terça-feira, 27 de novembro de 2012

Palmeira das Missões - II Semana Acadêmica do curso de Ciências Econômicas acontecerá em dezembro


Nos dias 4, 5 e 6 de dezembro o Diretório Academico realizará a II Semana Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da UFSM-Cesnors no campus de Palmeira das Missões, seu enfoque será Agronegócio e Desenvolvimento Regional. Tem o apoio do Banrisul, Globall Telecom, Sicredi, Rola Festa e do NorteRS.
Programação:
Terça-feira 4/12
19h00min: Inscrições para a Semana Acadêmica.
19h30min: Divulgação do livro “Face feminina da pobreza em meio à riqueza do agronegócio” Christiane Senhorinha Soares Campos.
20h00min: Conjuntura Econômica e perspectivas para a Cadeia Produtiva de Carnes no estado do Rio Grande do Sul. Palestrante: Prof. Dra. Tanice Andreatta Economista, Mestre em Desenvolvimento Rural, Professora na Universidade Federal Pampa, Brasil.
Quarta-feira 4/12 19h30min: Poder de Mercado e fluxo de exportações da Cadeia Produtiva da soja no Brasil. Palestrante: Prof. Dr. Nilson Luiz Costa Economista Especialista em Comercio Exterior, Mestre em Planejamento do Desenvolvimento e Doutor em Ciências Agrárias.Professor na Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões.
Quinta-feira 5/12 19h30min: Conjuntura Atual da Cadeia Produtiva do Trigo e perspectivas para o mercado gaúcho. Palestrante: Hamilton Guterres Jardim.Vice-presidente da Federação da Agricultura do estado do Rio Grande do Sul – Farsul, Presidente da Comissão do Trigo-Farsul e Sindicato Rural de Palmeira das Missões. Encerramento: Coffebreack.
O valor da inscrição para todas as noites R$15,00. Por palestra R$5,00.
Fonte: Franciele J. Brugnera/ NorteRS


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Sarandi - Escola Sarandi está novamente no ranking das melhores do estado no ENEM


Mais uma vez a Escola Sarandi encontra-se em posição privilegiada relativamente ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Segundo o jornal Zero Hora do dia 23 de novembro de 2012 a Escola Sarandi ocupou o 12º lugar das escolas privadas do interior do estado e a 24ª posição geral do Estado do Rio Grande do Sul, incluindo públicas e privadas.
Este resultado nos dá a certeza de que estamos no caminho certo, haja vista as inúmeras conquistas da escola, quer nos Enem, quer nos vestibulares que os alunos realizam, sempre se classificando entre os primeiros. A aprovação nas universidades federais é também uma realidade dos alunos dessa escola.
O que diferencia a Escola Sarandi é a proposta pedagógica que permeia o currículo com ênfase nas
competências e habilidades que permite ao aluno mobilizar recursos de qualquer natureza para resolver situações problemas. Outro fator importante é a competência e a seriedade dos profissionais da educação que atuam na escola, dando ao currículo tratamento especial e diferenciado ao nível das exigências dos vestibulares e mercado de trabalho.
Pode-se citar, também a participação das famílias no processo ensinoaprendizagem atuando como parceiras da escola e acreditando que a instituição procura passar o conhecimento, alicerçada nos valores universais do ser humano.
A família deve prestar atenção nos resultados, porque eles vão fazer parte da vida do filho em decisões futuras.
Além disso, o Enem cobra competências e a Escola Sarandi desenvolve isso desde a Educação Infantil. O resultado não é apenas fruto do Ensino Médio, mas de uma educação de base que começa já na Educação Infantil, se estende pelo Fundamental e culmina no Ensino Médio.
Portanto, o resultado do Enem deve ser uma referência nas futuras escolhas educacionais objetivando um melhor desempenho acadêmico.
Fonte: Escola Sarandi (AESA) - Professora Mayra

PUBLICADO EM: NORTERS
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INDÍGENAS DENUNCIAM VIOLÊNCIA DE ARRENDATÁRIOS

Indígenas da Reserva de Serrinha, em Engenho Velho,  buscaram o Ministério Público Federal para denunciar violências praticadas por arrendatários da área da reserva. Houve ameaças de morte, tiros por pessoas encapuzadas.

