femininas diminuíram de 52% para 50% no mesmo período. A diferença entre as duas taxas era de 29 pontos em 1990 e caiu ligeiramente para 27 pontos em 2013.

Há ainda grandes diferenças regionais. As menores taxas de atividade das mulheres (em torno de 20%) e as maiores desigualdades estavam na região conhecida como MENA, onde havia um hiato de gênero acima de 50 pontos. Em seguida, os piores indicadores de atividade feminina e de desigualdade de gênero encontravam-se no Sul da Ásia – especialmente na Índia. Já as maiores taxas de atividade feminina (acima de 60%) e os menores diferenças de gênero (em torno de 16 pontos) estavam no Leste Asiático e na África Subsaariana. A América Latina tinha taxas de atividades de 82% para os homens e 40% para as mulheres em 1990, passando para 80% para os homens e 54% para as mulheres em 2013. Ou seja, as mulheres latino-americanas foram as que mais reduziram o hiato de gênero (de 42 pontos para 26 pontos de diferença) no período, embora estando aquém do Leste Asiático e da África Subsaariana.

No Brasil, as mulheres apresentaram inserção crescente no mercado laboral entre 1950 e 2012. Entretanto, as taxas de atividade começaram a cair a partir de 2013, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego. A crise de emprego se acentuou em 2015 e está chegando a um ponto crítico em 2016. A queda das taxas de ocupação feminina pode gerar o efeito indesejado do desempoderamento das mulheres e até o des-desenvolvimento do país com o fim do bônus demográfico feminino (ALVES, 2016).

Parece que a estagnação do mercado de trabalho feminino é um fenômeno global. Mas no caso brasileiro ele está acontecendo de forma precoce e acentuada. É urgente que a deterioração das condições de trabalho seja interrompida e revertida.

Nesse momento em que o Brasil tem uma presidenta afastada e um presidente interino, é lamentável a instalação de um ministério misógino. Não há uma mulher no topo da hierarquia da Esplanada dos Ministérios em Brasília. Isso é um grande retrocesso. Dilma fez pouco para avançar na equidade de gênero (como mostra artigo do IPS) e tentou instrumentalizar as questões de gênero se fazendo de vítima. Temer simplesmente ignorou as questões de gênero e fez um “ministério das cuecas brancas”. Mesmo a colocação de uma mulher, depois das críticas, não muda a situação fundamental, pois é bom lembrar que “uma andorinha só não faz verão”. Falta um ministério com a diversidade suficiente para representar minimamente a sociedade brasileira.



Porém, o empoderamento feminino é fundamental para o bem-estar social. O emprego feminino deveria ocorrer em todas as áreas e em todos os setores, especialmente no topo da hierarquia dos espaços de poder. Não resta dúvida de que a equidade de gênero e a emancipação feminina é uma condição para a emancipação do país e para a prevalência da justiça social.

Referências:
ONU Mujeres. El Progreso de las Mujeres en el Mundo 2015-2016: Transformar las economías para realizar los derechos, New York, 2015
ALVES, José Eustáquio Diniz. “Os 70 anos da ONU e a agenda global para o segundo quindênio (2015-2030) do século XXI”. Rev. Bras. Estud. Popul., São Paulo, vol. 32, n. 3, p. 587-598, 2015. Disponível em
______; CORREA, Sônia. “Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo”. In: ABEP, Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo, ABEP/UNFPA, Campinas, 2009, p. 121-223. Disponível em: http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/cairo15/Cairo15_3alvescorrea.pdf
Mario Osava, El género y el proceso de destitución de la presidenta brasileña, IPS, RJ, 22/04/2016
_______; Desafios da equidade de gênero no século XXI. Estudos Feministas, Florianópolis, 24(2): 292, maio-agosto/2016 p. 629-638
José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br
in EcoDebate, 18/05/2016
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Vem aí processo seletivo vestibular - Instituto Federal Sul-rio-grandense Câmpus Passo Fundo


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Brasil supera Argentina e Colômbia em número de leitores, diz pesquisa

O Brasil superou Argentina e Colômbia em número de leitores em 2015, segundo análise do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc), da Unesco. Os dados foram divulgados na quarta-feira (18) e fazem o cruzamento da mais recente pesquisa do Ibope sobre o tema com outros levantamentos do centro. De acordo com o Cerlalc, 85% dos argentinos, 78% dos brasileiros e 77% dos colombianos são leitores.

