Parceiro

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Avicultura colonial, também chamada de caipira, é alternativa para pobreza do Semiárido

Avicultura é alternativa para pobreza do Semiárido. Foto de João Pedro Zabaleta

Avicultura é alternativa para pobreza do Semiárido. Foto de João Pedro Zabaleta

O Plano Brasil Sem Miséria (PBSM), do Governo Federal, tem como um dos objetivos a iniciação produtiva e a minimização da pobreza extrema de mais de 16 milhões de pessoas. E a Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), está envolvida nesse grande projeto nacional. A tecnologia usada pela Empresa na região de atuação está sendo empregada em outras localidades totalmente diferentes ao clima do Pampa. É o caso da avicultura colonial, coordenada pelo pesquisador João Pedro Zabaleta.
A avicultura colonial, também chamada de caipira, consiste na criação de aves em sistema extensivo (aviários e piquetes abertos) que demoram mais tempo para se desenvolver em relação ao industrial, que fica em torno de 40 dias; enquanto, a caipira é de 91, proporcionando maior bem estar animal e obtenção de ovos.
Este tipo de produção de aves é empregado atualmente com cerca de 10 agricultores familiares modelos, atendidos pela unidade de pesquisas, e agora, está sendo transferida para o Semiárido brasileiro, que faz parte do PBSM. “É um desafio para nós trabalharmos num clima totalmente diferente ao que estamos acostumados, até por que, a região está enfrentando a maior seca nos últimos 40 anos”, comenta Zabaleta. Alguns desses agricultores possuem áreas de 300 metros quadrados, considerada pequena. Além disso, a falta de alimentos ou resíduos de lavouras ocasionam desenvolvimento deficiente das aves, que apresentam longo período de crescimento para a produção de carne para o abate, com cerca de oito a 10 meses. Os casos de subnutrição resultam maior mortalidade e baixos índices de produtividade.
A área de atuação de Zabaleta no PBSM é no território do Velho Chico, às margens do Rio São Francisco, em cidades como Bom Jesus da Lapa e Riacho do Santana, no interior da Bahia. A região tem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e sofre com a seca há pelo menos 22 meses. O projeto foi bem recebido pelos pequenos produtores e agricultores familiares. Das 800 famílias que o PBSM atende em Paratinga/BA, 600 querem trabalhar com a avicultura colonial. A carne de frango tem boa aceitação e comercialização pelos moradores do território. Um aviário modelo instalado, produz cerca de 500 frangos e gera uma renda extra de um salário mínimo no final de cada ciclo de produção.
No final do mês de março, Zabaleta, junto com os pesquisadores Helton Silveira e Marcos Farias, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas/BA, parceiros neste projeto, participaram de uma reunião de avaliação do PBSM em Brasília. Foi discutida no encontro a situação do Plano no Semiárido e alternativas para a minimização dos problemas agravados pela seca.
Sobre o caráter social que a avicultura colonial está inserida, Zabaleta comenta a importância deste trabalho para os agricultores envolvidos e para própria Embrapa ao fornecer tecnologias para os agricultores familiares.
No PSBM, a Embrapa conta com o apoio do Ministério da Integração Nacional, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Fonte: ristiane Betemps – MTb7418RS, Embrapa Clima Temperado
EcoDebate, 26/04/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Parceiros

Parceiros