Procuraram a Polícia Federal que foi ao local, mas a situação de insegurança permanece.

As denúncias dos próprios indígenas confirmam o que se vem denunciando há muito tempo de que as áreas indígenas estão todas sendo exploradas por arrendatários contratados pelas lideranças indígenas, enquanto os demais sofrem todo tipo de restrição e violência.

Aliás, as novas demarcações pretendidas também despertam a cobiça de mal-intencionados que pretendem arrendar as áreas.

Reportagem da Rádio Uirapuru
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COP 18: A principal meta da Conferência é a renovação do Protocolo de Kioto, mas o que é o Protocolo de Kioto?

COP18
A principal meta da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que começa na segunda-feira em Doha, com a participação de 190 países, é a renovação do primeiro período de compromisso do Protocolo de Kioto, que expira em 31 de dezembro.
A seguir explicamos alguns elementos para compreender o único instrumento jurídico internacional que impõe aos países ricos metas de reduções obrigatórias de suas emissões de gases de efeito estufa. Matéria da AFP, no Yahoo Notícias.
O QUE É?
O Protocolo de Kioto foi o resultado principal da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (CMNUCC), fórum estabelecido na Cúpula do Rio em 1992.
Este tratado internacional – o único a estabelecer metas submetidas à lei para controlar as emissões de gases de efeito estufa – foi ratificado por 192 países, além da União Europeia (UE).
Os Estados Unidos assinaram o acordo, mas se negam a ratificá-lo.
Segundo o acordo, 37 economias industrializadas (denominadas países do “Anexo 1″) se comprometeram a reduzir as emissões totais dos seis principais gases – dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido de nitrogênio (N20) e três fluoretos (HFC, PFC, SF6) – em pelo menos 5% até 2012 em comparação com os níveis de 1990.
Os países em desenvolvimento (do “Anexo 2″) não foram vinculados a um compromisso estabelecido de redução de gases, limitando-se a um apelo geral para acabar com a poluição, sob o princípio de que os países ricos são os responsáveis históricos pelo aquecimento global.
COMO FUNCIONA ESTE ACORDO?
As 37 economias industrializadas do Anexo 1 podem cumprir suas metas da forma que lhes convir, inclusive mediante a negociação de carbono.
O Protocolo também possui dois instrumentos únicos e próprios, conhecidos como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Implementação Conjunta.
Ao investir em projetos de tecnologia limpa em economias em desenvolvimento ou no antigo bloco soviético, as economias avançadas obtêm créditos de carbono para vender ou ser compensadas por suas cotas de emissões.
Países que não conseguem cumprir suas metas de emissões devem compensar a diferença, além de que são penalizados em 30% em qualquer segundo período de compromisso.
Em 2009, as emissões de dióxido de carbono (CO2) por parte dos países do Anexo 2 estavam 6,5% abaixo do seu nível em 1990, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Mas esta quantidade oculta grandes diferenças dentro do grupo. O Canadá, em particular, registra uma emissão de carbono muito maior do que sua meta.
HISTÓRIA ATRIBULADA DO TRATADO
O Protocolo foi adotado pela CMNUCC como parte de um “marco” de 21 páginas firmado em 11 de dezembro de 1997, depois de 30 meses de negociações.
Seguiram-se vários anos de discussões, devido a um regulamento muito complexo, especialmente a contagem de áreas florestais como sumidouros de carbono, que podem ser contrapostas a emissões nacionais, o que muitos ecologistas consideram uma escapatória, uma desculpa.
Em março de 2011, o Protocolo foi quase destruído quando o então presidente americano George W. Bush abandonou o pacto ao chamá-lo de injusto e caro demais para a economia americana. Ainda assim, o acordo sobreviveu ao apoio da União Europeia.
A reticente ratificação da Rússia atrasou sua implementação, a que finalmente ocorreu em 16 de fevereiro de 2005.
FUTURO INCERTO
A reunião de Doha aspira a aprovar um segundo período de compromissos deste Protocolo a vigorar a partir de 2013.
A prorrogação do Protocolo foi decidida durante a última conferência da ONU sobre o clima, em 2011 em Durban (África do Sul), após a expiração do primeiro período de compromisso.
Em Doha, o debate se concentrará na questão fundamental e espinhosa da “igualdade”, isto é, a distribuição dos esforços entre países do norte e do sul para deter o aquecimento.
Estes últimos insistem na “responsabilidade histórica” dos primeiros no aquecimento global e no fato que eles têm, por sua vez, “direito ao desenvolvimento”.
Aos países em desenvolvimento o protocolo de Kioto convém por suas cláusulas estritas de conformidade e verificação, além das “diferenciadas” distribuições de cargas entre países industrializados e pobres.
Mas nos países ricos, o apoio a Kioto se esgotou depois da tempestuosa Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009, que estabeleceu compromissos voluntários com a finalidade de limitar o aquecimento do planeta a 2°C.
Muitos críticos dizem que o tratado é antiquado e injusto por não impor controle de emissões a China e Estados Unidos, que juntos representam 41% das emissões mundiais de CO2. Brasil, Índia e Indonésia, grandes emissores em desenvolvimento, também não estão submetidos a um compromisso concreto.
Segundo dados da ONU, os países em desenvolvimento são responsáveis por 54% das emissões de CO2, grande vilão do aquecimento da superfície da Terra. Os países do Anexo 1 do Protocolo de Kioto respondem por 25% e os Estados Unidos sozinhos, por 18%.
EcoDebate, 27/11/2012
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COP18: Fracasso na prorrogação do Protocolo de Kyoto enfraquece busca por novo acordo climático