Em 2015, brasileiros leram 4,7 livros, enquanto argentinos leram três e, colombianos, dois livros. Já para aqueles que se consideram leitores os números são outros - brasileiros leram 7,7 livros em 2015, enquanto argentinos leram seis livros e colombianos 4,2 livros.

A análise do Cerlalc tem parâmetro diferente da realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL). Eles consideram como leitor a pessoa que leu alguma obra nos últimos 12 meses. O IPL adota o intervalo dos últimos três meses antes da pesquisa, por isso concluiu que 56% dos brasileiros são leitores.


Os dados foram expostos durante apresentação da 4ª Edição da pesquisa "Retratos de Leitura no Brasil", realizada pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro. Desde a segunda edição, o instituto adotou metodologia que considera as orientações do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). O objetivo foi buscar um padrão internacional de medição que permita eventuais comparações e estudos sobre a questão da leitura nos países da região.

O colombiano Bernardo Jaramillo, diretor da Cerlalc, comparou os resultados da 4ª edição da pesquisa com medições feitas na Argentina e na Colômbia no mesmo período e ressaltou as diferenças metodológicas entre os três países.

A metodologia da pesquisa brasileira considera como leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses. Já na colombiana, a metodologia considera como leitor aquele que leu um livro nos últimos 12 meses.

Jaramillo afirmou, em seu discurso, a importância da pesquisa feita pelo Instituto Pró Livro e observou que “o compartilhamento dos microdados faz com que cada um construa sua própria interpretação da pesquisa”.

Contudo, o colombiano ressaltou a importância de uma análise mais aprofundada dos indicadores, quando se trata de políticas públicas de fomento à leitura. “A leitura hoje necessita mais da antropologia do que números”, disse.

Segundo o diretor, a quantidade de livros lidos por habitante é um indicador importante, mas não único, já que outros dados podem trazer um caminho mais claro para as políticas públicas de leitura.
(*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)

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Método hidroponia com garrafas PET


1 – Encha a garrafa grande com água e coloque no refrigerador para congelar (isso torna mais fácil de fazer os furos na lateral da garrafa).

2 – Perfurar 6 furos na lateral da garrafa grande, depois descongelar em água corrente.

3 – Cortar as garrafas pequenas de forma perpendicular do rótulo até o fundo (conforme as imagens abaixo).

4 – Corte a esponja ou pano e coloque no bico das garrafa pequenas, de maneira que cheguem até o fundo da garrafa grande. A esponja serve de pavio de transporte da solução nutritiva até o substrato e raízes das plantas.

5 – Coloque as o bico das garrafas pequenas nos buracos feitos na garrafa grande e cole com silicone.

6 – Encha a garrafa principal com solução nutritiva (mix é encontrado pronto e agropecuárias e floriculturas).

7 – Coloque o substrato/meio de cultivo nas garrafas pequenas (também encontrado em floriculturas).

8 – Espere um dia para umedecer o substrato e pode plantar as sementes.
Fonte: Tudo Hidroponia


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Boris Schnaiderman, tradutor do russo, morre aos 99 anos

O tradutor e escritor Boris Schnaiderman, pioneiro na tradução do russo para o português, morreu na noite desta quarta-feira (18) aos 99 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em São Paulo, onde passou por uma cirurgia no fêmur após ter sofrido uma queda em casa. Mas o quadro se agravou, e Schneiderman teve uma pneumonia.

