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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Passo Fundo - Munícipes avistam material semelhante a meteorito


Passo Fundo, nessa madrugada dessa quinta-feira (27), por volta da 1h. Funcionários da Embrapa e da UPF teriam visto a luz e outros teriam apenas sentido tremores. Algumas pessoas relatam que a bola de fogo seria azul, outras que teria a cor vermelha. Não há nenhuma confirmação de que seja um meteorito, mas pode ser a hipótese mais provável. Nada foi encontrado.
Vestígios:
Conforme o geólogo e geógrafo, mestre em geoprocessamento, Daltro Bonatto, a queda de um meteorito na Terra deixa vestígios que incluem a queima dos vegetais próximos ou pelo menos um efeito chamuscado e, também, pelo menos um buraco ou marca na terra. “Pode ser um meteorito como pode ser outro segmento de poeira de cometa. Pelo que saiba não passa nenhum nessa época, mas mesmo
assim vai deixar um ou outro vestígio qualquer. A terra é ataca diariamente por meteoritos e 99% deles sucumbem, ou seja, desaparecem”, explica.
Bonatto comenta que quando um meteorito cai na Terra, fica incandescente e pode chegar a atingir a superfície, dependendo do tamanho, ou mesmo ficar na forma de rocha. “Se não é muito grande o meteorito sucumbe, mas queima a relva e geralmente quando cai deixa um buraco no solo”, observa. Segundo ele, se o objeto atingiu a terra desnuda, com o impacto certamente deixaria alguma marca no solo. “A presença dele pode ter sucumbido,ou seja, queimado todo, mas mesmo assim teríamos cinza e minerais metálicos no local”, informa.
Materiais:
Muitas coisas do espaço podem atingir a Terra, segundo o geólogo, mas os mais comuns são os meteoritos, que tem maior atração. “É o que o chamamos de estrela cadente, uma faísca no céu, uma matéria que entra no espaço em alta velocidade o que faz pagar fogo.
Como numa siderúrgica, a faísca se apaga ou quando tem tamanho avantajado passa pela atmosfera e atinge a Terra como matéria o que em função do calor pode sucumbir ou mesmo se fragmentar”, avalia ele. Segundo Bonatto, a atmosfera serve de escudo para evitar grandes impactos, uma vez que provoca atrito com as matérias.
Outros materiais que podem atingir a Terra são os asteróides, que são fragmentos que estão em órbita entre Marte e Júpiter. “Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são sólidos e os demais são gasosos. Entre Marte e Júpiter tem um espaçamento maior onde circulam fragmentos chamados asteróides ou planetóides, que podem ter sido resultado da explosão de algum planeta”, comenta.
Meteorito: Segundo Bonatto, os meteoritos são conhecidos como sideritos. “Os índios já chamavam de siderito em relação a sideral de espaço sideral, porque quando vinham do céu, ao serem tocados com a lança faziam barulho de metal, tanto que quando houve a primeira empresa de fundição de metais colocaram o nome de siderúrgica”, comenta ele.
Para ele, os meteoritos são muito estudados por ter relação com o núcleo da Terra. Os mais comuns são os minerais e raramente se encontram meteoritos metálicos. “Os metálicos tem 95% de ferro e 5% de carbono, calcário ou níquel sendo a matéria natural mais densa que conhecemos. São vários tipos: conditos, aconditos, sideritos”, aponta o geólogo.
Além disso, o motivo de estudo, principalmente pelos norte americanos, segundo ele, se deve a grande
concentração de Ilídio que os meteoritos deixam na superfície. “Onde ele cai, na borda do buraco fica uma concentração de Ilídio que é um material que não tem em grande quantidade na Terra. Mesmo que tenha caído há milhares de anos, o homem não tenha visto e tenha sucumbido, a quantidade de material é muito grande”, destaca. O maior meteorito que caiu no Brasil está em Bendegó, na Bahia e pesa mais de 400 kg.
Meteorito em Coxilha: Há 20 anos Bonatto esteve em Coxilha onde teria caído um meteorito. “Na fazenda tinham quatro buracos um pouco maior do que a mão fechada e a relva queimada, inclusive nosso motorista voltou até a UPF para buscar uma barra de ferro e começamos a bater para saber se tinha ficado algum vestígio, que faria um barulho metálico”, conta ele. Na época, segundo o geólogo e geógrafo, era período em que o cometa Harley passou pela Terra.

Conforme ele, todo o cometa tem tempo de vida útil que ficam dando volta elípticas, ora se afastando do sol, ora se aproximando. A menor volta é a cada 86 anos quando cometa Harley passa pela Terra. “Tem cometas que leva milhões de anos e toda a vez que um cometa passa perto do sol ele perde matéria, portanto todos tem tempo útil e como estão em alta velocidade acaba fazendo poeira que entra no vácuo e ao se afastar do sol essas partículas congelam, por isso que todo o cometa tem cauda”, explica Bonatto. A probabilidade na ocasião era de que o cometa teria perdido fragmentos que teriam caído no local.
Outro caso ocorreu há cerca de 60 anos, quando caíram três pedaços de meteoritos na região de Putinga e Roca Sales. De acordo com Bonatto, era um domingo de tarde e na cidade pequena as pessoas levaram um grande susto quando as três partes caíram na trilha da estrada próximos um do outro.
Fragmento no Museu:
As primeiras informações quando o fragmento de meteorito foi doado pela família Costi ao Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) era de que se tratava de uma das três partes que havia sido caído em Putinga. No entanto, estudos mais profundos constataram que o material teria origem de Soledade, tanto que o meteorito que o museu abriga leva o nome da cidade.
Para a coordenadora do Muzar, Flávia Biondo, o exemplar do museu é um dos mais raros, por ser de origem metálica. O meteorito Soledade é classificado como metálico, octaedrito e foi encontrado próximo a Soledade. A primeira testemunha de reconhecimento deste material foi Ruben Zarth, no ano de 1982.
Meteoritos:
Os meteoritos são fragmentos de corpos sólidos naturais como asteróides, planetas ou cometas que se incandescem pelo atrito com o ar e são capazes de chegar à superfície terrestre. Eventos acontecem cerca de 150 vezes por ano sobre toda a superfície terrestre. Os meteoritos podem ser classificados em: Pétreos: formados basicamente de material rochoso;
Metálicos: também chamados de sideritos, formados basicamente de liga metálica e ferro-níquel;
Siderolitos: são compostos das duas fases, metálica e pétrea.
Fonte: Diário da Manhã/NorteRS


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