COP18Pessimismo marca abertura de reunião climática da ONU. Apesar do crescente alarme sobre a mudança climática, quase 200 nações reunidas a partir desta segunda-feira, 26, em Doha pouco terão a oferecer além de palavras sobre a necessidade de conter as emissões de gases do efeito estufa. Reportagem de Alister Doyle e Regan Doherty, da Reuters, em O Estado de S.Paulo.

O provável fracasso na definição de uma prorrogação significativa do Protocolo de Kyoto – tratado que obriga nações desenvolvidas a reduzirem suas emissões – deve também enfraquecer a busca por um novo acordo que junte países ricos e pobres na luta contra o aquecimento global a partir de 2020.
“A situação é muito urgente… Não podemos mais dizer que a mudança climática é um problema para amanhã”, disse Andrew Steer, presidente do Instituto dos Recursos Mundiais, de Washington.
Há dois anos, numa conferência semelhante, os países da ONU decidiram limitar o aquecimento global a 2ºC acima dos níveis pré-industriais. Mas as emissões de gases do efeito estufa bateram um novo recorde em 2011, apesar da desaceleração da economia global.
Na semana passada, um estudo divulgado pela ONU mostrou que o mundo se encaminha para um aumento de 3ºC a 5ºC nas suas temperaturas médias, o que pode causar mais inundações, secas, ondas de calor e elevação dos níveis dos mares.
“Uma resposta mais rápida à mudança climática é necessária e possível”, disse Christiana Figueres, diretora do Secretariado de Mudança Climática da ONU, em nota na qual delineou as expectativas para o encontro, que vai até 7 de dezembro.
A reunião acontece num amplo centro de convenções do Catar — primeiro país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a receber a conferência climática anual, e a nação do mundo com a maior taxa per capita de emissões de gases do efeito estufa, quase o triplo da média norte-americana.
Para manter alguma ação climática em vigor, a maioria dos países é favorável à prorrogação do Protocolo de Kyoto, que foi adotado em 1997 e expira no final de 2012. Esse tratado obrigava as nações desenvolvidas a reduzirem suas emissões num volume médio de 5,2% em relação aos níveis de 1990.
Mas os EUA nunca concluíram sua adesão ao tratado, enquanto Rússia, Japão e Canadá se desvincularam nos últimos anos. Assim, restaram como principais aderentes União Europeia e Austrália, que representam apenas 14 por cento das emissões mundiais.
As nações não-participantes dizem que não faz sentido prorrogar o Protocolo de Kyoto se grandes nações em desenvolvimento, como China, Índia, Brasil e África do Sul, não sofrerem restrições legais ao aumento das suas emissões.
Os países em desenvolvimento e os apoiadores de Kyoto dizem que os países desenvolvidos precisam liderar o movimento rumo a um novo acordo global, a ser negociado até o final de 2015, para entrar em vigor em 2020.
EcoDebate, 27/11/2012
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Finalmente ! Vale Cultura Aprovado na Câmara dos Deputados