O velório acontece entre 9h e 14h desta quinta-feira (19) no Centro Cultural Maria Antônia, ligado à Universidade de São Paulo (USP), na qual Schnaiderman deu aulas de literatura russa. A cerimônia de cremação está marcada para acontecer no Crematório Vila Alpina.

Formado na Escola de Agronomia do Rio, Schnaiderman não estudou Letras formalmente. Autoditada, acabou se tornando um dos maiores nomes da tradução do Brasil. Verteu para o português, direto do russo, obras de escritores fundamentais da literatura russa, como Liev Tolstói, Fiódor Dostoiévski, Vladímir Maiakóvski, Anton Tchekhov, Aleksandr Púchkin e Maksim Górki.

Ucraniano, ele lutou pelo Brasil na 2ª Guerra
Schnaiderman nasceu em Úman, na Ucrânia, em 1917, e mudou com os pais para o Brasil em 1925, aos oito anos de idade. Naturalizou-se brasileiro em 1940 e se alistou para combater na Segunda Guerra Mundial, como sargento da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Suas primeiras versões direto do russo datam de 1944. Assinava os trabalhos com o pseudônimo Boris Solomonov, derivado de seu nome do meio – Solomónovitch. Vale lembrar que, na época, o mais comum era que os autores russos ganhassem versões no Brasil a partir do inglês ou francês, por exemplo.

Em 1960, Schnaiderman foi um dos criadores do curso de língua e literatura russa da USP, que o nomeou professor emérito em 2001.

O perfil no site da Editora 34, que publicava suas traduções, informa ainda que ele ganhou em 2003 o Prêmio de Tradução da Academia Brasileira de Letras. Em 2007, o governo da Rússia lhe concedeu a Medalha Púchkin em reconhecimento por sua contribuição à divulgação da cultura russa no exterior.

Livros traduzidos
Dentre as principais obras traduzidas por Boris Schnaiderman, destacam-se as de Fiódor Dostoiévski. Dele, verteu para o português "Os irmãos Karamázov", "Memórias do subsolo", "Um jogador", "O eterno marido" e "Nétotchka Niezvânova".

Também assina traduções de "A morte de Ivan Ilitch", "Felicidade conjugal" e "A sonata a Kreutzer", de Liev Tolstói; "A dama de espadas", de Aleksandr Púchkin; "O beijo e outras histórias", de Anton Tchekov; e "Meu companheiro de estrada e outros contos", de Maksim Górki.
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Dolores Redondo - Legado nos Ossos

Autora: Dolores Redondo
Trilogia: Baztán (Vol. 2)
Edição: Mai/2016
Páginas: 504
Editora: Planeta

O segundo livro de uma série diferente, onde o imaginário e a mitologia se entrecruzam na vida real.
O julgamento do padrasto da jovem Johana Márquez está prestes a começar. A ele assiste uma grávida Amaia Salazar, a inspetora da Policía Foral que há um ano resolveu os crimes do denominado Basajaun, que semearam de terror o vale do Baztán.
Amaia também reuniu as provas incriminadoras contra Jasón Medina, que imitando o modus operandi do Basajaun assassinou, violou e mutilou Johana, a filha adolescente da mulher. De repente, o juiz anuncia que o julgamento será cancelado: o réu acaba de se suicidar na casa de banho do tribunal. Face à expetativa e à irritação que a notícia provoca entre a assistência, Amaia é chamada pela polícia: o réu deixou um bilhete de suicídio dirigido à inspetora, um bilhete que contém uma mensagem concisa e inquietante: Tarttalo.