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (21) o Projeto de Lei 4682/12, da deputadaManuela D’Ávila (PCdoB-RS) e outros, que cria o vale-cultura, no valor de R$ 50, mensais para os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Terá direito ao benefício o trabalhador que receber até cinco salários mínimos.
A matéria, aprovada na forma de uma espécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, será enviada para análise do Senado.
 O vale-cultura já tinha sido aprovado pela Câmara em 2009, com um texto alternativo ao PL 5798/09, do Executivo. O Senado também revisou o projeto, enviando emendas à Câmara. Entretanto, não houve acordo sobre o mérito para votar esse texto.
 Segundo o presidente da Câmara, Marco Maia, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi uma das coordenadoras do novo texto, apoiado por vários deputados. “Fizemos exatamente o que foi combinado com as lideranças e negociado com o Ministério da Cultura e outros setores do governo”, afirmou.
 Um dos pontos negociados foi a exclusão dos aposentados e pensionistas dentre os beneficiários, conforme constava da redação aprovada pela Câmara.
 Oposição questiona
Apesar de não obstruir a votação, o deputado Mendonça Filho (PE), vice-líder do DEM, disse que a matéria tem vício de iniciativa, porque a criação de despesas para o Executivo só pode ocorrer por meio de um projeto de lei do Planalto.
 O vale-cultura será fornecido pelas empresas preferencialmente em meio magnético. Caso todos os empregados que ganham até cinco mínimos sejam atendidos, os trabalhadores com renda superior também poderão contar com o benefício.
 Um regulamento definirá o percentual de desconto que poderá ser feito dos salários maiores que cinco mínimos, que poderá variar de 20% a 90% do valor do vale. O desconto é semelhante ao que ocorre com o vale-transporte.
 No caso de quem recebe até cinco salários, o desconto será de 10% do vale, no máximo.
Produtos culturais O vale poderá ser usado para acessar serviços e produtos culturais nas áreas de artes visuais; artes cênicas; audiovisual; literatura, humanidades e informação; música; e patrimônio cultural.
 O substitutivo aprovado pelo Plenário excluiu estagiários e dependentes dos empregados como possíveis beneficiários do Programa de Cultura do Trabalhador, a ser gerido peloMinistério da Cultura.
 Benefício fiscal
O programa terá as empresas operadoras, responsáveis por produzir e comercializar o vale-cultura; e as empresas beneficiárias, autorizadas a distribuir o vale em troca da dedução de seu valor do Imposto de Renda da pessoa jurídica tributada com base no lucro real.
 Esse benefício para as empresas participantes poderá ser usufruído até 2017 e será limitado a 1% do imposto devido.
 Os valores recebidos não serão considerados para efeitos de tributação do rendimento do trabalhador ou de base de cálculo para a contribuição previdenciária ou para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
 Penalidades
As empresas operadoras ou beneficiárias estarão sujeitas a penalidades caso executem inadequadamente as regras do programa. As punições vão desde o pagamento do valor que deixou de ser recolhido como imposto até a perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em bancos oficiais e proibição de contratar com a administração pública por dois anos.
Nas palavras da ministra, “o benefício será o “bolsa-alma do Governo Dilma” por levar cultura a tantos brasileiros. Por isso, Marta vinha colocando a aprovação do Vale como uma de suas prioridades e vinha conversando constantemente com parlamentares sobre o tema. Em um dos momentos, reunida com deputados, a ministra chegou a lhes dizer: “Cada deputado vai voltar para seu estado e dizer: ‘eu ajudei a aprovar o Vale-Cultura’.”
Marta também chamou a atenção, mais de uma vez em suas falas, para a autonomia que o Vale oferece ao cidadão na hora de escolher qual produto cultural ele vai adquirir e para sua abrangência do ponto de vista econômico, uma vez que, segundo a ministra, ele vai “beneficiar tanto consumidores de cultura quanto seus produtores que passarão a ter um público maior.”.
A matéria será, agora, enviada para análise do Senado.
com ifnormações do site do MINC
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Incansável aos 79: quem é o único atleta a atuar nas 3 casas do Grêmio

Milton Kuelle começou ainda jovem na Baixada, fez história no Olímpico e será chamado para atuar na futura Arena. 'Quero 20 minutos', desafia

Parece mentira. Mas não é. Aos 79 anos, Milton Martins Kuelle praticamente não mudou. Adicione rugas e alguns cabelos brancos. E só. De resto, conserva a mente fresca e o corpo são, como se estivesse sempre com 20 e tantos anos, pronto a voltar a jogar pelo Grêmio. O único clube de um homem de dois estádios. Ou melhor, três, já que será convidado a entrar em campo em 8 de dezembro, na inauguração da Arena, nova casa tricolor a partir de 2013.
Falta o empurrão oficial. As conversas com o presidente Paulo Odone já começaram para que Milton Kuelle se torne o único homem a atuar nos três estádios do Grêmio. Orgulhoso, se coloca à disposição, mas faz uma ressalva, prova cabal de que Milton Kuelle não mudara mesmo - por dentro e por fora. Seu senso de equipe continua intacto.
- Não sinto tanta alegria em ser o único a jogar nas três casas. Porque é uma alegria solitária. Eu gostaria de compartilhar com outros colegas que jogaram tanto na Baixada quanto no Olímpico, mas que não estão mais entre nós- revela, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
milton kuelle grêmio olímpico adeus olímpico (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)Milton Kuelle posa com retrato em que comemorava gol tricolor  (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)
A bola ainda acompanha Milton. Toda a quarta-feira à noite. Joga em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por pelo menos 40 minutos num campo de futebol sete. Quem o viu jogar, ontem e hoje, garante: nada mudou. Muito por isso, arriscou até sugestão para Odone.
- Quem sabe dar o pontapé inicial? - indagou o dirigente.
- Presidente, me dá uns 20 minutos. Por cinco, eu não me fardo - completou, brincando. - Tem uns coroas já no time do Luxemburgo!
De 19 de setembro, data da inauguração do Olímpico, até dezembro, na abertura da Arena, o GLOBOESPORTE.COM traz matérias especiais sobre a memória da atual casa tricolor
Brincadeiras à parte, Milton volta a ser Milton, baixa o tom de voz e, sereno, afirma que participará das cerimônias conforme as exigências da direção.

Esse mesmo espírito voluntarioso também se viu no campo, de 1954 a 1965, seu período de profissional do Grêmio. Compôs consistente dupla de meio-campo com o "alemão" Elton. O próprio Milton se denomina "burro de carga" de uma equipe pentacampeã gaúcha. Afirma que segurava as pontas no meio-campo para que o infernal Gessy e o "Tanque" Juarez brilhassem no ataque.
O apelido de Formiguinha, obra do jornalista Mendes Ribeiro, colou como praga. Ficou até hoje. Poderia ser, sim, por sua preocupação com o coletivo e consciência de seu papel em campo. Mas a ideia era dimensionar o quanto corria nos jogos. Milton Kuelle não parava.
- Corria que nem um cavalo, marcava todo mundo - confirma. - Tecnicamente, meu nivel era médio. Mas, no fôlego, ninguém me ganhava.
O futebol, para mim, sempre foi o meio. Não o fim. Joguei para me formar (em odontologia).
Ao subir do time de aspirantes, virou titular com o técnico húngaro László Székely e participou da inauguração do Olímpico, em 1954. Era meia-atacante. Mas deixou de ser em 1955, com a chegada de Osvaldo Rolla, ex-jogador histórico do clube e que iria marcar época também como treinador. Voltou ao Grêmio para aplicar o estilo de futebol-força que testemunhara nos gramados europes em excursão pelo Cruzeiro, de Porto Alegre. E viu no Formiguinha um exemplar perfeito para tal.