Essa única palavra que remete para a personagem fabulosa do imaginário popular basco, desvendará uma trama terrífica que envolve a inspetora, até culminar num trepidante desfecho.
A autora tem uma escrita poderosa, que agarra o leitor desde as primeiras páginas. Entre a realidade e o esotérico, entre o mito e a verdade, um romance poderoso. Uma trilogia que partilha com o romance escandinavo a sua faceta mais truculenta psicológico-sexual, e com o thriller norte-americano a parte mais racional e científica.
Dolores Redondo é a autora mais vendida em Espanha em 2015 no género Thriller/Policial - um sucesso editorial comparável ao de A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón.
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dolores Redondo - O Guardião Invisível

Autora: Dolores Redondo
Trilogia: Baztán (Vol. 1)
Edição: Mai/2016
Páginas: 360
Editora: Planeta
Nas margens do rio Baztán, no vale de Navarra, é encontrado o cadáver seminu de uma adolescente em circunstâncias que posteriormente é relacionado com um homicídio ocorrido na região meses antes.
Amaia Salazar, inspetora de homicídios, é incumbida de dirigir uma investigação que a levará de volta a Elizondo, a pequena povoação onde nasceu e da qual tentou fugir durante toda a vida.

Confrontada com as dificuldades do caso e atormentada pelo fantasma de um obscuro segredo que lhe marcou a infância, a investigação de Amaia é uma corrida contrarrelógio para encontrar o assassino que perturba a tranquilidade dos habitantes de Elizondo.
Êxito de vendas em todos os países onde tem sido publicado. Mais de 800.000 exemplares vendidos.
Este é o primeiro livro da Trilogia do Baztán, um thriller viciante, que os amantes deste género não vão querer perder.
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terça-feira, 17 de maio de 2016

Andrew Revkin - Chico Mendes; Tempo de queimada - tempo de morte.

Título: Chico Mendes; Tempo de queimada - tempo de morte.
Autor: Andrew Revkin
Gênero: Meio Ambiente
Editora: Francisco Alves
Páginas: 348
Ano: 1990

Na busca por um livro sobre Chico Mendes, encontrei dentre outros títulos, este, que se destacou pelas boas indicações dos leitores.
Ao folheá-lo vi que o autor é estadunidense, o que me fez perder o interesse pelo livro. O pré-conceito me fez de imediato pensar "Um estadunidense escrevendo sobre Chico Mendes e a Amazônia? O que um estrangeiro teria a dizer sobre uma questão tão particularmente brasileira?"
No prefácio, o autor, coincidentemente, responde a minha pergunta:

"Muitas pessoas me perguntam: Pq ler um livro escrito por um americano a respeito de uma questão eminentemente brasileira?
Existem diversas razões. Primeiro, nenhum repórter, americano ou brasileiro, dispensou tanto de seu tempo na tentativa de reunir as peças desse quebra-cabeças. Somente consumindo-se tempo pode-se começar a perceber a verdade que se encontra no meio de cem pontos de vistas distintos, o ponto de vista dos seringueiros, o dos fazendeiros, os dos familiares e amigos de Mendes, o das autoridades investigando seu assassinato. Segundo, eu não escrevi esse livro para os olhos dos cidadãos americanos, Eu o escrevi para os olhos dos cidadãos do planeta Terra. Afinal de contas, atingimos uma era em que os problemas ambientais não respeitam mais fronteiras."

"Os problemas ambientais não respeitam mais fronteiras!" É, eu errei quanto ao "particularmente brasileiro"
Ok sr. Andrew, você venceu! Eu trouxe o seu livro para casa! E não me arrependi, ao contrário, me surpreendi!

Eu imaginava que o livro fosse uma biografia da vida de Chico Mendes e sua luta pela prevenção da floresta amazônica, mas o livro vai muito alem disso. O autor não se limita ao tema principal, ele fala de tudo que esteja relacionado a questão da Amazônia. Ele fala de política, economia, biologia, da questão indígena, do trabalho escravo, da má distribuição de renda, da falta de leis e de justiça. O livro é muito rico em informação e o conhecimento do autor, especialmente quanto a politica brasileira, me surpreendeu. Os próprios brasileiros não conhecem sua história, como um estrangeiro se dispôs a conhecer.