Milton chegou a ter sua dispensa do Grêmio publicada no jornal Última Hora. Com o sotaque carregado, de "r" arrastado, Foguinho lhe deu a chance de que precisava:
- Eu tenho outra posição para o senhor. Meia esquerda.
- Mas eu sou destro - retrucou um confuso Milton. - E fiz um monte de gols no juvenil.
- O senhor vai correr o campo todo. Para mim, apenas ser bom jogador não serve.
milton kuelle grêmio olímpico adeus olímpico (Foto: Divulgação/Memorial Herminio Bittencourt)Milton Kuelle foi penta do Gauchão e, depois, tri (Foto: Divulgação/Memorial Herminio Bittencourt)
Tempos duros de Baixada: até macumba contra seca
E assim Milton Kuelle se destacou. Virou Formiguinha, campeão, pentacampeão, lenda. Quem diria. Um garoto que comprou a vida de jogador apenas para pagar a faculdade de odontologia, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
- O futebol, para mim, sempre foi o meio. Não o fim - define. - Joguei para me formar. Não foi um tempo auspicioso, como é para o jogador de hoje.
Tanto que recusou proposta do grego Panathinaikos, quando o Grêmio viajou pela Europa, e também passou adiante oferta para rumar ao Vasco. O que não o deixou alijado de construir boas passagens pela Seleção. Disputou dois Pan-Americanos. No de 1960, na Costa Rica, marcou o gol da vitória sobre a Argentina.
Na Baixada, o Grêmio não ganhava de ninguém. Já o Olímpico é diferente, é um santuário
Realista, sem deslumbros, assim foi a sua despedida dos gramados. Ou melhor, ela não houve. Apenas achou que, aos 29 anos, era o momento de parar. Pegou os seus pertences no vestiário, despediu-se e foi-se. Não mais apareceu. Pelo menos como jogador. Em 2008, voltou à cena como assessor de futebol.

A vida de dentista, no entanto, segue a pleno até hoje. De segunda a sexta-feira, trabalha das 8h às 12h na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo, a Fase, na Avenida Padre Cacique, em frente ao Beira-Rio. Lá, cuida da saúde de menores infratores apreendidos. E tem o respeito da meninada, garante.
Milton também sabe fazer reverência. Ao Olímpico, palco de sua vida, oferece as palavras mais elogiosas. Considera a transição atual, para a Arena, bem distinta em relação à mudança da Baixada, na década de 1950, para o estádio do bairro Azenha.
- A verdade é que, na Baixada, o Grêmio não ganhava de ninguém. O Inter era um time muito superior. Uma vez, como aspirante, vi uma espécie de ritual, algum trabalho ou despacho feito no campo, para tentar trazer as vitórias - recorda, sorriso largo. - O Olímpico, não. O Olímpico é um santuário, de títulos, de vitórias. A mudança, desta vez, tem outro contexto. De qualquer forma, é para melhor. De roupa nova, você é mais notado. Vai acontecer isso com o Grêmio agora.
O momento de máximo reconhecimento para Milton Kuelle já aconteceu. Em 1999, fincou pé na Calçada da Fama do clube, restaurada recentemente para ser transportada até a Arena. O mesmo caminho que Milton, em carne, osso e (muito) pulmão, vai percorrer em 8 de dezembro para dar o pontapé inicial, jogar 20 minutos ou o que "o Grêmio mandar".

Na verdade, mais do que um servo, Milton Kuelle será um dos donos da festa. Os demais é que vão virar formiguinhas perto do gigantismo do homem de três estádios.
milton kuelle grêmio olímpico adeus olímpico (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)Reconhecimento: Kuelle mostra taça por comportamento exemplar (Foto: Lucas Rizzatti/Globoesporte.com)

 

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Quem foi Gessy Lima

Gessi ThumbGessy Lima, também natural de Uruguaiana, pouco se sabe sobre a infância de Gessy até ele chegar ao Grêmio. Ele veio para o Grêmio em 1955, e Foguinho, treinador do time na época, o dispensou. Meses depois, o Grêmio foi jogar em Uruguaiana, contra o Ferro Carril, e o cônsul gremista de lá teria apostado com Ari Delgado, dirigente tricolor: "Gessy vai fazer dois gols, driblando Airton (Pavilhão) e Ênio Rodrigues". Ari saiu de lá tendo perdido a aposta.
Gessy Lima, era chamado de “O Craque Paradoxal” pois, segundo ele próprio, não gostava de jogar futebol. Não sentia prazer em fazê-lo. Sequer comemorava a maioria de seus gols, e só seguia no esporte pelo seu incontestável e imensurável talento.
Além disso, a bola pagava suas contas enquanto ele estudava para entrar na faculdade de odontologia.
Após um jogo em Uruguaiana, Gessy foi contratado imediatamente. Foi penta campeão Gaúcho entre 1956 e 1960, vencendo todos que disputou. Seu estilo de jogo se caracterizava pelo drible rápido em direção ao gol, um chute forte e preciso, e um passe qualificado que consagrou Juarez, o "tanque", como grande artilheiro gremista da época. Ficou conhecido, também, como "Rei da Janelinha", uma referência a seu drible característico.
Apesar dos vários títulos, foi um jogo em particular, e a história que o envolveu, que imortalizaram Gessy nas páginas da história do futebol mundial.
Em 1959, Gessy tinha provas para o vestibular de Odontologia. O Grêmio foi jogar em Montevidéu e, depois, Buenos Aires. Ele ficou fazendo as provas, passou no vestibular e comemorou com largas quantias de álcool.
Gessy 2 ThumbPorém, estava combinado que iria para Buenos Aires enfrentar o Boca Juniors. E ele foi. Desceu do avião ainda alcoolizado. O dirigente Ari Delgado tratou de escondê-lo de Foguinho.

Gessy dormiu até a hora da partida e, naquela noite, fez os quatro gols da vitória do Grêmio sobre o Boca Juniors por 4 a 1, sacramentando assim a primeira derrota do Boca em La Bombonera para um clube estrangeiro em toda sua história.
O capitão da equipe argentina à época teria dito na ocasião algo como: "Tirem este homem, está acabando com o Boca!". Conta-se que Gessy foi aplaudido de pé pelo estádio inteiro.
Em 1961 e 1962, Gessy foi jogar na Portuguesa de Desportos, paralelamente cursando a faculdade. Formou-se, então, e abandonou o futebol aos 26 anos. Não aceitava nem dar entrevistas, e talvez por isso saiba-se tão pouco sobre o Craque Paradoxal.
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Quem foi Eurico Lara

lara ThumbEurico Lara nasceu em 1897 e começou a jogar futebol no time do exército de Uruguaiana. Dizia-se, na época, que na cidade fronteiriça existia um arqueiro que, quando jogava, o time não perdia.

Não demorou muito para que as informações sobre o atleta chegassem aos ouvidos dos dirigentes gremistas, os quais imediatamente deslocaram olheiros para a região.

Sem demonstrar interesse em atuar como jogador de futebol em Porto Alegre, Eurico Lara acabou sendo transferido de sua terra natal para uma corporação da capital graças a pessoas influentes dentro do Grêmio.
Chegando a tenente do Exército, Lara acompanhou as forças revolucionárias que, em 1930, escreveram uma página importante para a história do país. Sem abandonar a farda, chegou ao Grêmio em 1920 culminando com a conquista do Campeonato da Cidade de Porto Alegre.
Dois anos depois, além de defender a seleção do Exército que venceu o campeonato entre as classes armadas, começou a construir sua reputação como goleiro no centro do país, depois de defender, com destaque, a esquadra gaúcha no Torneio Preparatório visando a escolha da seleção brasileira que disputaria o Sul-Americano. Lara fechou o gol em uma partida realizada no estádio Parque Antártica entre gaúchos e paulistas.

Os donos da casa venceram por 4 a 2, mas, no final, o goleiro do sul foi ovacionado por uma multidão que invadiu o gramado para cumprimentá-lo. Afinal, não era qualquer um que conseguia defender mais de 20 chutes desferidos pelo atacante Friendereich, o maior nome do futebol brasileiro naquela época. Apesar de tudo, e para surpresa de todos, o jogador gremista não foi chamado para a seleção.
Em setembro de 1935, já doente de tuberculose e com ordem dos médicos para não mais atuar, Lara decidiu entrar em campo para o Grenal decisivo do campeonato porto alegrense daquele ano, chamado de "Campeonato Farroupilha" por coincidir com os festejos do centenário da Revolução Farroupilha).