O livro é excelente, leitura indispensável. A única coisa que me incomoda é a falta de revisão gráfica, que deixa passar vários errinhos de digitação e tradução, mas nada que prejudique o conteúdo e o entendimento da leitura. Um relaxo inadmissível em um livro, mas incapaz de comprometer a excelência de suas informações.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Nem o Google esqueceu

Só faltou pedir festa kkkkkkkkkk.

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sábado, 9 de abril de 2016

Passo Fundo - Parada da Leitura para todos

É assim que funciona o Parada para Leitura, uma ação realizada pelo Projeto Tato que colocou nichos com livros em dois pontos de ônibus

Ninguém discorda da importância de ler. Mesmo assim, muitas pessoas não têm acesso aos livros. Para democratizá-lo ou facilitá-lo, o coletivo urbano Tato teve uma ideia bem bacana, colocando nichos com diversas obras em dois pontos de ônibus.

Essa ideia surgiu quando uma amiga do grupo disse que tinha mais de 100 livros para doar e gostaria de dar um destino diferente a eles. “Fizemos algumas reuniões e, juntas, decidimos criar os nichos e colocá-los à disposição das pessoas em paradas de ônibus. Solicitamos uma reunião com o secretário de Transportes e Serviços Gerais, Cristiam Thans, que autorizou a ação”, conta Stéfanie Telles, juntamente com a Roberta Polita, Karen Fontoura, Juliana Brugnera e Paula Grunewald, forma o projeto.

A Parada da Leitura fica em um ponto da Avenida Sete de Setembro, próximo ao antigo Leilão, e também em um da Avenida Moacyr da Motta Fortes, em frente à Praça Adolfo João Floriani. Os seus nichos foram preenchidos por títulos literários para todos os gostos e, por sobrar poucos nos locais, parece que a ação alcançou o seu propósito.

“Nos revezamos semanalmente para o abastecimento dos nichos. Nessas ocasiões, sempre procuramos conversar com as pessoas. Na maioria das vezes, elas se mostraram bastante surpresas com a ação, felizes pelo acesso ser simples, sem nenhum tipo de cadastro. Muitas nos disseram que não só devolveriam o livro, como fariam nova doação”, relata Stéfanie.

Uma dessas pessoas é a dona de casa Marilene da Costa, que há muito tempo não lia um livro e parou para olhar o que estava disponível na parada da Avenida Sete de Setembro.

“Sempre incentivei meus filhos a ler, mas eu não lembro quando foi a última vez que fiz isso. É algo importante para nós, que podemos levar para casa e devolver depois, sem ter um tempo certo pra isso. Seria bom se todos devolvessem para dar oportunidade aos outros”, diz.

Passo Fundo não possui muitos espaços que disponibilizam livros, seja para emprestar ou vender. A ação do Tato deve se expandir para outros lugares, fortalecendo o título que a cidade recebeu: o de Capital Nacional da Literatura.

Primeira ação do ano
O projeto Tato realiza um trabalho voluntário, voltado a ações afetivas e solidárias, e é desenvolvido através de parcerias, doações e auxílio financeiro. Neste ano, a Parada da leitura foi a primeira ação, mas tem novidade por aí, como adianta Stéfanie.

“Mais duas ações estão sendo pensadas e organizadas para abril e maio, possivelmente direcionadas para cachorros e gatos e outra para crianças em situação de vulnerabilidade social”, relata.

Faça parte
Você também pode contribuir com o acervo, deixando nos nichos pequenas quantidades de livrou ou em estabelecimentos que estão apoiando a ação quando houver uma quantidade grande: na Paula Grunewald Pilates + Fisioterapia, que fica na Rua Uruguai, 1329, 2º andar, e na Mon Petit Boutique e Estética Canina, na rua Paissandu, 1011, sala 01.

Outra maneira de ajudar é divulgando a ação a partir da hashtag #paradadaleitura.
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