O Grêmio, com um ponto a menos, precisava vencer o Internacional para levar o troféu. Foi uma de suas maiores atuações com a camisa do Grêmio perante uma torcida maravilhada e sabedora do esforço realizado pelo atleta para poder participar da partida. Vitória do Grêmio por 2 a 0. Lara jogou o primeiro tempo.

Eurico Lara ThumbNo intervalo, foi substituído e levado de ambulância para o Hospital Beneficência Portuguesa, de onde nunca mais saiu. No dia 6 de novembro, dois meses depois do Grenal Farroupilha, o herói gremista morria.

Uma multidão foi às ruas para chorar a perda de um dos maiores desportistas do país. O enterro de Lara parou Porto Alegre e o atleta entrou para sempre na história do Grêmio e no coração de quem teve o prazer de vê-lo atuar.
É o único atleta do Grêmio que teve seu nome citado no Hino composto por Lupicínio Rodrigues para o cinqüentenário do Grêmio (1953), hino este que acabou sendo adotado de forma oficial pelo clube. O trecho é o seguinte: "Lara, o Craque Imortal, / Soube o seu nome elevar. / Hoje, com o mesmo ideal, / Nós saberemos te honrar."
Hoje em dia, há pouquíssimas pessoas vivas que viram Lara jogar; por isso, ele se tornou praticamente uma lenda da história do Grêmio.
Salim Nigri, homem importante na história do Grêmio, falou uma vez ao Gaúcha Entrevista, uma das diversas lendas de Lara. Segundo ele, um dirigente do clube porto alegrense estava em Uruguaiana e havia visto um jogo de futebol do exército, do qual Lara fazia parte. Ele ficou muito impressionado com o camisa 1 e decidiu contratá-lo para o Grêmio. Na vinda, Lara foi deslocado do regimento de Uruguaiana para Porto Alegre, para poder jogar no clube.

Diz a lenda que, no primeiro treino, ao entregarem a camiseta de goleiro a Lara, ele perguntou para o treinador: "Como assim? Por que recebi essa camiseta? Não sou goleiro". Todos ficaram surpresos. Ele explicou que como não havia mais ninguém para jogar no gol em Uruguaiana, ele havia sido requisitado para jogar como goleiro, mas não atuava na função. Se este episódio realmente ocorreu, não se sabe, mas Lara acabou se tornando uma lenda também pelo que fez nos anos seguintes pelo Grêmio.
Outra lenda seria que Lara, em certa partida, quebrou um dos braços, mas não queria sair. E também conta-se que defendeu todas as bolas até o fim do jogo, mesmo com a lesão.
Segundo outra lenda, Eurico Lara teria morrido em pleno "Grenal Farroupilha", após defender um pênalti chutado pelo seu próprio irmão. Na verdade, ele morreu dois meses depois, não houve pênalti na partida, e nenhum irmão de Lara jamais jogou no rival Internacional.
Títulos conquistados por Eurico Lara no Grêmio:
Campeão da Cidade: 11 (1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933 e 1935)
Campeão Gaúcho: 4  (1921,1922,1926 e 1931)
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

NOVO BARREIRO – CORPO DE HOMEM É ENCONTRADO EM MATA



No sábado, dia 24, por volta das 19:30 horas a Brigada Militar de Novo Barreiro foi Informado por populares que havia sido encontrado um corpo dentro da mata, as margens de uma lavoura, na Linha Jogareta.
A guarnição de serviço deslocou até o local e constataram o fato, onde se tratava de um cadáver masculino, que estava em decomposição, não sendo possível ser identificado.
Segundo a Polícia Civil as suspeitas são de que o corpo, seja do Professor Antonio Prates Soares que residia em Palmeira das Missões e pelo estado de decomposição estava desaparecido havia uns 5 dias.
Com isso, foi isolado o local e efetuado contato com a Delegacia de Palmeira. Após, compareceram no local a policia civil e efetuaram levantamento do local e contato solicitando uma funerária para retirar o cadáver do local.
Posteriormente, compareceu no local a funerária Sarandiense que removeu o corpo até a DP, que posterior seria encaminhado para necropsia, não sendo possível identificar o cadáver.
A Polícia Civil investiga o caso.

FONTE: DiárioRS
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